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Avançando para o alvo

11 de abril de 2012

Devemos nos lembrar de que, se Deus não pode mudar nosso caráter, Ele não poderá mudar nosso destino eterno.

Pr. Amin Rodor, Ph.D.

“Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Filipenses 3:12).

Em todas as reuniões de oração, um homem solicitava que os irmãos orassem para que Deus retirasse as “teias de aranha” de sua vida. O mesmo pedido era repetido todas as semanas. “Senhor, tira as teias de aranha de minha vida”, orava ele. Numa quarta-feira, depois da oração rotineira ser repetida mais uma vez, uma irmã, já cansada do mesmo pedido, ora: “Senhor, mata a aranha da vida deste irmão!”

A vida cristã pode tornar-se um poço estagnado, onde marcamos passo por anos, sem absolutamente qualquer avanço. Como saber se estamos fazendo progresso em nossa experiência espiritual? Alguns indicadores podem ajudar-nos nessa avaliação: Estudo a Palavra de Deus diariamente? Avanços e retrocessos têm muito que ver com proximidade ou distância da Palavra. Aplico em minha vida aquilo que aprendo da Bíblia? Busco sinceramente conhecer a vontade de Deus para mim, e estou vivendo o que conheço de Sua vontade? A oração é essencial em minha caminhada? Minha vida reflete o amor de Deus e os frutos do Espírito? Sirvo a Deus com meus talentos e dons? Atendo as necessidades dos outros? Aproveito as oportunidades para testemunhar de Jesus Cristo como um discípulo dEle? Sou fiel como mordomo dos bens que foram confiados?

Segundo Jesus, os frutos dão testemunho da natureza da árvore. Devemos nos lembrar de que, se Deus não pode mudar nosso caráter, Ele não poderá mudar nosso destino eterno. Sucesso ou fracasso nos pequenos testes diários, a despeito de qualquer otimismo infundado, indica claramente sucesso ou fracasso no grande exame final.

Para Ellen White, a “vida cristã é uma batalha e uma marcha”, e não vamos chegar a um estágio de perfeição absoluta, como alguns creem. Os cristãos sabem que, mesmo depois de avanços significativos, não há razão para orgulho. Haverá sempre mais para alcançar do que aquilo que já foi alcançado. Muitos pensam em santificação como se ela pudesse ser acumulada. Outros a imaginam em termos de exercício físico, em que os músculos são desenvolvidos até estarem tão fortes que não precisarão mais de Cristo. A realidade é que, na verdadeira santificação, ao invés de nos sentirmos mais fortes, tomamos consciência de nossa patética fraqueza separados dEle.

Equipe Biblia.com.br

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[1] Meditação Diária “Encontros com Deus” (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), 1º de novembro.

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