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a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u v x z

A Trindade sem Mistério – 1

Pr. Alberto Ronald Timm, Ph.D.

Em contraste com a filosofia grega, cuja base repousa no conhecimento de si mesmo, o Cristianismo tem como fundamento o conhecimento de Deus. Esse conhecimento é o “principio da sabedoria” (Provérbios 9:1) e a condição para a “vida eterna” (João 17:3). Somente através da revelação divina, conforme expressa em Sua Palavra, poderemos chegar a uma correta compreensão de Deus. Entretanto, ao estudarmos a respeito de Deus não nos devemos olvidar de que estamos em terreno sagrado.

Muito embora a palavra “Trindade” não se encontre na Bíblia, a ideia por ela expressa é uma das verdades fundamentais das Escrituras. Na Bíblia, as prerrogativas divinas são atribuídas a três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todos os demais conceitos teológicos são afetados direta ou indiretamente pela noção que tivermos dessa doutrina.

Evidência da Trindade no Antigo Testamento

Ainda que o Antigo Testamento não apresente provas tão claras para a doutrina da Trindade quanto às do Novo Testamento, nele podem ser encontradas grande número de evidências que atestam a existência de uma pluralidade na Divindade.

Em Gênesis 1, o nome hebraico para Deus é Elohim. Esse nome ocorre ao todo cerca de 2.500 vezes no Antigo Testamento, sendo ele a forma plural de El, que é o nome comum para Deus entre os semitas. Para alguns, o fato de Elohim ser um nome plural não prova a Trindade, mas apenas indica “a riqueza e a plenitude do Ser Divino”.1 Porém A. H. Strong nos adverte que “o fato de Elohim ser algumas vezes usado num sentido restrito, como aplicável ao Filho (Salmos 45:6; cf. Hebreus 1:8), não nos deve impedir de crer que o termo era originalmente considerado como contendo uma alusão a certa pluralidade na natureza divina”.2 E João 1:1-3 lança luz sobre o fato de que o Pai e o Filho estavam unidos na obra da Criação do mundo, e em Gênesis 1:2 temos o Espírito Santo também envolvido nessa obra.

No Antigo Testamento, encontramos ainda referências nas quais Deus fala de Si mesmo no plural, como por exemplo: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26). Há quem interprete o plural como incluindo os anjos, “mas qualquer inferência de que outros tenham tomado parte em nossa criação é completamente alheia ao capítulo como um todo e ao desafio presente em Isaías 40:14: ‘Com quem tomou Ele conselho?’ Trata-se antes do plural de plenitude, que … haveria de ser revelado como tri-unidade, nos posteriores ‘nós’ e ‘nossa’ de São João 14:23 (com 14:17)”.3 Encontramos, portanto, na peculiar fraseologia de Gênesis 1:26 “uma alusão a um sublime concílio entre as pessoas da Divindade”.4 (Ver também Gênesis 3:22; 11:7; Isaías 6:8.).

Outra evidência importante encontramos nos textos que se referem às manifestações do “Anjo do Senhor” (Gênesis 16:7-13; 18:1-13; 19:1-28; 22:11-16; 31:11-13; etc.), os quais apresentam “uma indicação de distinções pessoais em Deus”.5 Em Malaquias 3:1 e Atos 7:35-38 o “Anjo do Senhor” é identificado como sendo Cristo, o Filho de Deus, que em Gênesis 31:11-13 é declarado ser Deus. Portanto, “exatamente como ‘o Espírito de Deus’ era uma expressão veterotestamentária aguardando seu esclarecimento completo no Pentecostes, assim ‘o Anjo do Senhor’, como expressão referente ao próprio Senhor, ganha significado somente à luz dAquele ‘que o Pai… enviou ao mundo’, o Filho preexistente”.6

Segundo John Bright, “a religião de Israel não se fundamentava em proposições teológicas abstratas, mas na memória de uma experiência histórica interpretada e correspondida… Israel acreditava que Iahweh, seu Deus, o havia livrado do Egito pelo poder de Sua onipotência e que, mediante uma aliança o havia constituído Seu povo”.7 Entretanto, mesmo nas profecias messiânicas encontramos indícios de uma pluralidade na Divindade. Em Isaías 9:6 o Messias é chamado “Deus Forte, Pai da Eternidade”, e no Salmo 45:6 e 7 o “Ungido de Deus” é dito ser Deus, à semelhança dAquele que O ungiu. No Salmo 33:4-6 e em Provérbios 8:12-31, aparecem a “Palavra” e a “Sabedoria” de Deus sendo personificadas como uma antecipação ao “Verbo” de Deus de São João 1:1-14.

Já em Isaías 48:16 aparece uma distinta referência à Trindade: “Agora o Senhor Deus (o Pai) Me enviou a Mim (o Filho) e o Seu Espírito (o Espírito Santo).” Há também quem considere as palavras do rei Nabucodonosor, encontradas em Daniel 2:47, como uma referência à trindade: “Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses (o Pai), e o Senhor dos reis (o Filho), e o Revelador dos mistérios (o Espírito Santo)”. Portanto, reconhecemos que “o Velho Testamento contém uma clara antecipação da plena revelação da Trindade no Novo Testamento”.8

A Trindade no Novo Testamento

Uma vez que a revelação da verdade é progressiva, encontramos no Novo Testamento provas concretas da doutrina da Trindade, que lançam luz sobre as evidências encontradas no Antigo Testamento. O cumprimento das profecias messiânicas e a promessa do Espírito Santo são sumamente elucidativas para a compreensão deste tema.

