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a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u v x z

Como entender o episódio do homem que foi apanhar lenha no sábado?

“Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés” (Números 15:32-36).

“Ascender um fogo exigia considerável esforço. O clima relativamente cálido da região do Sinai não se fazia necessário o aquecimento, e o fogo só houvera servido para cozinhar.  Posto que não era indispensável para a saúde comer alimentos quentes em tal clima, não se devia preparar comida quente no sábado. Esse mandato é observado estritamente todavia, nos lugares de clima frio, para os judeus caraítas, que não permitem ascender nem luz nem fogo nas suas casas durante o dia de sábado.  Sem dúvida, muitos judeus consideram que essa ordem era de caráter transitório, e atualmente ascendem luzes e fogo, inclusive em Israel. Porém os judeus ortodoxos estritos não cozinham (hoje em dia) nenhum alimento no dia de sábado.”[1]

Por que o homem que apanhou lenha no sábado foi morto?

Este era o castigo para crimes notórios (Levíticos 20: 2; 24: 14). Esse homem foi o primeiro a quebrantar o santo sábado desde que se deu a lei, ao menos até onde saibamos pelo que está registrado. O pecado desse homem era claramente insolente, e o mesmo era uma ilustração da classe de pecado de que se fala em Números 15:30. Foi sua atitude desafiadora que provocou o severo castigo. Deliberadamente quebrantou o sábado.[2]

O comentarista evangélico Mathew Henry concorda que o ato de apanhar lenha em dia de sábado foi um “desafio” a Deus “em relação ao pecado de se transgredir o dia de repouso.”[3] Ele procede seu argumento dizendo que “a transgressão foi o juntar lenha para fazer fogo no dia de repouso, em uma ocasião em que o povo tinha que preparar a comida e cozê-la no forno, no dia anterior (Êxodo 16:23). Esta atitude afrontou tanto a lei como o Legislador. Deus era zeloso pela honra de seus dias de repouso, e não considerava como inocente o que os profanavam, seja o que fosse que os homens fizessem. Deus concebeu este castigo como advertência para que todos tomassem consciência de guardar o caráter sagrado do dia de repouso. E podemos ter a segurança de que jamais foi dado algum mandamento para castigar o pecado, e que, no dia do juízo, não resulte ter procedido do perfeito amor e justiça. O direito de Deus, a ter um dia de devoção a Ele, era discutido e negado somente pelos que atentavam somente ao orgulho e à incredulidade de seus corações, ao invés de ouvirem o ensino do Espírito de verdade e vida.”[4]

As pessoas na época eram mortas devido a outros pecados (cometer adultério, maldizer o pai ou a mãe). Mas devemos notar que por trás de cada pronunciamento de Deus havia uma chance de misericórdia. Lembre-se do caso, por exemplo, de Nínive (livro de Jonas), que, mesmo já tendo seu castigo pronunciado, ao arrepender-se, recebeu a retroação de Deus. Veja que esse apanhador de lenhas de Números 15:30 não se arrepende, não pede perdão, não volta atrás. Se ele tivesse confessado o seu pecado e se arrependido, com certeza, a promessa de 1 João 1:9 (mesmo sendo revelada posteriormente) teria se cumprido para ele, pois, conforme o livro de Hebreus, Jesus Cristo é o mesmo sempre: ontem, hoje e eternamente. Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar de toda a nossa iniquidade.

Ascender fogo no sábado, hoje em dia não nos faz transgredir o sábado, pois não nos leva às mesmas ações de concentração esforço e trabalho físico a que eram levadas aquelas pessoas daquela época. Errado é ocupar as horas sabáticas trabalhando arduamente para o nosso próprio interesse, mas alimentar-se não é pecado. O simples ascender uma chama de fogão não se compara a sair ao campo, procurar lenha, escolhê-la, cortar as toras, arrastá-las até o quintal de casa, rachá-las, limpá-las, selecioná-las, armazená-las, colocá-las com gravetos e palhas num fogão a lenha, e ficar batendo pedras, soprando e abanando até que pegue fogo.

Hoje, com um simples apertar de botão podemos aquecer nossa refeição no sábado e nos alimentar sem que tais ações nos tire da missão de fazer o bem, pregar e adorar no sábado, como os discípulos fizeram quando estavam com Jesus, que, em sua missão, se alimentaram com o mínimo esforço de pegar as espigas que estavam por perto (Marcos 2:23-38). O que Deus quer no sábado é o nosso espírito de adoração, louvor, missão e benevolência.

