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Os Dez Mandamentos – A Expressão do Caráter de Deus

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8 de setembro de 2016

Os Dez Mandamentos foram dados por Deus a Israel, um povo liberto da escravidão do Egito, prometendo a eles que, se fossem fiéis, herdariam o descanso em uma terra abençoada, e seriam uma benção para todas as nações.

A Bíblia apresenta a Deus como o soberano e Criador do Universo (Gênesis 1, 2). Na Criação, Deus estabeleceu as leis da existência, não somente humana, como de todos os elementos do Universo. No Éden, Deus expressou os princípios de relacionamento que deveriam reger a vida da raça humana, a fim de que o homem fosse eterno, saudável e feliz. Veja esses princípios a seguir:

“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e governai-a” (Gênesis 1:28). Deus estabeleceu as leis de reprodução, bem como estabeleceu o homem como o Seu representante diante da criação e do cuidado com o planeta.

“E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que havia feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gênesis 2:2, 3). Deus estabeleceu o sábado como dia de descanso e comunhão com Ele, separando esse dia e enchendo-o de bênçãos.

“Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor Deus lhe deu esta ordem… da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás…” (Gênesis 2:15-17). Deus fez uma aliança com o homem, em que requisitou fidelidade e obediência de Adão, como símbolo de confiança e submissão à Sua vontade e ao Seu amor. Fazendo isso, Adão estaria amando a Deus de todo o seu coração.

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24). Deus deixou claro que o homem deveria amar o seu semelhante como a si mesmo, sobretudo o seu cônjuge, como se fosse a sua própria carne.

Por que tudo isso é importante, antes de analisarmos os Dez Mandamentos? Porque, quando o homem perfeito caiu em pecado, esqueceu-se do seu acordo entre ele e o Deus Criador. Ao longo das gerações, o homem se esqueceu de Deus, e passou a escravizar e matar o seu irmão. Então Deus precisou deixar Sua vontade codificada em forma de lei a fim de que o homem soubesse como manter o caráter divino expresso em sua mente. Por isso, Deus escreveu a Sua lei com Seu próprio dedo em duas tábuas de pedra (Êxodo 31:18).

Dessa forma, encontramos os Dez Mandamentos transcritos em Êxodo 20:3-17 (como vemos a seguir) e sua repetição em Deuteronômio 5:7-21 (Edição Almeida Revista e Atualizada):

1º “Não terás outros deuses diante de mim”.

2º “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás nem lhes darás culto; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e faço misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam os Meus mandamentos”.

3º “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o Seu nome em vão”.

4º “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra; “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está das tuas portas para dentro. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou”.

5º “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”.

6º “Não matarás”.

7º “Não adulterarás”.

8º “Não furtarás”.

9º “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.

10º “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”.

Os Dez Mandamentos foram dados por Deus a Israel, um povo liberto da escravidão do Egito, prometendo a eles que, se fossem fiéis, herdariam o descanso em uma terra abençoada, e seriam uma benção para todas as nações. Essa é a primeira aliança, selada no Sinai.

Se prestarmos atenção, esses mandamentos têm a ver com os princípios estabelecidos por Deus no Éden. Deus desejava que Seus representantes na Terra O amassem de todo o coração, tendo fé em Sua vontade, e amassem ao Seu próximo como a si mesmos, seja no amor familiar ou social. Tendo isso em mente, notamos o seguinte:

1) os quatro primeiros mandamentos (Êxodo 20:3-11) estão resumidos em um único mandamento: amar a Deus (Deuteronômio 6:5);

2) os seis últimos mandamentos (Êxodo 20:12-17), estão resumidos, e não substituídos, por um segundo grande mandamento: amar ao próximo como a si mesmo (Levítico 19:18).

Esses dois mandamentos foram dados por Deus para ajudar um povo recém liberto da escravidão a entender que a essência dos Dez Mandamentos é o amor a Deus e ao próximo. Eles foram citados por Jesus, ao apresentar a Sua nova aliança em Mateus 22:37-40. “Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. “Este é o grande e primeiro mandamento. “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”. Note que Jesus não aboliu os Dez Mandamentos, mas nos ensina hoje que eles devem ser guardados sob a perspectiva correta.

Deus é amor, e nós devemos nos amar uns aos outros, assim como Ele nos amou (João 15:12). Essa é a essência dos Dez Mandamentos para um povo que tem esperança na vida eterna que Jesus conquistou na cruz do Calvário.

Equipe Biblia.com.br

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