Dicionário Bíblico

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qeunaz

caça, caçada

qualal

consumação

quarto

hebraico: um quarto filho

quatro copos

Alude aos quatro copos de vinho que bebemos no sêder a fim de lembrar as quatro expressões de redenção mencionadas na Torá.

quatro filhos

Referência aos quatro tipos de filhos (o sábio, o malvado, o tolo e aquele que não sabe perguntar) mencionados na Hagadá.

quebar

hebraico: abundante

quebrantar

Abater; arrasar; debilitar; enfraquecer

queda

A palavra queda, embora não sejausada na Escritura com o sentido de degeneração, designa geralmente o afastamento do estado de inocência em que vivia o homem para o estado de corrupção que predomina na Humanidade. A história da queda é narrada no cap. 3 do Gênesis. Este capítulo tem sido interpretado, ou literalmente, ou figurativamente. Muita coisa se lê na narrativa, sugerindo-nos o que é figurativo e metafórico – isto é, as duas árvores não são determinadamente simples árvores, e a serpente é mais alguma coisa do que mero réptil. o homem é criado, não no estado de perfeição, não no seu mais alto grau de desenvolvimento, mas na inocência, sem pecado. Está unido a Deus por certas leis de obediência, leis que ele transgride. o primeiro ato de infração constitui a queda – ele reconhece conscientemente essa queda – e, no seu primeiro conhecimento íntimo do pecado, recebe o aviso do plano divino da redenção. Além disso, vem ao conhecimento de que, de algum modo misterioso, o primeiro pecado não é simplesmente o pecado de um indivíduo, mas é contaminador da raça humana. Adão é representativo – ele é a origem da espécie humana – nele todos pecam, e todos morrem – como, e por que é isso assim, nunca a mente pôde descobrir. A Escritura revela o fato, e a experiência humana testemunha a sua realidade. A continua luta com o pecado, na esperança firme de que por último o bem surgirá vitorioso, segundo as palavras do proto-evangélico vers. 15 do cap. 3º do Gênesis, não diz respeito a Adão somente, mas a todos os homens. A vida humana é, pois, de conflito, pelas suas tendências pecaminosas, existindo na alma a esperança da vitória final. Não sendo assim, a vida seria inexplicável. Um ou dois pontos reclamam especial atenção: i. A origem do mal. Deus, o Ente Supremo que existe por Si mesmo, infinitamente bom, podia ter-nos criado perfeitamente bons. A capacidade para o mal podia ter sido afastada por uma retidão inabalável do coração e consciência. Deus, porém, não quis assim: a Sua vontade é que nós sejamos aperfeiçoados pelo sofrimento da tentação, esse sofrimento que o próprio Jesus suportou – e contentes devemos estar em sustentar o combate, até alcançarmos gloriosamente a vitória por meio do Salvador. ii. A queda e Cristo. o N.T. aceita e esclarece as duas doutrinas: a do pecado como absolutamente nocivo, e a de homens, sem exceção, pecaminosos, não tendo esperança alguma em si mesmos: mas refere-se pouco, se na verdade se refere, à própria queda. o nosso Salvador nunca fez alusões a esse fato, mas toma a própria queda como caso aceito, em todos os seus ensinamentos. Todos pecam – o pecado é um mal profundamente enraizado na vida interior – todavia, o homem é um ser de superior valor e dignidade. Tudo isto Cristo nos ensina, e nas parábolas do cap. 15 de S. Lucas, como em outros lugares, ele relaciona o caráter pecaminoso do homem, e a queda, com a Sua própria redenção e obra renovadora. S. Paulo, como já se observou, baseia a sua doutrina do pecado e da expiação no que o Gênesis nos revela. A doutrina do pecado original, como resultado da queda do homem, implicitamente ensinado em diversas passagens, é-o explicitamente em Rm 5.12 a 21, e 1 Co 15.22,44 e 47. iii. A queda e a encarnação. Algumas vezes se tem feito esta pergunta: se o homem não tivesse pecado, ter-se-ia tornado homem o nosso Salvador Jesus Cristo? Essa é uma pergunta inútil a que não podemos responder. Tenhamos de memória que a encarnação e a morte de Cristo fazem completa a expiação. Sugere a revelação que Cristo encarnou para realizar-se a redenção (Mt 20.28 – Lc 19.10 – Gl 4.4 e seg.). A queda, a encarnação, a expiação, e a restauração final são fatos da história humana, e atos da presciência divina. Antes da queda, era perfeita a comunhão com Deus – no Reino tornará a ser perfeita: se, no caso de serem os homens impecáveis, o Filho de Deus se tornaria homem por amor à Humanidade, essa é uma questão metafísica, cuja solução não traria qualquer vantagem prática. (*veja Pecado.)