Sobre o relato bíblico podemos extrair um princípio importante que é a preparação para a chegada do santo sábado. Se assim o fizermos desfrutaremos melhor desse dia sagrado (separado por Deus na criação – Gênesis 2:1-3), para o descanso físico e o descanso espiritual da fé (Hebreus 4:9).

Equipe Biblia.com.br

[1] Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 888.

[2] Ibidem.

[3] Mathew Henry, Comentário Bíblico de Números, p. 27.

[4] Ibidem.

 

  • Juliano disse:

    No deserto faz frio a noite, o suficiente para morrer de frio se não estiver protegido.

    • Moderador disse:

      Olá, Juliano!
      Eles tinham uma coluna de fogo a noite para aquecê-los, iluminar o caminho se precisassem caminhar e protegê-los de animais selvagens.

  • Thiago disse:

    No deserto durante a noite é frio e a lenha também é utilizada para fazer comida. Agora os policiais que o prenderam e o próprio Moisés que estava trabalhando como juíz/mensageiro/intérprete divino não foram condenados a morte.

    • Moderador disse:

      Olá, Thiago!
      Eles tinham uma coluna de fogo a noite para aquecê-los, iluminar o caminho se precisassem caminhar e protegê-los de animais selvagens.
      Mas a questão é que o ato do homem foi movido por rebeldia e não por necessidade.

  • Marcelo disse:

    Como assim a lenha não é necessária no deserto? É de conhecimento geral que a noite no deserto é gelada, isso sem falar que a lenha não servia apenas para esquentar, mas também para cozinhar.
    Segundo, que tipo de lenha colhe-se no deserto? Sendo que não existem florestas para que se tenha madeira? Coqueiros e palmeiras não servem para tal finalidade.

    • Moderador disse:

      Olá, Marcelo!
      Muito obrigado por seu comentário!
      Eles tinham uma coluna de fogo a noite para aquecê-los, iluminar o caminho se precisassem caminhar e protegê-los de animais selvagens, por isso a lenha era desnecessária. Por todo os 40 anos eles tiveram essa coluna de fogo durante a noite(ver Neemias 9:19).
      O fato de não haver floresta no deserto reforça a intenção de rebeldia…

  • Bernardo disse:

    Resumindo naquela época era assim: eu faça o que mando ou morre, obedecia por medo e não por livre arbítrio…

    • Moderador disse:

      Olá, Bernardo!
      Se você puder nos ajudar a encontrar a resposta para uma pergunta, nos será de grande utilidade:
      Há florestas no deserto, ou algum tipo de árvore que ofereça lenha para fazer fogo?
      Pois Eles tinham uma coluna de fogo a noite para aquecê-los, iluminar o caminho se precisassem caminhar e protegê-los de animais selvagens, por isso a lenha era desnecessária. Por todo os 40 anos eles tiveram essa coluna de fogo durante a noite(ver Neemias 9:19).

  • josé disse:

    Por que Deus mandou matar um homem que apanhava lenha no sábado em Números 15:32 a 36? CL

    A resposta sobre o tema acima, não foi muito do meu agrado. Se é Deus pode mudar o coração. Da mesma maneira que endureceu o coração do Faraó, no Êxodo é tudo você já sabe o que aconteceu. Poderia ter uma pena exemplar e não o apedrejamento.

    • Moderador disse:

      Olá, José!
      Havia a opção do arrependimento, o reconhecimento de que havia errado. Mas o homem em questão não se arrependeu.
      A rebeldia era maior do que o amor a vida.

      Sobre o caso de Faraó:

      Alguns textos falam realmente que “o Senhor endureceu o coração de Faraó” (Êx 4:21, 7:3, 9:12, 10:1, 20, 27, 11:10, 14:4 e 8). Outros afirmam que o próprio Faraó “endureceu o seu coração” (Êx 8:32, 9:34 e 35, 13:15). E há um terceiro grupo de textos que declaram simplesmente que “o coração de Faraó se endureceu” (Êx 7:13, 22, 8:19, 9:7).

      Ezequiel 33:11 afirma que o Senhor não tem “prazer na morte do perverso, mas que o perverso se converta do seu caminho e viva”. Pedro acrescenta que o Senhor não quer “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9). Sendo assim, só podemos concluir que o endurecimento do coração de Faraó não derivou de um arbitrário decreto divino de predestinação para a perdição, e sim de uma atitude de obstinada rebeldia por parte do próprio Faraó.

