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Como saber até quando insistir em um pedido em oração?

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11 de abril de 2012

Quantas vezes devemos orar a respeito de um pedido, uma única vez ou devemos reforçar o pedido dia após dia até conseguir? Se insistirmos, não estamos demonstrando falta de fé?

“Como saber até quando insistir em um pedido em oração? Quantas vezes devemos orar a respeito de um pedido, uma única vez ou devemos reforçar o pedido dia após dia até conseguir? Se insistirmos, não estamos demonstrando falta de fé? Essa dúvida já me ocorreu inúmeras vezes, e estou nesse dilema novamente. Como proceder nas orações?”

Jesus contou uma parábola para ensinar que devemos pedir com insistência até ter o nosso pedido atendido:

“Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. E o outro lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para lhe dar; digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade” (Lucas 11:5-8).

“A lição desta parábola não é que devemos persistir em oração; não devemos bater à porta de Deus até obrigá-lo pelo cansaço a nos dar o que queremos; até que forcemos um Deus sem disposição a nos responder. Uma parábola significa literalmente algo que está ao lado. Se pusermos algo ao lado de outra coisa para ensinar uma lição, esta deve ser obtida por semelhança ou contraste. Neste caso ocorre o segundo. O que Jesus disse é o seguinte: ‘Se um dono de casa rude e indisposto no final pode ser pressionado pela persistência sem vergonha de um amigo a lhe dar o que deseja, quanto mais Deus, que é um Pai amante, suprirá as necessidades de seus filhos?’ ‘Se vocês que são maus’, disse Jesus, ‘sabem que estão obrigados a suprir as necessidades de seus filhos, quanto mais Deus?'”

“Isto não nos absolve da intensidade na oração. Depois de tudo, só podemos garantir a realidade e a sinceridade de nosso desejo pela paixão com que oramos; mas quer dizer isto, que não estamos obtendo dons de um Deus indisposto, mas sim dirigimos a Alguém que conhece nossas necessidades melhor do que nós conhecemos, e cujo coração transborda de amor generoso por nós. Se não recebermos aquilo que pedimos em oração, não é porque um Deus mal-humorado se negue a nos dar isso mas sim porque tem algo melhor para nós. Não há tal coisa como a oração sem resposta. A resposta que nos dá pode ser que não seja a resposta desejada ou esperada. Mesmo que nossos desejos sejam negados, é a resposta do amor e da sabedoria de Deus.”¹

Apegue-se as promessas: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mateus 7:7).

“Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5:14).

“Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. (…) Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (João 15:7, 10, 11).

Portanto, o grande segredo para o crescimento na graça é manter um relacionamento vivo com Cristo, através do estudo diário da Bíblia, da prática da oração, do testemunho cristão e participação dos cultos na comunidade de fé. Por meio das Escrituras Sagradas o Espírito Santo trabalha para ajustar nossa mente à mente divina, nossos anseios à vontade de Deus, nossos planos ao plano divino. Desse modo, as nossas orações, em certo sentido, refletirão a própria vontade de Deus. E caso nossa natureza nos atrapalhe a expressarmos nossos sentimentos e vontade, e nos leve a pedirmos algo que não esteja em conformidade com a vontade de Deus, podemos ter a certeza de que o Espírito Santo trabalha em nosso favor.

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26).

Desse modo, não devemos deixar de orar, mas devemos buscar respostas na Palavra de Deus para podermos compreender Sua vontade sobre determinadas coisas ou pedidos que fazemos. Todas as nossas orações, quando feitas com fé, são respondidas por um Deus solícito e pronto a nos abençoar. Mesmo que a resposta seja negativa, Ele responde da melhor maneira a nos proporcionar o bem supremo e a vida eterna.

Para compreender mais sobre o assunto da oração e persistência, leia João 15 e também o artigo sobre a mulher cananéia.

Equipe Biblia.com.br

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¹William Barclay, Comentário Bíblico de Lucas, p. 127 e 128. 

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