Na promessa feita pelo anjo a respeito do nascimento de Jesus, encontramos uma referência distinta aos membros da Trindade (Lucas 1:35), que viria a tornar-se ainda mais notória por ocasião do Seu batismo. Nessa ocasião, o Filho de Deus foi batizado, o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como uma pomba, e o Pai falou: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mateus 3:16 e 17; Marcos 1:10 e 11; Lucas 3:21 e 22; João 1:32 e 33).

Os ensinos de Cristo são igualmente de natureza a enfatizar essa distinção. Na promessa do espírito Santo, Ele fala a respeito de “outro Consolador” (João 14:16 e 26), e todos os que viessem a crer deveriam também ser batizados “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).

Igualmente na bênção apostólica aparece novamente referida a Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Coríntios 13:13). O apóstolo São Pedro inicia a sua primeira epístola com uma clara referência à Trindade (1 Pedro 1:2), e em São Judas 20 e 21 ela também é mencionada.

Portanto o Novo Testamento reconhece o Pai como Deus (João 6:27, Efésios 6:23; 1 Pedro 1:2; etc.), a Jesus Cristo como Deus (João 1:1 e 18; 20:28; Romanos 9:5; Colossenses 2:2 e 9; Tito 2:13; Hebreus 1:8; 1 João 5:20; etc.), e ao Espírito Santo como Deus (Atos 5:3 e 4; 1 Coríntios 2:10 e 11; 1 Coríntios 3:16; etc.).

A Distinção Entre os Membros da Trindade

Muito embora a expressão “porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um”, que algumas versões da Bíblia trazem em 1 São João 5:7 e 8, provavelmente não fazia parte do original e tenha sido acrescentada posteriormente,9 isto não invalida em nada a doutrina bíblica da Trindade. Alegar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são simplesmente três aspectos diferentes de um único Ser Divino Se manifestar, é confundir o conceito bíblico a respeito. Se assim fosse, a quem Jesus Cristo estaria Se dirigindo ao orar ao Pai? Por que então deveriam ser mencionados separadamente os membros da Trindade tanto na fórmula do batismo (Mateus 28:19), como na bênção apostólica (2 Coríntios 13:13) e em outros textos? A Bíblia não apenas reclama natureza espiritual para os membros da Trindade, como também personalidades distintas entre o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Isto é claro não apenas nas características pessoais atribuídas aos três, como também no fato de o Pai ter enviado o Filho (João 14:24; 20:21) e o Pai e o Filho enviarem o Espírito Santo (João 14:16 e 26; 16:7). Alguns têm tido dúvidas quanto ao Espírito Santo, imaginando ser Ele apenas um poder despersonalizado proveniente de Deus; porém os ensinos de Cristo não deixam dúvidas a esse respeito. Ao prometer o Espírito Santo, Ele disse: “Convém-vos que Eu vá, porque se Eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, Eu for, eu vo-lo enviarei” (João 16:7). A palavra “Consolador” é a tradução do termo grego Paracleto, que em São João 14:26 é identificado como sendo o Espírito Santo.

De acordo com James Robertson, “do ensino de Jesus, não resta a menor dúvida que o outro Paracleto é uma pessoa. A cada passo, Jesus fala desta maneira: ‘Ele vos ensinará todas as coisas’; ‘Ele Me glorificará’. Personalidade está implicada no título ‘Paracleto’, o qual, em algumas versões, é traduzido impropriamente “Confortador”. A palavra significa ‘um que é chamado para ficar ao nosso lado, especialmente em ocasiões de dificuldade e conflito’. É, portanto, a palavra que designa um advogado, e é assim usada a respeito de Jesus mesmo, em 1 João 2:1, onde lemos: ‘Nós temos um Paracleto (advogado) com o Pai, Jesus Cristo, o justo.’ “Está implicada também, no ensino de Jesus, que o outro Paracleto é uma pessoa divina. Jesus não poderia dizer que era melhor que Ele fosse, se o Seu substituto fosse menos do que divino. Nem poderia ter dito que ‘ao que disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; porém, ao lhe falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro’ (Mateus 12:32). Também não poderia ter juntado ‘o Pai, o Filho e o Espírito Santo’, como faz na fórmula do batismo (Mateus 28:19), se todos os três não fossem divinos”.10

Portanto, a doutrina da Trindade não está baseada em especulações e conjeturas humanas, mas na própria Revelação Divina – a Sua Palavra. Porém, uma vez que tenhamos compreendido a distinção que a Bíblia estabelece entre as pessoas da Trindade, deveremos também analisar o relacionamento existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Para continuar a ler sobre esse assunto, acesse o artigo “A Trindade sem Mistério – 2”.

Equipe Biblia.com.br


 Referências:

1. Herman Bavinck, The Doctrine of God. (Edinburg: The Banner of Truth Trust, 1979), p. 256.

2. Augustus H. Strong, Systematic Theology. (Valley Forge: Judson Press, 1979), p. 318.

3. Derek Kidner, Genêsis – Introdução e Comentário. (São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1979), pp. 48 e 49.

4. The Pulpit Commentary. (Gran Rapids:Wm. B. Eerdmans Publ. Co., 1975), vol. 1, The Book of Genesis, p. 29.

5. Louis Berkhof, Systematic Theology. (Edinburg: The Banner of Truth Trust, 1976), p. 86.

6. Kidner. op. cit., p. 32.

7. Jonh Bright, História de Israel. (São Paulo: Edições Paulinas, 1978), p. 190.

8. Berkhof. op. cit., p. 86.

9. Bruce M. Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament. (London: United Bible Societies,

1975), pp. 715-717.

