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Jesus, os fariseus e o sábado

lei

11 de abril de 2012

Os fariseus haviam fanatizado a guarda do sábado; criaram diversas regras para a guarda do mesmo, o que o tornou um fardo. Jesus veio para dar uma nova concepção da lei moral de Deus e não para aboli-la.

“Tenho dúvidas quanto à guarda do sábado. A Bíblia fala sobre o assunto, mas o Novo Testamento diz que Jesus colheu no sábado. Outras religiões explicam que Jesus nos livrou de guardá-lo. O que fazer?”

As diferenças de Jesus com os fariseus acerca do sábado nunca se deram em relação ao “guardar ou não o sábado”; as mesmas giravam em torno do modo como o sábado deveria ser observado. Analisando todas as situações em que Jesus entrou em alguma controvérsia com os líderes judeus no que diz respeito ao sábado, podemos ver que a questão envolvida era esta: a maneira correta de se observar o sábado, conforme instituída por Deus. Os fariseus haviam fanatizado a guarda do sábado; criaram diversas regras para a guarda do mesmo, o que o tornou um fardo. Jesus veio para dar uma nova concepção da lei moral de Deus e não para aboli-la. Prova disso está no texto de Mateus 5:17 (versos 18 e 19 também): “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”.

A palavra “cumprir” no v. 17 vem da palavra grega pleros e significa “completar”, “encher”. Uma lei que foi completada e aperfeiçoada por Cristo não pode ser abolida ou chegar nalgum momento que não mais seja válida. Os padrões Morais do Criador, que nos ensinam acerca de nossas obrigações para com Ele (4 primeiros mandamentos do decálogo) e de nossos deveres para com o próximo (6 últimos mandamentos do decálogo) têm de vigorar enquanto houver seres humanos e o próprio Deus. Já algumas leis civis que foram aperfeiçoadas por Cristo (como podemos ver no contexto de Mateus 5:17 – 5: 38-42), que não têm aplicação universal, podem sofrer alterações desde que os princípios divinos não sejam feridos.

Por esse texto podemos ver o propósito de Jesus para com a lei: completá-la, dando-lhe o verdadeiro sentido e ensinando como esta deveria ser guardada. Não como meio de salvação (Efésios 2:8-10), mas em consequência de se ter um relacionamento íntimo com Cristo (João 14:15) e ter um coração transformado pela atuação do Espírito Santo. O sábado é uma das únicas relíquias que nos restaram de um mundo sem pecado (outra é o casamento), é um memorial do ato criativo de Deus. Ao observá-lo, lembramos que um dia fomos criados por um Deus amoroso e que não viemos ao mundo por acaso ou por processos evolutivos (nesse caso o sábado torna-se uma proteção contra teorias evolucionistas). A confusão em torno da guarda do sétimo dia se dá por 2 principais fatores:

1) Pela errada compreensão dos incidentes ocorridos entre Cristo e os fariseus em relação ao sábado;

2) Por não ser feita a distinção entre lei moral e a lei cerimonial, que foi abolida (Efésios 2:15).

Se a pessoa compreender tais pontos e também o objetivo de Deus ao instituir o sábado, tudo ficará esclarecido.

Equipe Biblia.com.br

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