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A importância do perdão

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9 de dezembro de 2012

Uma das coisas mais importantes para a vida de uma pessoa que quer ser feliz é o perdão, pois proporciona paz ao coração e dá um real sentido à existência. Muitos sofrem de depressão e de outros problemas emocionais por não perdoarem ou por não se sentirem perdoados.

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém! Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:12-15).

Uma das coisas mais importantes para a vida de uma pessoa que quer ser feliz é o perdão, pois proporciona paz ao coração e dá um real sentido à existência. Muitos sofrem de depressão e de outros problemas emocionais por não perdoarem ou por não se sentirem perdoados. Um dos motivos que devem nos levar a perdoar de acordo com Mateus 6:12-15 é o fato de que “esperar de outros o que eu mesmo não estou disposto a fazer é a essência do egoísmo e do pecado”1. Assim como Deus nos perdoa de todos os pecados (1 João 1:7-9; Miquéias 7:19), devemos perdoar o nosso próximo. Precisamos nos reconciliar com o ofensor mesmo que não tenhamos vontade de fazê-lo, pois na Bíblia perdoar não é uma questão de “querer ou não” (escolha), mas sim de obedecer a um mandamento divino (veja a ordem de Jesus em Mateus 18:21, 22!) que, se deixado de ser cumprido, trará sérias consequências, inclusive à nossa saúde.

Perdoar é esquecer?

O psicólogo e conselheiro cristão Jay A. Adams disse acertadamente no livro O Manual do Conselheiro Cristão, p. 70: “O perdão não é nenhum tratamento de choque que instantaneamente apaga da memória o passado recente”. Isso significa que perdoar não é sinônimo de esquecer instantaneamente. Comparo o perdão a uma cicatriz. Quando nos machucamos, como resultado do machucado nos resta uma cicatriz. Sempre que olhamos para a mesma, nos lembramos de quando, onde e como aconteceu o fato. Isso não quer dizer que ainda nos cause dor ou desconforto, muito pelo contrário, é indiferente, não causa dor, não causa nada, apenas a lembrança.

 O perdão, portanto, não indica necessariamente o esquecimento imediato da ofensa, mas o não sentir dor ao lembrar do ocorrido.

Como perdoar do íntimo?

Perdoar envolve o compromisso de não levantar novamente a questão. O perdão bíblico envolve igualmente a promessa de:

(1) Evitar colocar ofensa em cima da cabeça do ofensor;

(2) A promessa de não falar a respeito do ocorrido;

(3) E a promessa de não ocupar a mente com a questão. Isso significa adotar atitudes e práticas que levem ao esquecimento.

(4) Se Deus esquece de tudo quando nos perdoa, como é possível afirmar que não devemos esquecer também? Precisamos harmonizar os textos bíblicos de Jeremias 31:34 e Isaías 43:25 que afirmam que Deus esquece de nossos pecados. Deus é Onisciente e “… não pode esquecer. O esquecimento, nesse trecho, na realidade é uma maneira hebraica de se referir ao ato de perdoar…”.2

“Perdoar é ‘esquecer’, no sentido de que alguém sepultou o problema. Perdoar equivale a prometer nunca mais se lembrar de uma ofensa, contra outra pessoa. ‘Lembrar-se’ é empregado no sentido de ‘ventilar novamente’ (ver 3 João 1:10)… É como se Deus dissesse: ‘as coisas que você fez contrariamente à minha lei, não as trarei à memória.

“O verdadeiro perdão humano leva ao esquecimento. Quando alguém se recusa a ventilar novamente uma questão, (mesmo para si), prontamente se esquece. Quando não podemos esquecer, é porque nos lembramos ativamente.”3.

“O esquecimento, no tocante a Deus não pode significar mais do que a disposição dEle de “enterrar” a questão, para nunca mais levantá-la… É isso que se requer no perdão humano. Perdoar é “esquecer”, no sentido de sepultar o problema e não passar por uma “lavagem cerebral”. Perdoar equivale a prometer nunca mais se lembrar de uma ofensa, contra a pessoa”4.

Benefícios do Perdão

Ao perdoar, somos beneficiados:

(1) Espiritualmente – nosso relacionamento com Deus será bem melhor;

(2) Mentalmente – evitaremos sofrer uma depressão ou infarto com o tempo; teremos paz mental;

(3) Fisicamente – A paz mental nos proporciona saúde, vigor e ânimo;

(4) Socialmente – nos relacionaremos melhor com os outros.

Não perca a oportunidade de desfrutar de todos esses benefícios!

Deus quer que perdoemos. Se Ele nos ordena a perdoar é porque nos provê poder para isso (Filipenses 2:13) e sabe que tal atitude será o melhor para nossa felicidade. O Criador jamais exige de nós mais do que poderemos dar. Lembre-se de quão maravilhosa é a sensação de ser perdoado por Deus. Não esqueça que a mesma sensação seu ofensor pode sentir caso o perdoe. Siga o conselho de Jesus em Mateus 18:22 de perdoar “até setenta vezes sete”. Mesmo sem vontade, dê esse passo de obediência e Deus fará o resto, o milagre! Na cruz do calvário Jesus proporcionou a possibilidade de desfrutarmos da paz mental ao recebermos perdão. Não privemos os outros disso.

Equipe Biblia.com.br

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1 Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5.

2 Jay A. Adams, O Manual do Conselheiro Cristão, p. 72. Editora Fiel. (Adaptado).

3 Ibidem. Grifo meu (Adaptado).

4 Ibidem.

 

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