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Sexo oral é pecado?

11 de abril de 2012

O relacionamento entre marido e esposa, através de toda a Bíblia é indicado como um relacionamento de amor e não de abuso.

“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13:4).

Muitos gostariam de ter uma resposta clara sobre o assunto, porém existe muita divergência de opinião entre os pesquisadores da área. Uns são radicalmente contra e outros a favor.

Em Levítico e Deuteronômio encontramos regras que dizem respeito ao estupro, ao sexo entre homens, ao sexo com animais, ao sexo durante o ciclo menstrual, mas quando se trata de uma relação entre marido e mulher a Bíblia não especifica o que pode e o que não pode (Levítico 15 e 20; Deuteronômio 22 e 27).

Quando vamos aos escritos de Paulo, o escritor bíblico que mais falou do relacionamento entre uma esposa e seu marido, ele fala de práticas que não são naturais, mas não as especifica. Em Romanos 1:18-32 Paulo menciona práticas que eram usadas como parte do culto e que no fim eram uma blasfêmia ao Criador. Embora fale de práticas fora do natural entre mulheres e entre homens, nesse texto ele não diz nada sobre relacionamento do marido com a mulher.

Escrevendo aos Coríntios Paulo afirma: “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher” (1 Coríntios 7:4). Alguns empregam essa passagem para justificar o uso do corpo do outro como quiser. Mas não é isso o que Paulo advoga. Nessa passagem Paulo explica o que significa ser um (ver 6:19, 20; cf. Gênesis 2:22). Tornar-se uma só carne quer dizer que o corpo não pertence mais à pessoa (Efésios 5:28-31). No verso seguinte Paulo diz que o casal deve ter relações sexuais (1 Coríntios 7:5). É nesse sentido que um não tem poder sobre o próprio corpo, pois se um maltrata ou desrespeita o outro, estará maltratando a si mesmo. Ou se maltratar a si mesmo, estará maltratando o outro. Ambos são uma só carne.

O relacionamento entre marido e esposa, através de toda a Bíblia é indicado como um relacionamento de amor e não de abuso. Os esposos devem estar prontos a dar ouvidos aos sentimentos do outro e agir de maneira amorosa e que demonstre respeito. Uma prática sentimental, religiosa, intelectual ou sexual, entre marido e esposa, que seja um fardo para um ou para o outro, não leva ao bom entendimento do casal.

Caso você não se sinta bem com práticas sugeridas por seu cônjuge, tenha uma conversa com ele e explique seus sentimentos. Foi Deus que estabeleceu os limites, inclusive para o prazer, e esses limites devem ser respeitados. Deus também se comunica por meio da consciência, e, portanto, não se deve violá-la. É importante destacar que há certos desvios em práticas sexuais que são totalmente nocivos. O Criador fez cada parte do corpo com uma funcionalidade. A boca pode ser usada para beijar o cônjuge, mas a Bíblia não especifica os limites dessas carícias. Porém, todas as áreas da vida devem estar sob o controle do Espírito Santo, inclusive o desejo sexual.

É possível crescer em intimidade, no afeto e na satisfação sexual sem ter de recorrer a práticas nocivas. Há muita literatura séria sobre o assunto que pode ajudar casais a desfrutarem de forma saudável e abençoada esse dom maravilhoso concedido pelo Criador. Certamente o resultado será mais unidade entre o casal, felicidade e satisfação.

Equipe Biblia.com.br

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