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a b c d f g h i j l m n o p q r s t u v x z

Por que Deus mandou matar um homem que apanhava lenha no sábado em Números 15:32 a 36? CL

Realmente, algumas passagens na Bíblia nos confundem e levantam dúvidas. Como em algumas partes encontramos um Deus tão amoroso e em outras um Deus aparentemente tão intransigente? Será que Deus foi justo em mandar matar um homem só porque estava trabalhando no sábado?

“Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés.” (Números 15:32-36 RA)

Para entender esse texto precisamos considerar o contexto histórico da época. Israel havia ficado cativo por 430 anos no Egito. Agora haviam sido libertados miraculosamente por Deus e estavam a caminho da terra prometida. Tinham ouvido da boca do próprio Deus os Seus mandamentos quando estavam no Sinai. Moisés, por ordem de Deus, avisou que aquele que violasse propositadamente o mandamento, especificamente o sábado, seria morto.

O que concluímos é que esse homem quebrou o mandamento porque queria demonstrar rebelião a Deus. Ele não foi descuidado, não se esqueceu. Ele sabia que morreria se fizesse tal coisa. Ele queria incitar o povo a não cumprir o que Deus havia estabelecido.

Isso nos escandaliza porque a pena de morte não é uma prática comum, pelo menos no Brasil. Porém, em muitos países a pena de morte é aplicada para diversos crimes. Não estou querendo dizer com isso que Deus seja favorável à pena de morte exercida pelo homem. Devemos lembrar que nesta época Deus era o próprio líder do povo de Israel e falava diretamente com um representante, no caso, Moisés. Apenas estou dizendo que como único e verdadeiro Juiz Ele tem autoridade para determinar quem deve morrer e viver.

Outro ponto a ser observado é que naquela época a morte dos transgressores das leis de uma comunidade era prática comum entre os povos.
Levando em consideração esses aspectos podemos ver que Deus agiu com a firmeza que a circunstância exigiu. Se Deus não tivesse punido esse homem com a morte, todo o povo seria contaminado com o espírito de rebelião. As pessoas entrariam em apostasia, não mais respeitariam a Deus e Seus mandamentos. Poderiam perder totalmente a noção de que eram a nação escolhida por Deus para representá-Lo entre as nações vizinhas. Devido a isso, por amor ao seu povo Deus teve que exigir a morte do transgressor.

Mediante o ato extremo de ordenar a execução daquele homem transgressor Deus mostrou ao povo que eles tinham um propósito santo e que deviam encarar isso com seriedade.

Que Deus lhe abençoe!

Cristiano Fernandes Vieira
EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIAONLINE

Comentarios

Este artigo teve "13 Comentários"

  • Elias Rafael Gonçalves disse:

    Ah, para com isso, por favor. Quantos de nós com toda tecnologia a disposição, calendários, relógios, televisão, internet, tudo nos dizendo as datas e ainda assim confundimos, pensamos ser um dia quando na realidade é outro. Imagine aquele pobre homem no deserto, apanhando lenha para fazer comida a mihares de anos atrás.
    E porque Deus não castiga da mesma forma os bandidos que estupram e matam crianças assim como Moisés fazia?
    Voces acreditam mesmo que esse maluco esquizofrenico ouvia a vóz de Deus?
    Ele ouvia vozes sim porque era esquizofrênico, e hoje está cheio de gente como ele. Se fosse hoje esse bandido ia pra cadeia. E ainda joga a culpa em Deus. E o pior, voces concordam com essa covardia.
    Jesus foi morto porque discordava das besteiras desse Moisés e isso está claro nas escrituras. O próprio Jesus disse “ou segue um, ou segue o outro”;
    “Ai daquele que fizer mal a uma dessas criancinhas…”;
    “quem não tem pecado que atire a primeira pedra..”;
    “veja que tem olhos de ver, ouça quem tem ouvidos de ouvir…”
    helloooo, acorda.

