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Por que devemos guardar o sábado? E em que lugar da Bíblia diz isto?

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11 de abril de 2012

Jesus declarou: "E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado".

Deus sabia que o seu arqui-inimigo faria tudo para apagar o sábado da memória da humanidade, por isso o mandamento começa com a expressão “lembra-te”. Um detalhe a mais, se Ele diz para lembrar é porque já era algo conhecido. Ninguém diz pra você lembrar uma coisa que é nova para você. Outro ponto importante é que o sábado nos faz recordar semanalmente de que Deus é o Criador e que fomos criados à Sua imagem e semelhança, perfeitos. Por isso o sábado é uma recordação perpétua do Deus criador. Se o sábado fosse observado universalmente, certamente não haveria um ateu ou idólatra.

Lá no jardim do Éden, Adão e Eva mancharam a criação com o pecado. Você acha que ainda havia sentido em manter o sábado como um dia de celebração ao Criador? Sim! Deus ainda tinha motivos para celebrar, porque o plano da salvação redimiria a humanidade. O sábado nos lembra do amor de Deus por nós e nos aponta para o Seu poder redentor. A grande libertação do Êxodo serviu de tipologia da grande libertação do pecado que Deus realiza em favor da humanidade: “porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido” (Deuteronômio 5:15). O mesmo poder usado na semana da criação, quando Deus instituiu o sábado (Gênesis 2:1-3), é o poder que Ele usa para Sua recriação (2 Coríntios 5:17). No ministério de Jesus, cada cura ou ministração de Sua Palavra era uma manifestação de Seu poder redentor. Neste sentido, podemos dizer que o sábado é um dia especial de cura e libertação (Lucas 13:10-17).

Note bem que o sábado foi dado como um memorial de algo que aconteceu no passado e devia ser lembrado e celebrado, diferente dos “sábados cerimoniais” mencionados em Colossenses 2:16, sombra do que haveria de vir. Esses “sábados” se referem às três celebrações adicionais: trombetas, expiação e anos sabáticos.

Colossenses 2:14 afirma: “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz”. Já o verso 17 acrescenta: “porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. Somente os “sábados” cerimoniais judaicos, instituídos no Sinai (ver Levíticos 23), podem ser qualificados como “ordenanças” e “sombras” (Colossenses 2:17). O “sábado” do sétimo dia, estabelecido na semana da criação (Gênesis 2:2, 3), é de natureza permanente e não pode ser qualificado como mera “sombra das coisas que haviam de vir”.

Você já notou que o quarto mandamento é também o único em que há uma explicação de por que devemos observá-lo? “Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou” (Êxodo 20:11).

Esse mandamento identifica Deus como o Criador e observar esse dia é uma demonstração de tal reconhecimento. O sábado é ainda um lembrete de que a salvação é pela fé: “E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica” (Ezequiel 20:12).

Alguns argumentam que o sábado foi dado somente para os judeus. Esse argumento é muito frágil e demonstra falta de conhecimento bíblico, pois o sétimo dia foi “abençoado” e “santificado” por Deus no final da semana da criação (Gênesis 2:1-3). Se foi santificado, significa que esse dia foi separado por Deus com o propósito de ser uma bênção para o ser humano em sua relação com Deus, com o semelhante, com a família e com a natureza. Jesus declarou: “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Marcos 2:27-28). Ele não disse que o sábado foi feito por causa dos judeus e sim “por causa do homem”. O termo anthropos (homem) empregado nesse versículo refere-se à raça humana, à humanidade, pois esse é um  termo genérico para se referir ao ser humano em geral, incluindo homens, mulheres e crianças, não se restringindo à uma etnia, tribo ou povo. Portanto, o sábado foi dado universalmente, ou seja, para toda a humanidade e Deus colocou uma bênção especial nesse dia.

Em Apocalipse 14 encontram-se as três mensagens angélicas, que são as derradeiras advertências de Deus à humanidade:

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:6-7).

É perceptível que há uma conexão linguística e temática entre esse texto de Apocalipse e o quarto mandamento em Êxodo 20:

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êxodo 20:8-11).

Jesus fez uma afirmação muito importante para todas as pessoas sinceras que estão em busca da verdade: “Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo” (João 7:17).

Observar o sábado deve ser uma expressão correta de confiança em Deus. Tal confiança proporciona  conforto e descanso, na certeza de que Deus provê tudo o que é necessário para nos conduzir à vida eterna (1 Pedro 1:2).

Equipe Biblia.com.br

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