10. James Robertson, Ensinos de Jesus. (São Paulo: União Cultural Editora Ltda., 1952), pp. 146 e 147.

Fonte: Revista Decisão, agosto de 1985, pp. 22-24.
  • bbbbbbbb disse:

    olá querido e precioso pastor, gostaria que o irmão me mostrasse um versículo na Bíblia que me mostrasse alguém sendo batizado nos títulos de Pai, Filho e Espírito Santo.

    • debora disse:

      Olá, Junio!

      Palavras de Jesus em Mateus:
      “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” Mateus 28:19
      Paz!

  • bbbbbbbb disse:

    meu querido amigo e precioso irmãos…
    aonde a bíblia diz que existem três deuses?
    aonde diz que existem três pessoas distintas?
    tudo falso!
    a bíblia é bem clara em dizer que a somente 1 só Deus, não 3 em 1, apenas um que se manifesta de formas diferente. como Pai na criação de tudo que existe, como Filho quando deus se materializou em carne e habitou entre nos Emanuel, e como Espírito Santo nos dias de pentecostes. a Bíblia é clara! o nome de Deus não foi revelado ate Jesus vir. antes no tempo de Israel ele era conhecido pelo seus atos.Jeová Shalom Deus que dá a Paz etc.
    Jesus disse a Felipe; a tanto tempo estou convosco e não tendes me conhecido Felipe como diz mostra nos o Pai? vai chamar Jesus de mentiroso?
    Senhor Jesus Cristo é o nome do único deus que eu sirvo, sou batizado neste nome não nos títulos de pai e filho e espírito santo. pois quando Jesus deu essa ordem ide e e pregai o evangelho a toda criatura batizando as em NOME do pai do filho e do espírito santo, a quem jesus deu esta ordem? aos seus apóstolos. se você me mostrar um só versículo na bíblia em que os apóstolos batizaram nesses títulos que eu morra agora e minha alma seja levada para o inferno. mas nos dias de pentecostes eles os apóstolos deixou bem claro que Jesus quando deu a ordem pra eles pregarem jesus exigiu o NOME e os apóstolos teve a revelação em ver que pai não é nome filho não é nome e espírito santo não e nome. então, Pedro cheio do Espírito Santo disse: “arrependei vos e cada um de voz seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados…” e o que a Bíblia nos diz? só naquele dia foram batizado quase 3 mil almas!leia a Bíblia atentamente e veja a verdade!

    • Moderador disse:

      Olá, Junio!

      Vamos lá:

      Deus disse no princípio:
      “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.” Gênesis 2:24

      Jesus disse:
      “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste. João 17:20-23

      A unidade do casal em uma relação sexual não interfere na personalidade individual de cada um. O homem continua sendo homem e a mulher, mulher.

      A unidade entre Jesus, o Pai e o Espírito Santo, não anula a identidade de cada um.

      Na Bíblia encontramos vários textos que confirmam a onipresença do Espírito Santo (ver Sl 139:7-12; Jo 14:16 e 17; 1 Co 3:16; 6:19). Além disso, existem pelo menos quatro importantes evidências bíblicas de que o Espírito Santo é também um Ser pessoal distinto do Pai e do Filho. Uma delas são as alusões à Divindade como composta de três Personalidades distintas. Por exemplo, no batismo de Jesus a voz do Pai foi ouvida do Céu, e o Espírito Santo desceu na forma de uma pomba (Lc 3:21-22). Tanto na fórmula batismal (Mt 28:19) quanto na bênção apostólica (2 Co 13:13) as três Pessoas são mencionadas de forma distinta.

      Outra evidência da personalidade do Espírito Santo é o fato de Cristo referir-Se a Ele em João 14:16 como “outro Consolador” (grego állon parácleton) que seria enviado pelo Pai em nome de Cristo (Jo 14:26). Se o Espírito Santo fosse o próprio Pai, como alegam alguns, como poderia o Pai enviar-Se a Si mesmo? Referindo-Se ao Espírito Santo como “Consolador”, Cristo usa o mesmo termo grego parácleton que é traduzido em 1a João 2:1 como “Advogado”. Assim como este “Advogado” (Cristo) está “junto ao Pai”, sem ser o próprio Pai, também aquele “Consolador” (o Espírito Santo) é qualificado como “outro Consolador”, enviado pelo Pai sem ser o próprio Pai.

      Uma terceira evidência de que o Espírito Santo é um Ser divino encontra-se nos vários textos que O associam a várias características de uma personalidade distinta dentro da Divindade. Por exemplo, Ele “a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Co 2:10); Ele derrama o amor de Deus em nosso coração (Rm 5:5); Ele distribui os dons espirituais a cada um “como Lhe apraz” (1 Co 12:11); e Ele pode ser entristecido (Ef 4:30).

      Além disso, a Bíblia declara também que o Espírito Santo “intercede por nós” diante do Pai “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). Como poderia o Espírito Santo interceder diante do Pai se Ele mesmo fosse o Pai? A fim de perscrutar “as profundezas de Deus”, o Espírito Santo precisa ser plenamente Deus; e para interceder com o Pai, o Espírito Santo precisa ter uma Personalidade distinta do Pai. Cremos, portanto, no testemunho bíblico de que o Espírito Santo é um Ser plenamente divino, onipresente e pessoal.

