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Presos em uma caverna

deus

12 de julho de 2018

Megaoperação resgate de 12 meninos presos em uma caverna na Tailândia comove o mundo inteiro.

Pr. Frederico Branco

Doze meninos entre 11 e 16 anos de idade que treinavam em um time de futebol, mais o seu técnico de 25 anos, ficaram presos em uma caverna na Tailândia. Essa notícia se espalhou pelo mundo. Depois de 9 dias eles foram encontrados por mergulhadores a 4 quilômetros de distância da entrada e cerca de 1quilômetro de profundidade. Os meninos e o técnico estavam relativamente bem, mas fracos, desnutridos, e com sinais de hipotermia. Logo eles foram atendidos com os cuidados necessários. Alguns planos de resgate foram considerados. A perfuração do solo foi descartada, pois os meninos estavam muito distantes da superfície e havia risco de desmoronamento. Cerca de mil pessoas estavam envolvidas no resgate. Muito embora as bombas continuassem drenando a água, o nível baixou muito pouco e, além disso, havia o risco de cair mais chuva podendo dificultar ainda mais o resgate. A última opção de resgate foi a de usar mergulhadores profissionais para conduzir os meninos, com a utilização de equipamentos de mergulho, fazendo o mesmo percurso que eles haviam feito para os encontrar. O desafio era enorme, pois muitos não sabiam nadar, estavam fracos e a duração do mergulho era de aproximadamente 5 a 6 horas. Infelizmente, alguns dias antes que os meninos fossem resgatados, um mergulhador recém-aposentado da Marinha tailandesa acabou falecendo no trajeto de volta. Aquela operação era de fato muito arriscada.

Certamente muito se ouvirá desses meninos resgatados, o que eles pensaram e o que fizeram para se manter vivos no interior daquela caverna. Eu sei um pouco o que é se perder em um lugar assim. Sei como uma passagem subterrânea de água e galerias podem ser repentinamente inundadas. A escuridão e a grandeza dos rochedos e da montanha sobre a minha cabeça me fizeram pensar na possibilidade de não sair vivo daquele local. Embora não estivesse sozinho e o tempo naquela situação tenha sido apenas de algumas horas, a experiência foi um tanto assustadora. Encontramos uma passagem estreita e irregular que tinha cerca de 40 a 50 centímetros de abertura. Após removermos algumas pedras conseguimos transpor aquele obstáculo e ao seguir adiante, visualizamos pequenos feixes de luz. Havíamos encontrado a saída. Que alívio!

Lembrando-me da minha experiência e relacionando-a com a dos 12 meninos presos naquela caverna da Tailândia, contei o ocorrido para os meus sobrinhos de 5 e 7 anos de idade. Estávamos em um culto familiar e perguntei: “Será que eles estavam com fome?” “Como eles estavam emocionalmente?” “Será que estavam passando por alguma angústia provocada pelo medo do pensamento de não conseguirem sair dali?” Nós tentamos nos colocar no lugar daquelas crianças e intercedemos por elas em oração. Disse que uma megaoperação resgate fora iniciada para tentar salvá-los de lá. Então lemos a maravilhosa promessa de Jesus: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. […] vou preparar-vos lugar. […] voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:1-3). Jesus estava partindo, mas prometeu voltar. A lição que queria deixar para os meus sobrinhos é a de que nós podemos “sempre” confiar em Deus, não importando a situação em que estivermos.

Na estrada da vida podem existir curvas desconhecidas para nós, mas não para Deus. Em certo sentido vivemos em uma caverna sombria e lamacenta. Paulo descreveu um pouco sobre suas adversidades e disse: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos” (2 Coríntios 5:4). O exemplo de Paulo tem inspirado milhares de cristãos a serem leais, bravos e corajosos em meio a uma série de dificuldades como a incerteza, o desapontamento, a perseguição e a morte.

