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Armagedom

Últimos Dias

11 de abril de 2012

“Pastor” – dizia a carta – “este será o Natal mais triste de nossa vida. Teríamos preferido que Deus tirasse o dinheiro, os bens, a saúde e até a vida, mas que não nos deixasse ver o nosso filho na trágica situação em que se encontra.” Depois a carta falava das horas intermináveis de luta para tirar o filho das garras do vício.

Aos vinte e três anos, um jovem está apenas desabrochando para a vida, todavia, os pais daquele rapaz não vêem mais saída para ele. São oito meses de oração e súplicas a Deus por um milagre. Já o levaram para ser tratado por especialistas; já o internaram em centros de recuperação para drogados, e, mesmo assim, vêem o filho dia a dia sendo consumido por uma força incontrolável que o leva às drogas.

A carta tinha um clamor desesperado: “Será que esta luta vai acabar? Será que poderei ver meu filho completamente recuperado?”

A Bíblia nos assegura que a luta terrível entre o bem e o mal terá fim, sim. O diabo pode fazer hoje muita coisa para trazer dor à sua vida. Pode destruir lares e vidas como a daquele rapaz, mas o inimigo será finalmente destruído.

O sexto flagelo e o Armagedom

No capítulo anterior (As Sete Últimas Pragas), deixamos de considerar propositadamente o sexto flagelo, porque este tem que ver com o famoso Armagedom, a “mãe de todas as guerras”. O Texto bíblico o relata da seguinte maneira:

“Derramou o sexto anjo a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do Sol. Então vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso. Então os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Apocalipse 16:12 a 16).

O fato da palavra Armagedom significar, em hebraico, “Monte de Megido”, fez com que muitos interpretes da Bíblia concentrasse a atenção no Oriente Médio como possível local da última batalha dos séculos. Se acrescentarmos a isso o fato de que os países que vivem em torno desse território estão constantemente em guerra, é fácil acreditar numa batalha literal, de proporções mundiais, entre Oriente e Ocidente.

Mas se não perdermos o fio do grande conflito universal que teve início no Céu, com a rebelião de Lúcifer, veremos que a grande guerra do Armagedom não é uma guerra literal de implicações políticas e sim uma guerra espiritual de conseqüências eternas.

Existe um inimigo tentando desestabilizar o governo divino. Atacou a Deus no Céu, perdeu a batalha e foi expulso junto com a terça parte dos anjos a quem conseguiu enganar. Apresentou-se, depois, no jardim do Éden e enganou Adão e Eva. Fez com que eles duvidassem de Deus. Aparentemente tinha vencido. Mas ele não contava com o plano de salvação, segundo o qual Jesus viria a este mundo para remir o ser humano e restaurar nele o caráter de Deus que o pecado tinha deformado.

O grande conflito entre Lúcifer e Deus prolongou-se através dos séculos, chegando à Igreja cristã. O diabo perseguiu a Igreja de Deus através de Herodes e dos imperadores romanos e, quando viu que este método não dava certo, mudou de estratégia: começou a misturar as verdades bíblicas com as tradições pagãs. Foi desse modo que entraram no seio da Igreja cristã doutrinas que nunca tiveram fundamento bíblico. Depois o inimigo usou essa igreja contaminada com o vírus do paganismo para perseguir os fiéis que “teimavam” em adorar ao único e verdadeiro Deus, e em obedecer à Sua Palavra.

Foram 1260 anos de perseguição, ao fim dos quais a estratégia do inimigo mudou novamente. Dessa vez levantou o racionalismo ateu para tentar abolir qualquer forma de religião. Como conseqüência disso, surgiu o evolucionismo que apresenta a teoria da evolução das espécies como possível origem da vida. Tentou destruir a Bíblia mandando queimar milhares de exemplares em praça pública e ordenou a morte de todo aquele que a estudasse. Mas o diabo não contou com o fato de que, na perseguição, o verdadeiro povo de Deus se fortalecia.