      Na Bíblia encontramos vários textos que mencionam ao mesmo tempo o Pai, o Filho e o Espírito Santo (ver Is 48:16; Mt 28:19; Lc 3:21 e 22; 1 Co 12:4-6; 2 Co 13:13; Ef 4:4-6; Tt 3:4-7). Embora o Espírito Santo não seja mencionado explicitamente em Apocalipse 22:1 e 3 com o Pai e o Filho no trono do Universo, esse fato jamais deveria ser usado para invalidar os demais textos bíblicos que mencionam o Espírito Santo como exercendo funções distintas do Pai e do Filho.

      Paz!

  • João disse:

    1 CO 15:27,28. Nesse texto a doutrina da trindade é colocada em xeque, pois lá mostra que NO CÈU Jesus estará sujeito ao seu Pai. Texto muito claro e que não deixa nenhuma dúvida nesse assunto. E nem sequer é mencionado o espírito santo. Portanto a trindade, realmente é uma mentira inventada.

    • Moderador disse:

      Olá, João!

      Na Bíblia encontramos vários textos que confirmam a onipresença do Espírito Santo (ver Sl 139:7-12; Jo 14:16 e 17; 1 Co 3:16; 6:19). Além disso, existem pelo menos quatro importantes evidências bíblicas de que o Espírito Santo é também um Ser pessoal distinto do Pai e do Filho. Uma delas são as alusões à Divindade como composta de três Personalidades distintas. Por exemplo, no batismo de Jesus a voz do Pai foi ouvida do Céu, e o Espírito Santo desceu na forma de uma pomba (Lc 3:21-22). Tanto na fórmula batismal (Mt 28:19) quanto na bênção apostólica (2 Co 13:13) as três Pessoas são mencionadas de forma distinta.

      Outra evidência da personalidade do Espírito Santo é o fato de Cristo referir-Se a Ele em João 14:16 como “outro Consolador” (grego állon parácleton) que seria enviado pelo Pai em nome de Cristo (Jo 14:26). Se o Espírito Santo fosse o próprio Pai, como alegam alguns, como poderia o Pai enviar-Se a Si mesmo? Referindo-Se ao Espírito Santo como “Consolador”, Cristo usa o mesmo termo grego parácleton que é traduzido em 1a João 2:1 como “Advogado”. Assim como este “Advogado” (Cristo) está “junto ao Pai”, sem ser o próprio Pai, também aquele “Consolador” (o Espírito Santo) é qualificado como “outro Consolador”, enviado pelo Pai sem ser o próprio Pai.

      Uma terceira evidência de que o Espírito Santo é um Ser divino encontra-se nos vários textos que O associam a várias características de uma personalidade distinta dentro da Divindade. Por exemplo, Ele “a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Co 2:10); Ele derrama o amor de Deus em nosso coração (Rm 5:5); Ele distribui os dons espirituais a cada um “como Lhe apraz” (1 Co 12:11); e Ele pode ser entristecido (Ef 4:30).

      Além disso, a Bíblia declara também que o Espírito Santo “intercede por nós” diante do Pai “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). Como poderia o Espírito Santo interceder diante do Pai se Ele mesmo fosse o Pai? A fim de perscrutar “as profundezas de Deus”, o Espírito Santo precisa ser plenamente Deus; e para interceder com o Pai, o Espírito Santo precisa ter uma Personalidade distinta do Pai. Cremos, portanto, no testemunho bíblico de que o Espírito Santo é um Ser plenamente divino, onipresente e pessoal.

      Paz!

  • cris disse:

    Pastor poderia me esclarecer uma dúvida que me tem tirado o sono?Depois que resolvi ler a bíblia por conta própria aquilo que eu tinha certeza durante toda minha vida agora tem me atormentado em dúvidas. ELES são três pessoas distintas com uma única essência?Minha dúvida é se ELES tem a mesma essência por que JESUS É O NOSSO INTERMEDIADOR JUNTO AO PAI ou seja não seria algo redundante falarmos com DEUS Pai em nome do seu filho amado Jesus, haja vista jesus ser o próprio DEUS!

    • debora disse:

      Olá, Cris!

      Um dos mistérios da existência e da natureza de Deus é que a Divindade é formada de três Seres divinos, unidos em um propósito e ação, mas distintos em personalidade.

      O Verdadeiro Deus- Deut. 6:4

      Em claro contraste com as nações politeístas ao seu redor, os hebreus criam em um Deus verdadeiro. Essa profissão de fé tem sido a declaração de identidade da raça hebreia por mais de três mil anos. (Mar. 12:29)

      Que descrição faz Isaías 43 sobre o verdadeiro Deus (Isa. 43:1,11,15).

      A Natureza nos fala que há um Deus que a trouxe à existência, porque ela não se criou sozinha. Ela também nos revela a grandeza de Deus, porque unicamente o Deus verdadeiro poderia ter trazido o vasto Universo, com seus milhões de astros, á existência.

      A doutrina da Trindade é difícil de entender, porque nada existe, na Natureza, na sociedade e mesmo nas ciências matemáticas, que se possa comparar com ela.