      No mundo natural, “o mesmo sol que derrete a cera endurece o barro”. O problema não está no sol, mas na forma diferente com que a cera e o barro reagem ao calor. De modo semelhante, o problema de Faraó não estava em Deus, mas na forma como o próprio Faraó reagia às mensagens divinas de admoestação e arrependimento. Em vez de se humilhar e arrepender, Faraó se fechava cada vez mais aos apelos divinos. Cada novo apelo para abrandar o coração acabava gerando o efeito contrário, de endurecimento.

      É nesse sentido que Deus é descrito como causando a Faraó o que Ele apenas permitiu que ocorresse. É preciso reconhecer também que chegou um ponto na vida de Faraó em que ele acabou extrapolando os limites da misericórdia divina. A partir desse ponto, os apelos ao arrependimento cessaram e os juízos divinos tomaram lugar (Êx 7 a 12), culminando na destruição final de Faraó e do seu exército (Êx 14). Em tudo isso, Faraó simplesmente colheu o fruto de sua própria obstinação (ver Gl 6:7).

  • Arthur Meireles disse:

    Meu Deus, por que quanta crueldade? Que exemplo foi esse para com o povo? A cada vez que leio a bíblia, vejo coisas horríveis. Mortes e mais mortes a mando de Deus. Me perdoe Deus, mas não confio mais em Ti!
    Tudo isso e não se resolveu nada e nem resolve. Por que tanta violência assim?

    • debora disse:

      Amigo,

      Deus ligou a Si nosso coração por inúmeras provas no Céu e na Terra. Pelas obras da natureza, e os mais profundos laços terrestres que o coração humano pode imaginar, Ele procurou revelar-Se a nós. No entanto, estas coisas só muito imperfeitamente representam Seu amor.
      A maior prova do Seu amor pelo ser humano, foi se tornar um de nós e morrer a morte que nós merecíamos. Isso sim foi uma morte injusta, concorda? Um inocente morrer no lugar de culpados, para lhes dar vida e salvação.

      Mas voltando a questão de Números 15:32-36, Deus estava lidando com escravos e a atitude desse homem, a transgressão intencional era um ato de rebeldia declarado (Números 15:30).

      Por ser Justo e um Deus de amor, que não tem prazer na morte de ninguém:
      “Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?” Ezequiel 33:11
      Ele orientou o povo que havia perdão para todos os pecados, tanto os intencionais (Levíticos 4-7), quanto os sem intenção (Números 15:22-29).
      Esse foi o único caso em que alguém foi morto por transgredir o sábado.

      Vemos que era o costume punir com a morte aqueles que transgredissem de forma aberta e insolente a qualquer um dos mandamentos de Deus, especialmente os de natureza moral. A pena de morte era aplicada aos que (1) profanavam o sábado (4º mandamento), (2) blasfemavam do nome de Deus (3º mandamento) e (3) amaldiçoavam ou desobedeciam aos pais (5º mandamento). Isso ocorria pelo fato de alguns indivíduos assumirem uma postura decidida (e algumas vezes pública) de rebeldia contra os mandamentos de Deus.

      A questão não simplesmente o ato em si, mas a intenção que move o ato…
      Vale lembrar, que por trás de cada pronunciamento de Deus havia uma chance de misericórdia. Lembre-se do caso, por exemplo, de Nívive (livro de Jonas). Os ninivitas eram cruéis, Nínive era conhecida como um centro de crime e impiedade. Por serem tão maus, Jonas a princípio se recusou levar a mensagem de salvação a eles. Contudo, Deus sabia que eles se arrependeriam se viessem a conhecer o Deus de amor. Veja que mesmo já tendo seu castigo pronunciado, ao arrependerem-se, receberam o perdão e não foram destruídos.

      Diferente dos ninivitas, o apanhador de lenhas de Números 15:30 não se arrepende, não pede perdão, e recusa a vida, a liberdade, a alegria de celebrar a criação, ele se recusa a estar com a família, se recusa adorar a Deus e receber suas bençãos.

      Que prazer e que alegria existe em apanhar lenha? Que significado pra vida, pra sobrevivência, para o bem da nação existe nessa atitude? O ato em si parece significar apenas e tão somente uma expressão de rebeldia.