  • Thiago Bispo disse:

    Seguindo o seu raciocínio a bíblia então é mentirosa? Sim por que ela em momento algum afirma que Moisés era um louco e sim que conversava com Deus face a face, foi com este mesmo Moisés que Deus juntou Arão e Miriã e reprendeu os dois por terem questionado a autoridade instituída por Deus, NÃO SOU EU QUE ESTÁ DIZENDO MAS A BÍBLIA, a mesma Bíblia que vc utilizou para argumentar a sua tese é a mesma que te contra argumenta, simplesmente pelo fato que a sua interpretação está enxarcada com seus conceitos e achismos do que é justo ou não, E NÃO PELO QUE DEUS ACHA, VIGIA IRMÃO!!! Entender a Palavra consiste em esvaziar dos nossos conceitos para darmos espaços para os conceitos de Deus em nossa vida, Deus te abençoe!!!

  • Miagy disse:

    muito confuso entender esse Deus do antigo testamento…que manda matar pessoas inocentes……

    • Instrutor disse:

      Muito interessante esta pergunta querido irmão e amigo, Jesus Cristo é o personagem central das escrituras, é o objetivo da revelação de Deus – o plano da salvação. A minha leitura bíblica tem que ser feita a partir dessa perspectiva. Conhecendo os atributos de Deus revelados nas Escrituras e Jesus como personagem central da profecia, fica mais fácil entender as histórias e as intervenções divinas.
      Antes de apontar alguns exemplos, quero compartilhar um texto que sumariza o caráter de Deus:
      “Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia. O SENHOR faz justiça e julga a todos os oprimidos. Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel. O SENHOR é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno. Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira. Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Salmo 103:3-14).
      O salmista ainda diz: “irai-vos e não pequeis” (Salmo 4:4). A ira divina é uma manifestação de amor que se indigna com a falsidade, mentira, idolatria, injustiça e tantas outras perversões. Deus se ira com essas atitudes, contudo, ainda assim ele ama o pecador rebelde. Leia toda a Escritura e perceba como Deus trata Seu povo que se rebela contra Ele. Deus está sempre tentando reunir Israel debaixo de Suas asas (Êxodo 19:4; Rute 2:12; Salmos 17:8; 36:7; 57:1, etc.); Jesus diz: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Lucas 13:34).
      Agora vejamos por que Deus intervém na história. Em primeiro lugar porque Ele quer cumprir Seu plano de salvação e Ele pode intervir pois é soberano (Daniel 2:21). Deus é tão amoroso que anuncia com antecedência todas as coisas que irá fazer para que estejamos cientes e preparados: “Certamente o Senhor, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o Seu plano aos Seus servos, os profetas”(Amos 3:7).
      Então vamos analisar alguns episódios bíblicos. (1) O Dilúvio. Quanto tempo de graça Deus concedeu aos antediluvianos? Por que não se salvaram? Lembre-se que o Senhor diz: “não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva” (Ezequiel 33:11). A maldade era tão grande que comprometeria o plano da salvação! Com muito pesar Deus destruiu o mundo antediluviano.
      (2) A destruição de Sodoma e Gomorra. Abraão intercedeu pela cidade, mas entendo que não havia nenhum justo ali, pois se houvesse, Deus daria um jeito de salvá-lo assim como salvou Ló e suas filhas. Sodoma e Gomorra foram além dos limites concedidos por Deus, assim Deus interveio! Lembre-se, Deus não tem prazer na morte do ímpio, antes quer que ele se converta e viva!
      (3) Vale lembrar a história de Nínive. Deus enviou o profeta Jonas para advertir aquela impiedosa nação que Deus a destruiria totalmente por suas injustiças, brutalidades e maldades. A arqueologia revela toda essa impiedade. Ainda assim, todos os habitantes se converteram a Deus e foram poupados. Que revelação maravilhosa da misericórdia e graça divinas!
      (4) A história de Israel deve ser vista sob a luz da aliança de Deus com a nação. Esta está descrita no Pentateuco e suas regulamentações bem claras em Deuteronômio 28 que fala sobre as bênçãos decorrentes da obediência e as maldições decorrentes da desobediência. Israel fora escolhido para ser representante de Deus. Isso não significa que o Altíssimo rejeitara as demais nações. Pelo contrário. A teocracia tinha a finalidade de atrair todas as nações para o único e verdadeiro Deus. Contudo Israel falhou de diversas maneiras. Institui para si um rei como as demais nações, foi influenciado pelo paganismo, idolatria e cultos orgíacos, levando-o para longe do Senhor. Isso aconteceu porque os israelitas não expulsaram todas as nações pagãs de Canaã quando saíram do Egito! Essa desobediência custou muito caro.