      Três Pessoas- Mateus 28:19

      A palavra pessoas, usada no título deste estudo, deve ser entendido em sentido teológico. Se igualássemos a personalidade humana com a de Deus, diríamos que três pessoas significam três indivíduos. Mas então haveria três Deuses. Mas o cristianismo histórico deu á palavra pessoa, quando aplicada a Deus, um sentido especial: uma autodiferenciação pessoal, que permite às pessoas da Divindade serem distintas sem destruir o conceito da unidade. È parte do mistério divino.

      Leia as indicações do Antigo Testamento sobre a Trindade (Gen. 1:1-3).

      A palavra hebraica usada para Deus nesta passagem, é Elohim, uma forma plural.

      No Concílio de Nicéia, em 325 d.C., ao qual estiveram presentes mais de trezentos bispos cristãos, foi declarado que Jesus e o Pai eram da “mesma substância” e “verdadeiro Deus do verdadeiro Deus”. Essa decisão provocou uma controvérsia de muitos anos. Finalmente, um grupo semi-ariano reconheceu que Cristo era da mesma substância do Pai, mas uma pessoa diferente. O oponente de Ário, Atanásio, Bispo de Alexandria, afirmou que somente Deus, Deus em todo sentido, verdadeiro Deus, poderia encarnar, reconciliar e redimir a humanidade caída a um Deus santo.

      Deus o Pai- Mateus 6:9

      Leia a descrição de Deus que Daniel recebeu em visão. (Dan. 7:9,10)

      Esta descrição do Pai deveria encher-nos de admiração. Nosso Pai nos ama com amor eterno.

      Quem é a expressa imagem do Pai? (Heb. 1:2,3) Quando esquecemos que Jesus veio para revela-Lo, começamos a compreender mal o Pai. Precisamos lembrar-nos de que quando vemos Jesus em Seu sacrifício e amor, estamos também vendo o Pai em ação. Nunca devemos separar a obra de Um da obra do Outro. Deus não é exigente, e Jesus suplicante. Os dois exigem e os dois suplicam.

      O mundo é inimigo de Deus porque não O compreende. Se uma pessoa não crê na Trindade, Deus o Filho Se torna, em certo sentido menor que o Pai. Isso coloca o plano de salvação em risco. E o Espírito Santo Se torna alguma coisa impessoal, e não uma pessoa.

      Se não houver uma Trindade, ou Deus está quase sempre “lá em cima”, um conceito denominado deísmo, ou está quase sempre “aqui embaixo”, um conceito que geralmente leva ao panteísmo, a tentativa de tornar todas as coisas Deus.

      Deus o Filho – João 1:14,18.

      João quer certificar-se de que em Jesus, o Filho do Deus vivo, reconheçamos toda a Divindade. Ele era Deus encarnado. (versos 1-4)

      É interessante notar que não somente o Pai e o Filho trabalham em harmonia, mas tomam funções paralelas. O Pai ressuscita os mortos. O Filho faz o mesmo. Quanto ao juízo, o Pai parece haver dado essa autoridade ao Filho, para que haja honra mútua.

      Deus o Espírito – 2 Coríntios 13:13

      Que parte desempenhou o Espírito Santo no nascimento e batismo de Jesus? (Lucas 1:35; Lucas 3:21,22)

      Que função importante o Espírito Santo cumpre na nossa vida? (Gálatas 5:16-26)

      O Espírito Santo opera na vida do crente, para que sejamos transformados à imagem do Filho de Deus. (Romanos 8:29).

      Grande é o mistério da piedade. Há mistérios na vida de Cristo em que devemos crer, ainda que não o saibamos explicar. A mente finita não pode abarcar o mistério da piedade.

      Paz!

  • raul afonso Cassueca disse:

    recomendo a lerem o texto 1joao 5:6, 7..8

  • ELAINE disse:

    É CERTO ADORAR O SANTISSIMO

  • jol lima disse:

    sabemos com base na bíblia que Jesus não
    não era um mero homem, contudo apesar de
    não entender-mos plenamente a natureza das
    três pessoas e da mesma maneira a encarnação.
    podemos entender que o Pai,o Filho e o Espírito
    Santo são pessoas distintas e não apenas
    manifestações distintas da divindade
    sendo tal distinção real e não apenas aparente.

  • João disse:

    Bem é bom saber que realmente existem pessoas que se interessam em pesquisar a palavra de Deus.
    Mas, acerca da trindade a minha pergunta é a seguinte: será que Deus (Jeová) morre? Visto que a bíblia o considera um imortal. Se a resposta for não, então como explicariam a morte de Jesus sendo ele o próprio Jeová?
    Segundo: a bíblia diz que homem nenhum jamais viu a Jeová, como é possível Estevão ter visto a Jesus nos céus, mas quanto Deus só conseguiu ver a sua glória e não o seu rosto.
    Terceiro: Jesus dirigia as suas orações aquém sendo ele o próprio Deus(Jeová)? Marcos 14:35,36
    Quarto: na sua morte Jesus exclamou: meu Deus por que me abandonaste? Se ele era o próprio Deus quem lhe tinha abandonado? (Mateus 27:45,46)
    Quarto: quando perguntaram a Jesus sobre o fim ele disse quem ninguém (incluindo ele) tinha conhecimento, mas somente o pai sabia? Se ele fosse próprio Jeová também deveria saber…

  • Tudo bem?meu querido pr?Eu fique muito emprecionado,com às respostas das a luz da bíblia.Agradeço muito à Deus,por inspirar-te.Porque também tinha às mesmas enquentaçoes mas fiquei esclarecido.Agora aminha pergunta é seguinte não tem nada haver com tema.Adão e Eva foram criados mortais ou imortais?