quedar

o homem de pele preta. Filho deismael (Gn 25.13), e que foi o pai dos quedaritas. Viviam em tendas, e muitas vezes mudavam de habitação – mas a sua principal residência era ao sul do deserto da Arábia, o norte da Arábia Petréia, e na vizinhança do mar Vermelho. Todavia, alguns deles se estabeleceram em vilas ou cidades (Ct 1.5 – is 42.11). Eram famosos como frecheiros, e bons pastores (Jr 49.28 – is 21.16,17 – is 60.7).

quedema

hebraico: para o oriente

quedemote

princípios

quedes

Santuário. 1. Quedes de Naftali(Jz 4.6). Hoje é Kades, ao noroeste do lago de Hulé – uma cidade ao meio do lado ocidental da planície de Zaanaim – contém muitas e interessantes ruínas. Foi cidade fortificada de Naftali (Js 19.37) – uma cidade de refúgio para as tribos setentrionais, tendo sido dada aos gersonitas (Js 20.7 – 21.32 – 1 Cr 6.76). Foi Quedes a residência de Baraque, e neste lugar ele e Débora reuniram as tribos de Zebulom e Naftali antes do conflito. Ali perto estava o carvalho de Zaanaim, onde foi colocada a tenda de Héber e de sua mulher Jael, da família dos queneus, sendo ali que Sísera encontrou a morte (Jz 4.6 a 11). Foi tomada esta povoação por Tiglate-Pileser (2 Rs 15.29). 2. É hoje Tell Abu Kudeis, perto de Megido – foi cidade real dos cananeus. Josué conquistou-a, e na distribuição das terras coube a issacar, sendo depois cedida aos gersonitas (Js 12.22 – 1 Cr 6.72). 3. Cidade de Judá, na extremidade sul (Js 15.23). Talvez a mesma povoação que Cades-Barnéia.

quedma

hebraico: para o oriente

quedorlaomer

Era, no tempo de Abraão, aquele rei de Elão que com três príncipes de Babilônia, seus subordinados, sustentou duas campanhas na Palestina, reduzindo à sujeição os mis de Sodoma e Gomorra e de outras cidades. Pelo espaço de doze anos conservou o seu domínio sobre esses chefes, que no ano décimo-terceiro se revoltaram. No ano seguinte, ele e os seus aliados invadiram o país, e, depois de terem derrotado muitas tribos da vizinhança, encontraram os cinco reis da planície no vale de Sidim, os quais foram completamente subjugados: matou os reis de Sodoma e Gomorra, e levou consigo grande despojo e ao mesmo tempo a família de Ló. Todavia, Abraão, ouvindo falar do cativeiro do seu sobrinho, tratou de o libertar (Gn 14.17). A narração bíblica tem recebido notável confirmação com o fato de se achar o nome (Qudin-Lagamar, ‘servo da deusa Lagamar’), nas inscrições cuneiformes da Babilônia – a invasão teria sido pelo ano 2330 a.C.

queelata

local de assembléia

quefar-armonai

hebraico: cidade de Amonai ou aldeia dos amonitas

quefira

hebraico: aldeia coberta, expiação

queijo

os termos hebraicos que estão traduzidos pela palavra queijo, exprimem simplesmente vários graus de leite coalhado, e impossível é saber-se até que ponto aquelas palavras correspondem à nossa idéia de queijo (*veja 1 Sm 17.18 – 2 Sm 17.29 – Jó 10.10).

queila

l. É agora Kila, estando aproximadamente a onze quilômetros ao noroeste de Hebrom. Uma cidade de Judá (Js 15.44), que, tendo caído em poder dos filisteus, foi libertada por Davi – mas os seus habitantes estavam resolvidos a entregar o libertador a Saul (1 Sm 23.1 a 13) – foi reocupada depois da volta do cativeiro (Ne 3.17,18). 2. o garmita, da família de Calebe (1 Cr 4.19), onde aparece como Abiqueila.

queixume

Lamentação; gemido; queixa.

quelai

consumação, perfeição

quelaías

anão

quelal

hebraico: consumação

quelita

hebraico: congregação do Senhor

quelubai

hebraico: gaiola de pássaros

quelube

cesto enganador, gaiola

quelui

hebraico: consumido do Senhor

quelulai

hebraico: ousado

quemos

hebraico: dominador

quemuel

Deus existe. 1. Terceiro filhode Naor, irmão de Abraão (Gn 22.21). 2. Certo príncipe ou chefe de Efraim – foi um dos designados para dividir a terra (Nm 34.24). 3. Um levita, o pai de Hasabias, que foi chefe dos levitas no reinado de Davi (1 Cr 27.17).