Em nossos dias, o inimigo de Deus está usando talvez a estratégia que melhores resultados está lhe dando: o secularismo, a Nova Era, o espiritismo e o cristianismo descompromissado. Deus deixou de ser Deus pessoal para tornar-se apenas uma “energia”, uma canção bonita ou um adesivo que se coloca no carro. Deixou de ser o soberano Criador do Céu e da Terra, que merece adoração e obediência. O homem diz acreditar em Deus, mas não se compromete com Ele. Vive como se Deus não existisse. Dita suas próprias regras e estabelece seu próprio código moral.

Uma guerra espiritual

A grande batalha do Armagedom não tem nada ver com alguma guerra política entre Oriente e Ocidente, por causa do petróleo do Oriente Médio. O Armagedom é a última batalha entre o bem e o mal que está tendo lugar, hoje, em cada coração humano.

“Ao longo dos séculos, muitas idéias têm sido expressas sobre o Armagedom. Profecias não cumpridas têm sido sempre um fértil campo para especulação humana. A Palestina pode muito bem ser o centro da tormenta de um conflito mundial, mas a batalha do dia de Deus Todo-Poderoso não estará limitada a qualquer terra em particular. Os acontecimentos são muito maiores do que muitos têm imaginado. Não é à situação geográfica que o Senhor dá ênfase, mas sim à revelação daquilo que está em jogo. A Terra será envolvida, porque toda ela será o cenário desta última grande batalha.” – Roy A. Anderson, Revelações do Apocalipse, 2.ª ed., 1988, pág. 186.

Ninguém pode permanecer neutro. Você é ou não é. A guerra não é com canhões e bombas. É uma guerra de ideais. Deus reclamando para Si adoração e obediência, e o inimigo exigindo para si as mesmas coisas. Ou então, direcionando a adoração e a obediência para qualquer criatura ou objeto, menos para Deus.

O Apocalipse nos apresenta, em várias ocasiões, facetas dessa grande batalha entre o dragão e Cristo, representado por Sua Igreja na Terra. Vejamos:

“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.” (Apocalipse 12:17). Percebe-se aqui que a ira do dragão é contra pessoas que “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. Obediência e adoração. Lembra-se?

“Vi emergir do mar uma besta… Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse…” (Apocalipse 13:1 e 7)

“… vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. Os dez chifres que viste são dez reis… Pelejarão eles contra o Cordeiro e o Cordeiro os vencerá….” (Apocalipse 17:3; Apocalipse 17:12 e 14)

O exército do Cordeiro

Primeiro é preciso saber que o Cordeiro também está congregando Seus remidos para a grande batalha. Veja como o apóstolo João narra esta cena:

A Tríplice Mensagem Angélica

Deus tem um instrumento para chamar Seus filhos e congregá-los na Sua Igreja hoje. Esse instrumento é a tríplice mensagem angélica apresentada no mesmo capítulo 14 de Apocalipse:

Todos aqueles que ouvem e aceitam a mensagem de Apocalipse 14, que entregam o coração a Jesus, decidem adorá-Lo e obedecer aos Seus mandamentos, aceitam o convite para congregar-se no Monte de Sião.

Por outro lado, o inimigo de Deus também está congregando seus súditos no vale do Armagedom, utilizando uma tríplice mensagem angélica falsa. “Então” – diz a profecia – “Vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos, semelhante a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso.” (Apocalipse 16:13 e 14)

Felizmente, Deus nos deixou a Sua Palavra. Ela é a nossa única garantia. Ela á a luz em meio às trevas. Ela é a âncora em meio ao mar agitado e turbulento em que o nosso mundo vive. Você pode confiar nela.

Equipe Biblia.com.br

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1 Alejandro Bullón, O Terceiro Milênio, e as Profecias do Apocalipse (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1.ª ed., 1998) p. 131.