    • Instrutor disse:

      Ótima pergunta querido irmão e amigo, veja este texto que nos esclarece sobre o assunto:
      Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.Gênesis 3:3
      Perceba que eles foram criados não para que morressem, mas após o pecado entrar neste mundo tudo mudou, Deus seja louvado pelo plano de salvação que Ele fez para nós e por nós, amém?

  • Valdo Machado Sebastiao disse:

    eu gostei muito de ter encontrado o vosso artigo, isso esta a tornar-me numa pessoa convicta de que muitos comentarios e preguntas postas contra os catolicos e simplesmente para contrariar e monstrar o quanto algumas pessoas tenhem ainda dentro de si, mesmo dizendo-se serem cristaos os espirito de disvalor e descriminacao a, nos… desejo muita saude a todos voces que tenhem trabalhado para o esclarecimento das nossas duvidas e o engrandecimento do reino de Deus.

  • marcelo disse:

    ola amigos au respode acara amiga não respodeu sobre estevão ATOS cap 7;55.56

    • Instrutor disse:

      Muito interessante este texto querido irmão, note o contraste entre o Estevão e seus furiosos inimigos. Quando menciona “cheio”, isto não indica uma repentina inspiração, a não ser contínua. Estevão tinha estado nas mesmas condições tanto ao princípio (cap. 6: 5) como ao final: estava”cheio do Espírito Santo”.
      Ele viu “os céus abertos”. Nenhum dos pressentes viram a glória dos céus abertos; portanto, esta afirmação de que Estevão via essa glória agravava, segundo eles, sua culpa. Mas só os profetas podem nos dizer se o que viram o contemplam com o olho interior espiritual, ou mediante uma aguda penetração do sentido físico (cf. Mat. 3: 16; 2 Cor. 12: 2-6).

      O discurso de Estevão começou com uma referência ao “Deus da glória”, e concluiu descrevendo uma visão de glória divina que brilhava em sua mente. Quão
      absorto deve ter estado contemplando essa glória! Esqueceu os perigos de morte nesse momento, e entregou inteiramente à visão celestial.

      Filho do Homem, além dos Evangelhos, este título só aparece aqui e no Apoc. 1: 13; 14: 14. Estevão pôde ter ouvido de lábios do Jesus ou dos apóstolos, pois apresentou seu discurso antes de que se escrito algum Evangelho.

      Aguardaremos seu retorno, Deus ama muito você, que Ele te abençoe poderosamente, um grande abraço.

  • Letícia disse:

    Tenho duvidas pois em Marcos 10:18 Jesus disse: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom, exceto um só, Deus. Colossenses 1:15 diz: ” Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”. Quanto a afirmação ” na Trindade isso não acontece, mostram os nomes nem sempre na mesma ordem o que deixa claro que Eles estão no mesmo nível” em João 14:28 Jesus diz que o pai é maior que ele. Em João 5:19 Jesus diz que não pode fazer nada de sua própria iniciativa.
    Em Filipenses 2:6 diz que embora Jesus EXISTISSE EM FORMA DE DEUS não teve por USURPAÇÃO SER IGUAL A DEUS. Mais adiante no verso 9 diz que, por esse e outros motivos citados nos versos 7 e 8, Jesus foi enaltecido, por Deus, a uma posição superior.

    Quanto ao Espirito Santo em varias passagens da Biblia ele se manifesta de diversas maneiras. Em Corintios 2:12 diz que o espirito é dado por Deus. Em Atos 7:55,56 diz que Estevão estava cheio do Espirito Santo e que viu Jesus a direita de seu pai o que prova que o Espirito Santo não é uma pessoa.

    Aguardos respostas

    • Instrutor disse:

      Olá querida irmã, será uma alegria enorme podermos te ajudar com estas questões, vejamos:
      Em Marcos 10:18, Jo 14:28 e Filip 2:6 e outras declarações que falam da subordinação de Cristo ao Pai referem-se à condição de Cristo durante a encarnação, e não à Sua natureza divina como contrastando com a do Pai. Em Filipenses 2:5-11, Paulo declara (1) que antes da encarnação Cristo possuía a mesma “forma de Deus” e era “igual a Deus” (verso 6); (2) que durante a encarnação Ele “Se esvaziou” e “Se humilhou”, “assumindo a forma de servo” (versos 7-8); e (3) que após a encarnação Ele reassumiu todo o Seu status original de igualdade com o Pai (versos 9-11).

      Cristo destacou várias vezes, durante Seu ministério terrestre, Sua posição de igualdade com o Pai. De acordo com a compreensão oriental, ao Cristo afirmar que “Deus era seu Próprio Pai”, Ele estava fazendo-Se “igual a Deus” (Jo 5:18). Cristo também disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30). Em outra ocasião Ele chegou mesmo a reivindicar para Si o título sagrado “EU SOU” (Jo 8:58), usado no Antigo Testamento para designar a Deus (ver Êx 3:14).

      Durante Sua encarnação, Cristo viveu como homem entre os homens, deixando-nos um exemplo de perfeita dependência do Pai (I Pe 2:21). Nessa condição Ele não apenas declarou que “o Pai é maior do que Eu” (Jo 14:28) e que “o Filho nada pode fazer de Si mesmo” (Jo 5:19), mas também pôs-Se de joelhos e orou ao Pai (Lc 22:41-42). Não podemos, no entanto, usar essas declarações para tentar justificar a falsa teoria de que Cristo é de alguma forma inferior ao Pai.