      Deus prometeu que entregaria nas mãos de Israel todas as nações e que as destruiria completamente (Deuteronômio 7:1 e 2; 9:4 e 5). Contudo, isso dependeria da lealdade de Israel para com Jeová. Eram nações que viviam em total impiedade. Assim que Israel saiu do Egito, todas as vitórias que o Senhor lhes proporcionava geravam uma reação de louvor através de cânticos que exprimiam o conceito de Jeová como “guerreiro” (Êxodo 15:3). Enquanto Israel viveu em sincero relacionamento de aliança com o Senhor, sempre que os israelitas erguiam a arca de Deus, significava que Jeová Se levantava para pelejar por Israel (Números 10:35 e 36). Jeová poderia travar uma batalha contra o Seu próprio povo por descumprimento da aliança (veja Josué 6, 7 e 8). A razão para o apoio condicional de Deus a Israel aparece no concerto mosaico. As bênçãos e maldições divinas baseavam-se na resposta de Israel às obrigações sagradas do concerto. Em Deuteronômio 32, vitória ou derrota na guerra é o resultado da decisão do tribunal divino, no qual Deus apresentava as razões para Suas ações legais: “Faço morrer e faço viver, feri e curarei” (verso 39).
      Deus usou fenômenos da natureza para trazer juízo a certas nações e vitória para Israel como o escurecimento do Sol, o súbito secamento das águas e seu pronto fluir, chuva repentina e pesada, precipitação de granizo, trovões e terremotos (Êxodo 14:19-21; Josué 3:13; 4:23; 5:1; Juízes 5:20 e 21; 1 Samuel 7:10; 14:15 e 20). Esse elemento cósmico acrescentava às guerras de Israel o aspecto de uma teofania (aparecimento divino) salvadora e destruidora. Isso levava os inimigos a reconhecerem que Deus estava lutando ao lado de Israel (Êxodo 14:14; Josué 2:9-11).
      Outro episódio muito importante foi a batalha de grande intensidade espiritual no Monte Carmelo, o confronto do verdadeiro e único profeta de Jeová com os muitos de Baal, a colisão entre o culto verdadeiro e o culto falso, atinge seu clímax num súbito lampejo da glória divina e na subsequente execução de todos os impenitentes e falsos profetas. O confronto no Monte Carmelo surge como um tipo do Armagedom. É a partir dessa batalha que devemos esboçar o simbolismo sobre o qual se apoia a guerra do Armagedom no Apocalipse.
      Todos os principais elementos da última encontram paralelo em 1 Reis 18, de uma forma historicamente concreta. Os profetas deram a Deus o nome de Yahweh Sabaoth, “o Senhor dos Exércitos”, por 279 vezes.
      Deus está conduzindo a história desse mundo para um desfecho em que se cumpra Seu plano de amor. Como Onisciente, Onipotente, Onipresente, Amoroso, Justo e Perfeito, Ele é muito sábio para errar. Deus não elimina a possibilidade da dúvida, pois sem a possibilidade de duvidar não pode existir a verdadeira fé. Chegará um dia no qual todos prestarão contas a Deus (Daniel 7:10; Eclesiastes 12:9, Hebreus 9:27). Os juízos divinos são manifestações do amor e justiça de Deus. Só podemos compreender melhor isso quando contemplamos Cristo crucificado. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gálatas 3:13). Na cruz “o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:6). Deus eliminará todo mal, toda mancha de pecado, condenará os impenitentes e salvará aqueles que O aceitaram.
      A mensagem de Elias para os nossos dias aparece em Apocalipse 14:6-20. O cenário, como predito em Malaquias 4, é o juízo. João vê uma “nuvem branca” e assentado sobre ela um “semelhante a filho de homem, com uma coroa de ouro … na cabeça e uma foice afiada na mão”. Um anjo diz àquele que está sobre a nuvem: Toma a Sua foice e faça a colheita , pois a safra da Terra está madura, chegou a hora de colhê-la. Assim aquele que estava assentado sobre a nuvem passou Sua foice pela Terra, e a Terra foi ceifada” (versos 14-16).
      Temos aqui uma descrição simbólica do segundo advento de Cristo. Ele retorna com uma coroa (como Rei dos reis) e com uma foice (como Juiz). Contudo Cristo não retornará sem antes expedir um chamado ao arrependimento, um chamado ao preparo para Sua segunda vinda. E tal convite divino aparece em Apocalipse 14, onde os três anjos fazem soar a mensagem apocalíptica de preparo.
      Que Deus lhe abençoe e que você cresça na graça de Cristo e em sua experiência cristã, atendendo prontamente ao convite de Cristo que em breve voltará!
      Estarei aguardando seu retorno, conte sempre conosco, um grande abraço.