      Se ele tivesse confessado o seu pecado e se arrependido, com certeza, a promessa de 1 João 1:9 (mesmo sendo revelada posteriormente) teria se cumprido para ele, pois, conforme o livro de Hebreus, Jesus Cristo é o mesmo sempre: ontem, hoje e eternamente. Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar de toda a nossa iniquidade.

      Leia João 15 e procure conhecer o amor de Deus por você através de um relacionamento pessoal com Ele.
      Paz!

  • Joabe disse:

    Não matarás. mas mesmo assim, Deus manda matar.

    • debora disse:

      Paz, Joabe!
      É preciso lembrarmos que Deus estava lidando com escravos e a pena de morte fazia parte da
      cultura da época aplicar a pena de morte aos que (1) profanavam o Sábado (transgressores do 4o mandamento), (2) blasfemavam do nome de Deus (transgressores do 3o mandamento) e (3) amaldiçoavam ou desobedeciam aos pais (transgressores do 5o mandamento). Isso ocorria pelo fato de alguns indivíduos assumirem uma postura decidida (e algumas vezes pública) de rebeldia contra os mandamentos de Deus.

      Para que todo o povo fosse conscientizado da terribilidade do pecado (tal era muito necessário para que eles abandonassem muitos costumes pagãos adquiridos por ocasião de sua escravização) e entendesse quão mal é desafiar a Deus.

      Se olharmos os versos anteriores ao relato da morte do transgressor, Números 15:22-29, vemos uma lista de ofertas para o perdão de pecados involuntários.
      Sempre havia perdão, desde que a pessoa trouxesse uma oferta em atitude de arrependimento, reconhecendo que precisava do perdão. Mas o verso 30 é claro:

      “Mas todo aquele que pecar com atitude desafiadora, seja natural da terra, seja estrangeiro residente, insulta ao Senhor, e será eliminado do meio do seu povo.” Números 15:30

      Qual era o desejo de Deus ao pedir que o povo observasse o sábado? Era que eles O reconhecessem como Deus Criador, e assim O adorassem, descansassem, não trabalhasse, passassem tempo com a família e com Ele.

      O que leva alguém a ir contra isso, se não uma atitude de rebelião? Deus é vida, sua lei é a lei da liberdade!
      Quem rejeita a vida está escolhendo a morte.
      Se o homem tivesse se arrependido, haveria perdão pra ele, mas ele não se arrependeu.
      Entendemos que sua atitude desafiadora foi a descrita no verso 30.
      Devemos notar que por trás de cada pronunciamento de Deus havia uma chance de misericórdia. Lembre-se do caso, por exemplo, de Nínive (livro de Jonas), que, mesmo já tendo seu castigo pronunciado, ao arrepender-se, recebeu a retroação de Deus.

      Esse foi o único caso de morte por transgressão do sábado.
      Deus te abençoe!

  • Parabéns! a melhor resposta sobre a morte de um homem no sábado, é isso
    mesmo

  • ramos disse:

    o homem quer ter explicação pra tudo, vc´s acham que o Criador faria uma criatura maior que Ele mesmo? as coisas de Deus são mistérios, será que com tantos elementos o pessoal não consegue entender que essa vida é só uma passagem rápida, que para nada serve a carne, que o que importa mesmo é nossa alma; o corpo é só matéria(frágil)e mesmo assim o homem com toda toda arrogância, ignorância, cegueira espiritual, prepotência; achando que é alguma coisa, preso num mundo de ilusão que é dominado por interesse poder dinheiro! Deus é Deus! nós somos nada, somos pó, quem nunca sentiu a tristeza da alma do coração justamente pq só Deus preenche esse vazio? bom seria que ao invés de querermos saber de tudo, pedir sinal ao próprio Deus pela fé. logico, Deus é bom justo verdadeiro e fiel! que seja feito somente a vontade de Deus para todo sempre amem!

  • Ronnie Lima disse:

    Provavelmente Deus não disse para os hebreus matarem aquele homem. O autor do Livro diz que foi ordem de Deus. Só que um ser sábio e soberan, como Deus, jamais daria uma ordem dessas para alguém; e, com certeza, não ia querer deixar um exemplo de extrema ignorância para a humanidade.
    O que Deus faria numa situação como esta: Diria pra Moisés e os demais perguntarem para o tal homem se ele estava disposto a cumprir toda a Lei. Se não estivesse que se retirasse do meio dos israelitas. Mandar matar por um motivo tolo desses, Deus jamais faria.