      O Novo Testamento é claro em afirmar que Cristo é verdadeiramente Deus (Jo 1:1; 20:28; Tt 2:13; Hb 1:8; II Pe 1:1) e que nEle “habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9). Paulo jamais poderia ter falado de Cristo como possuindo “toda a plenitude da Divindade” se Ele não fosse coeterno com o Pai e da mesma essência que Ele.

      Ao longo da história do cristianismo, houve muita discussão a respeito do significado do termo “primogênito” (grego protótokos) quando usado em relação a Cristo. No Novo Testamento, Cristo é chamado de “o Primogênito” (Hb 1:6), “o primogênito de toda a criação” (Cl 1:15), “o Primogênito dos mortos” (Ap 1:5), “o primogênito de entre os mortos” (Cl 1:18) e “o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).

      Para entender essa questão, é importante ter em mente que, entre os israelitas, todo o primogênito deveria ser consagrado ao Senhor (Êx 13:1-16; ver Lc 2:22-24), recebendo herança “dobrada” em relação aos demais irmãos (Dt 21:15-17). Embora o termo “primogênito” seja normalmente usado para designar o primeiro filho de um casal, ele é também empregado na Bíblia em relação a um dos demais filhos, que não o mais velho, mas que tenha se destacado entre os seus irmãos. É neste sentido que Deus qualificou a Israel, que não era a nação mais antiga da terra, de “meu primogênito” (Êx 4:22); a Efraim, o segundo filho de José e Azenate, de “o meu primogênito” (Jr 31:9); e a Davi, o mais novo dos oito filhos de Jessé, de “meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra” (Sl 89:27).

      Cristo é qualificado de “o primogênito de toda a criação” (Cl 1:15) em um contexto que O enaltece como o Criador que está acima de toda a criação. Em Colossenses 1:15-17, Paulo afirma que Cristo “é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois nEle foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dEle e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. NEle tudo subsiste.”

      Se o próprio Cristo fosse uma criatura do Pai, como alegam alguns pretensos cristãos, como poderia o texto acima afirmar que “tudo” o que foi criado foi “por meio dEle” criado? Se Cristo houvesse sido gerado em algum momento da eternidade, como poderia ser chamado em Isaías 9:6 de “Deus Forte” e “Pai da Eternidade”? Nesse caso, Ele não seria “Pai da Eternidade”, mas simplesmente uma criatura que veio à existência em algum momento específico da eternidade! Cremos, porém, que como “o primogênito de toda a criação” Cristo é o Soberano absoluto sobre toda a criação, pois “nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9).
      Em Atos 5, há um texto interessante que nos passa por alto quando lemos apressadamente. Temos ali a história de Ananias e Safira.
      Nos versos 3 e 4, lê-se: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da verdade? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
      Quem é esse Espírito Santo? A resposta está no verso 4: “Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
      Duas coisas: Pedro apresenta (verso 3) o Espírito Santo como uma pessoa e, no verso 4, reconhece que essa pessoa é Deus (Jeová).
      O capítulo 13:1 e 2 de Atos tem mais detalhes. Ali nos diz que o Espírito Santo falou: “Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra que os tenho chamado”.
      Notemos que o Espírito Santo fala e faz um chamado especial (para serviço) sem qualquer intermediário. Ele fala, decide, escolhe, separa (chama) a quem Ele deseja.
      Conclusão: há três pessoas que são chamadas igualmente de Deus ou Jeová.

      Alguns dizem que o Espírito Santo é uma energia mas vejamos na Palavra de Deus quais as características do Espírito Santo:
      Salmo 104:30- Criador;
      Salmo 139:7 a 10- onipresente, está em todos os lugares.
      Salmo 139- onipotente.
      I Coríntios 2:10- onisciente.
      João 14:26-consolador, ensinará todas as coisas.
      João 16:8,13- convencerá do pecado e guiará até a verdade.
      Hebreus 9:14- eterno
      Todos estes atributos são de Deus, logo Espírito Santo também é Deus.
      Na hora do juízo em Apocalipse 7:17 diz que o Cordeiro, Jesus, está no meio do trono, logo tem uma pessoa de cada lado.
      Vimos então que desde a criação até o juízo, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estão conosco.

      Aguardaremos seu retorno e opinião, conte sempre conosco, será sempre uma alegria muito grande podermos conversar sobre a Bíblia, que Deus abençoe muito a sua vida, um grande abraço.

  • Leonel Marcos disse:

    Pr. a respeito da Trindade me responda: A expressão “A Santíssima Trindade”,não refere-se a uma “santa” da Igreja Católica? que nós cristãos usamos erradamente!

  • Elisandro Gomes Cabangage disse:

    Dá pra tirar muito bem as duvidas.

    • Instrutor disse:

      Deus seja louvado querido irmão, conte sempre conosco se tiver mais alguma dúvida, que Deus abençoe muito você, um grande abraço.

  • Elisandro Gomes Cabangage disse:

    Dá pra tirar as duvidas.

  • Erick disse:

    Rs A igreja catolica ja tinha definido isso ha muito tempo. OBS: VCS protestantes so acreditam no que esta escrito na bíblia, pq estão acreditando em coisas sem evidencia na biblia????

