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Por que Deus matou Ananias e Safira?

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11 de abril de 2012

"Gostaria de receber uma explicação melhor sobre o que aconteceu em Atos 5:1-11. A Bíblia condena matar o próximo, mas o 'poder' divino fulminou um casal que se recusou a entregar todo o dinheiro da venda. Onde foi parar o livre arbítrio neste caso? Como entender o caráter de Deus, neste caso?"

“Gostaria de receber uma explicação melhor sobre o que aconteceu em Atos 5:1-11. A Bíblia condena matar o próximo, mas o ‘poder’ divino fulminou um casal que se recusou a entregar todo o dinheiro da venda. Onde foi parar o livre arbítrio neste caso? Como entender o caráter de Deus, neste caso?”

A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte”, em algumas situações, essa retribuição foi imediata. Deus em sua sabedoria, sabe exatamente quando a retribuição precisa ser imediata. Ananias e Safira tinham o livre arbítrio para escolher:

a) Manter sua propriedade;
b) Vender e doar tudo;
c) Vender e não doar;
d) Vender e doar parte do valor.

Não havia nada de errado em vender e doar apenas parte do valor da venda. O problema ocorrido foi algo totalmente diferente. Vamos analisar o texto de Atos, onde está registrado esse episódio:

“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos. Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas, em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos” (Atos 4:32-5:2).

Ananias e Safira planejaram doar, mas não cumpriram a palavra, e ainda mentiram dizendo terem trazido todo o valor aos apóstolos. “Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?” (Atos 5:3). Note que o problema não estava no ato deles entregarem parte do valor da venda da propriedade, mas sim no fato deles terem mentido contra o Espírito Santo. O juízo de Deus foi imediato, pois somente Ele pode ler o coração e enxergar todas as possibilidades de salvação que a pessoa tem e saber se ela aceitaria ou não o dom da graça.

A Bíblia de Estudo Andrews faz o seguinte comentário sobre esse texto: “Ananias e Safira se dispuseram a vender uma propriedade e contribuir com o valor da venda para o fundo comum. No entanto, eles não deram tudo. Contribuíram com um montante menor, apresentando-o como se fosse o valor total. A morte trágica de ambos foi a consequência desse engano. O relato pode ser comparado com outros dois em Atos nos quais as pessoas são julgadas: o mago Simão (Atos 8:9-25) e Herodes Agripa I (Atos 12:19-24). Os três ilustram a necessidade do reconhecimento da soberania de Deus.

O fato é que Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo e foram punidos por isso (Atos 5:1-11). Não há dúvida de que eles se perderam porque não permitiram que o Espírito Santo os levasse ao arrependimento.

É interessante lembrar quão pura e unida era a comunidade dos primeiros cristãos (Atos 2:42-47). Eles eram sinceros, verdadeiros para com Deus e com o próximo, havia unidade entre eles. Ananias e Safira seriam, se pudermos comparar “as laranjas estragadas dentro do cesto”, pecaram contra Deus e contra o Espírito Santo. A influência deles, se permitida continuar, seria de molde a prejudicar o crescimento e a unidade da comunidade de cristãos que estava começando. A fim de levar a mensagem da Cruz de Cristo avante até os confins do mundo os Cristãos daqueles dias precisavam ser puros de propósito e de mente.

Portanto, o problema não foi o dinheiro, mas a mentira e o engano e, posteriormente, as consequências que as atitudes deles teriam sobre toda a comunidade. Deus vê que em algumas situações é necessário cortar o mal pela raiz. Um dia Deus terá que trazer o juízo sobre todos os que pecaram contra Ele, recusando os convites ao arrependimento. Deus é amor, mas existe um limite além do qual Ele não pode tolerar a maldade. Precisamos ser cuidadosos para não ultrapassar a medida da misericórdia de Deus.

Equipe Biblia.com.br

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