Vários personagens bíblicos estiveram em situações de grande perplexidade em que, sob o ponto de vista humano, não havia saída. Sob tais circunstâncias Paulo, Daniel, Moisés, e tantos outros, aprenderam a confiar em Deus e aguardar. Você está perplexo com alguma situação ou se sente encurralado em um poço lamacento sem saída? O apóstolo Pedro diz: “Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês” (1 Pedro 5:7 – NTLH). Todos nós lidamos com os limites de nossa existência, mas não precisamos temer, pois há um Deus que pode nos suster. Veja isso na experiência dos três personagens citados acima:

Experiência de Paulo

O apóstolo Paulo escreveu que nós “gememos angustiados, aspirando por sermos revestidos” pelo corpo imortal ou ressuscitado (2 Coríntios 5:2). Para ele a vida futura era tão real que ele olhava ansiosamente para o tempo quando trocaria esta vida pela outra. Ele sabia que um corpo glorioso o aguardava e gemia com ardente anseio para se apoderar dele: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 7:24–25). Paulo sabia que quando Cristo voltar, os vivos salvos passarão pela magnífica experiência da glorificação em que o corpo mortal e corruptível será revestido de imortalidade e incorruptibilidade e isso ocorrerá em uma fração de segundo (1 Coríntios 15:52-54); e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, dada a Sua Palavra de ordem, ressuscitarão transformados (1 Tessalonicenses 4:16). Será uma experiência extraordinária! Paulo tinha a clara compreensão de que o dia da recompensa tanto para os salvos que já haviam descansado no Senhor como para os que estivessem vivos, seria obtida somente no dia da Segunda Vinda de Jesus. Note o que ele escreveu: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Timóteo 4:7-8).

Experiência de Daniel

Daniel estava velhinho e Deus já lhe havia revelado muitas coisas, algumas delas poderiam ser aplicadas ao seu tempo, mas outras, que ele não compreendia, eram especificamente destinadas para o “tempo do fim” (Daniel 12:4, 9). Então o ser celestial lhe disse que no tempo do fim haveria grande angústia, mas que nesse tempo Miguel, o grande Príncipe, se levantará para defender o Seu povo. “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Daniel 12:4; cf. João 5:28, 29). Portanto, de acordo com esses textos, haverá duas ressurreições principais: a primeira para os salvos – vida eterna; e a segunda para os ímpios – horror eterno. E foi dito mais para o profeta: “Tu [Daniel], porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança” (Daniel 12:13). Quando é que Daniel receberá a sua herança? No dia da ressurreição dos justos. E quando é que ocorrerá a ressurreição dos justos? Quando Jesus vier pela segunda vez (1 Tessalonicenses 4:16). Portanto, qualquer noção de que a recompensa é imediatamente após a morte contraria o ensino bíblico. Jesus declarou: “E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos” (Lucas 14:14). Daniel aprendeu a confiar em Deus e nos momentos mais difíceis de sua vida ele pôde experimentar grandes livramentos (veja Daniel 1, 2, 6).

Experiência de Moisés

O autor do livro de Hebreus descreve a experiência de Moisés, quando este estava sob ameaça de faraó: “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível” (Hebreus 11:24-27). Alguns pontos são importantes de serem notados. Moisés “contemplava o galardão” e aprendeu a ficar “firme como quem vê aquele que é invisível”. Ao chegar à borda de Canaã, já com 120 anos de idade, Deus disse que ele não entraria na terra prometida e que ele morreria no alto do monte que o Senhor o havia instruído a subir (Deuteronômio 3:23-28; Números 27:12-14). Ao falar com Deus nesse momento crítico de sua vida, Moisés O chama de “Senhor, autor e conservador de toda vida” (Números 27:16). A Bíblia não oculta os erros e limitações desse grande líder, mas mostra como ele aprendeu a confiar em Deus e a depender totalmente de Sua orientação.

Quero convidar você a depor sobre Cristo todos os seus temores e anseios porque Ele vai cuidar de você. O Senhor dos exércitos comanda uma grande operação de resgate e prometeu vir buscá-lo. Então você poderá dizer: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9). Quando isso ocorrer, você receberá o dom da vida eterna. Portanto, não se turbe o seu coração. Cristo vem. Creia em Deus. Creia em Jesus. Prepare-se para esse emocionante encontro!

Equipe Biblia.com.br

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