    • Instrutor disse:

      Veja querido irmão e amigo, a Trindade é questionada por alguns porque a palavra Trindade não se encontra na Bíblia, porém ela está revelada.
      Alguns, por exemplo, falam que o Espírito Santo é uma energia, outros dizem que é um anjo, veremos o que a Bíblia nos revela com relação a Trindade.
      A Bíblia nos revela que há um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.
      Em Mateus 3:16,17, no batismo de Jesus é citado o Deus Pai, Jesus no batismo e o Espírito Santo em forma de pomba, os três estavam presentes.
      Em Mateus 28:19,20, diz pra batizar em nome do Pai, Filho e Espírito Santo e em mais de 60 versículos mostram da mesma forma, esclarecendo que há mais de uma pessoa.
      Na criação tem 3 textos que mostram a mesma coisa:
      Gênesis 1:26- “Façamos o homem à nossa imagem …”
      Gênesis 3:22- “ Eis que o homem é como um de nós …”
      Gênesis 11:6,7- “ Eia desçamos …”
      Leia os textos para melhor compreensão, mas veja que foi mais de uma pessoa.
      Geralmente quando há diferença entre 3 pessoas numa empresa ,por exemplo, o nome do que tem maior cargo sempre aparece primeiro, na Trindade isso não acontece, mostram os nomes nem sempre na mesma ordem o que deixa claro que Eles estão no mesmo nível, leia os textos:
      II Coríntios 13:13; I Pedro 1:2; Judas 20 e 21.
      Três textos falam com relação ao nosso corpo veja:
      I Coríntios 3:16- o corpo é o templo de Deus.
      I Coríntios 6:19- templo do Espírito Santo.
      Gálatas 2:20- morada de Cristo.
      Veja alguns textos que nos mostra quem nos dará a vida eterna.
      I João 5:11- Pai
      Gálatas 6:8- Espírito Santo
      João 10:28- Jesus.
      São três pessoas, não tem como contestar, mas alguns ainda dizem que Jesus não é Deus, mas veja o que o próprio Deus disse de Jesus em Hebreus 1:8:
      “Mas, do Filho, diz: O Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.”
      A Pessoa do Espírito Santo
      Saiamos em busca da terceira pessoa. Há uma terceira pessoa identificada como o Espírito Santo e que também se chama Jeová (Deus).
      Em Atos 5, há um texto interessante que nos passa por alto quando lemos apressadamente. Temos ali a história de Ananias e Safira.
      Nos versos 3 e 4, lê-se: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da verdade? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
      Quem é esse Espírito Santo? A resposta está no verso 4: “Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
      Duas coisas: Pedro apresenta (verso 3) o Espírito Santo como uma pessoa e, no verso 4, reconhece que essa pessoa é Deus (Jeová).
      O capítulo 13:1 e 2 de Atos tem mais detalhes. Ali nos diz que o Espírito Santo falou: “Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra que os tenho chamado”.
      Notemos que o Espírito Santo fala e faz um chamado especial (para serviço) sem qualquer intermediário. Ele fala, decide, escolhe, separa (chama) a quem Ele deseja.
      Conclusão: há três pessoas que são chamadas igualmente de Deus ou Jeová.

      Alguns dizem que o Espírito Santo é uma energia mas vejamos na Palavra de Deus quais as características do Espírito Santo:
      Salmo 104:30- Criador;
      Salmo 139:7 a 10- onipresente, está em todos os lugares.
      Salmo 139- onipotente.
      I Coríntios 2:10- onisciente.
      João 14:26-consolador, ensinará todas as coisas.
      João 16:8,13- convencerá do pecado e guiará até a verdade.
      Hebreus 9:14- eterno
      Todos estes atributos são de Deus, logo Espírito Santo também é Deus.
      Na hora do juízo em Apocalipse 7:17 diz que o Cordeiro, Jesus, está no meio do trono, logo tem uma pessoa de cada lado.
      Vimos então que desde a criação até o juízo, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estão conosco.
      Aguardamos seu retorno e opinião, conte sempre conosco, um grande abraço.

  • lucileno batista de souza disse:

    pq os pioneiros da iasd não eram trinitarianos, sendo q a iasd passou a crer na trindade a partir de 1980?

    • Instrutor disse:

      Muito interessante a sua pergunta querido irmão e ficamos muito felizes por poder comentar sobre este assunto.
      É importante salientarmos que em 1931, a Doutrina da Trindade foi inserida nos Year Books de forma oficial, por decisão de apenas 4 administradores da Conferencia Geral (M. E. Kern, Secretário Associado da CG; F. M. Wilcox, Editor da Review; E. R. Palmer, Administrador da Review and Herald e C.H. Watson, Presidente da Conferência Geral ‐ A Trindade, pág. 227), vindo a tornar‐se Doutrina oficial da IASD somente no ano de 1980, ou seja, 65 nos após a morte de Ellen White.
      Os líderes inicialmente rejeitaram a doutrina tradicional da Trindade, que contém elementos não bíblicos. À medida que prosseguiram trabalhando com base nas Escrituras, periodica‐ mente desafiados e estimulados pelo Espírito Santo através das visões de Ellen White, gradualmente convenceram‐se de que o conceito básico de um Deus em três Pessoas de fato aparece nas Escrituras.
      Entretanto, se a Igreja primitiva levou 5 séculos para desenvolver um esboço aproximado da realidade divina, ainda tateando para achar a Verdade, por que os adventistas não deviam gastar pelo menos 100 ou 150 anos para ter a verdade mais completa, humanamente falando, não é mesmo?
      Estaremos aguardando seu retorno e opinião que é muito importante para todos nós, que Deus abençoe muito você, um grande abraço.

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