    • debora disse:

      Paz, Ronnie!
      É preciso lembrarmos que Deus estava lidando com escravos e a pena de morte fazia parte da
      cultura da época aplicar a pena de morte aos que (1) profanavam o Sábado (transgressores do 4o mandamento), (2) blasfemavam do nome de Deus (transgressores do 3o mandamento) e (3) amaldiçoavam ou desobedeciam aos pais (transgressores do 5o mandamento). Isso ocorria pelo fato de alguns indivíduos assumirem uma postura decidida (e algumas vezes pública) de rebeldia contra os mandamentos de Deus.

      Para que todo o povo fosse conscientizado da terribilidade do pecado (tal era muito necessário para que eles abandonassem muitos costumes pagãos adquiridos por ocasião de sua escravização) e entendesse quão mal é desafiar a Deus.

      Se olharmos os versos anteriores ao relato da morte do transgressor, Números 15:22-29, vemos uma lista de ofertas para o perdão de pecados involuntários.
      Sempre havia perdão, desde que a pessoa trouxesse uma oferta em atitude de arrependimento, reconhecendo que precisava
      do perdão. Mas o verso 30 é claro:

      “Mas todo aquele que pecar com atitude desafiadora, seja natural da terra, seja estrangeiro residente, insulta ao Senhor, e será eliminado do meio do seu povo.” Números 15:30

      Qual era o desejo de Deus ao pedir que o povo observasse o sábado? Era que eles O reconhecessem como Deus Criador, e assim
      O adorassem, descansassem, não trabalhasse, passassem tempo com a família e com Ele.

      O que leva alguém a ir contra isso, se não uma atitude de rebelião? Deus é vida, sua lei é a lei da liberdade!
      Quem rejeita a vida está escolhendo a morte.
      Se o homem tivesse se arrependido, haveria perdão pra ele, mas ele não se arrependeu.
      Entendemos que sua atitude desafiadora foi a descrita no verso 30.
      Devemos notar que por trás de cada pronunciamento de Deus havia uma chance de misericórdia. Lembre-se do caso, por exemplo, de Nínive (livro de Jonas), que, mesmo já tendo seu castigo pronunciado, ao arrepender-se, recebeu a retroação de Deus.

      Esse foi o único caso de morte por transgressão do sábado.

  • Space Jam disse:

    E se este homem que estava colhendo lenha no sábado (trabalhando), fosse pego pelo “senhor” roubando, estuprando ou matando alguém no sábado, será que o mesmo seria morto.

    • debora disse:

      Paz, irmão!
      Se houvesse arrependimento, não seria.
      A morte era ordenada para qualquer que transgredisse a Lei e não se arrependesse. A transgressão intencional era um ato de rebeldia declarado (Números 15:30).

  • felipe disse:

    estava lendo sobre no livro e me bateu essa dúvida… estou + tranquilo agora! obgado

  • bruna Leite disse:

    Parabéns . Tirei muitas dúvidas.

  • Pâmela disse:

    Eu andei por 3 livrarias essa semana procurando algum livro que me ajudasse a compreender melhor o AT. Algumas coisas escritas nessa parte da Bíblia me são muito obscuras e difíceis de “digerir”. Muito me esclareceu as explicações aqui escritas. Você teria algum livro de estudo para me indicar? Grata!

    • Instrutor disse:

      Teríamos sim querida irmã, ficamos muto felizes em saber que deseja se aprofundar no conhecimento bíblico. Entre no site http://www.cpb.com.br, encontra-se ali uns livros chamados Comentário Bíblico Adventista, onde se comenta versículo por versículo de cada capítulo, o que acha?
      Também gostaríamos de te convidar a estudar a Bíblia conosco por e-mail, você aceitaria?
      Conte sempre conosco, que Deus ilumine muito a sua vida, um grande abraço.

  • Instrutor disse:

    Pois é querido irmão, respeitamos muito a sua opinião, você disse algo muito importante que é o fato de todos lerem a Bíblia, saiba que este é o motivo por Jesus não ter voltado ainda a este mundo , pois Ele deseja que todos conheçam a Sua Palavra aí sim, Ele retornará a este mundo, o que você pensa sobre isso?
    Conte sempre conosco, que Deus abençoe muito a sua vida, um grande abraço.

  • NORIVAL disse:

    olha nos devemos mesmo é seguir o novo testamento, porque la temos prova do que é um deus verdadeiro misericordioso.

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