  • NORIVAL disse:

    olha nos devemos mesmo é seguir o novo testamento, porque la temos prova do que é um deus verdadeiro misericordioso.

    • Instrutor disse:

      Veja querido irmão, em toda a Bíblia contemos conselhos e orientações importantíssimas, no AT encontramos mais Deus fazendo justiça, no NT mais sobre o amor, porém , perceba que na volta de Jesus irá ocorrer exatamente os dois?
      Tanto a justiça, com aqueles que não O aceitaram, quanto o amor para aqueles que O aceitaram?
      O que você pensa sobre isso?
      Aguardamos seu retorno, conte sempre conosco, que Deus abençoe muito você, um grande abraço.

  • Robson Melo disse:

    Todos dizem que Jesus “o Cristo” veio nos salvar e anunciar a “Boa nova”.
    Acredito.
    Então, para que serve pregar o que está no Velho Testamento?
    O Deus do Velho testamento é mais cruel que a maioria das pessoas hoje.
    Deveríamos parar de olhar para tráz, e tentar seguir os ensinamentos de Jesus.
    Mas, sem o velho testamento, como a maioria dos pregadores fariam?
    É dificil seguir os ensinamentos do Cristo.
    O velho testamento é mais “mundano”, e aí fica fácil dizer: “Mas está escrito”.

    • Instrutor disse:

      Veja querido irmão, ficamos muito felizes por seu comentário e por termos a possibilidade de conversar contigo sobre este assunto.Jesus Cristo é o personagem central das escrituras, é o objetivo da revelação de Deus – o plano da salvação. A minha leitura bíblica tem que ser feita a partir dessa perspectiva. Conhecendo os atributos de Deus revelados nas Escrituras e Jesus como personagem central da profecia, fica mais fácil entender as histórias e as intervenções divinas.
      Antes de apontar alguns exemplos, quero compartilhar um texto que sumariza o caráter de Deus:
      “Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia. O SENHOR faz justiça e julga a todos os oprimidos. Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel. O SENHOR é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno. Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira. Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Salmo 103:3-14).
      O salmista ainda diz: “irai-vos e não pequeis” (Salmo 4:4). A ira divina é uma manifestação de amor que se indigna com a falsidade, mentira, idolatria, injustiça e tantas outras perversões. Deus se ira com essas atitudes, contudo, ainda assim ele ama o pecador rebelde. Leia toda a Escritura e perceba como Deus trata Seu povo que se rebela contra Ele. Deus está sempre tentando reunir Israel debaixo de Suas asas (Êxodo 19:4; Rute 2:12; Salmos 17:8; 36:7; 57:1, etc.); Jesus diz: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Lucas 13:34).
      Agora vejamos por que Deus intervém na história. Em primeiro lugar porque Ele quer cumprir Seu plano de salvação e Ele pode intervir pois é soberano (Daniel 2:21). Deus é tão amoroso que anuncia com antecedência todas as coisas que irá fazer para que estejamos cientes e preparados: “Certamente o Senhor, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o Seu plano aos Seus servos, os profetas”(Amos 3:7).
      Então vamos analisar alguns episódios bíblicos. (1) O Dilúvio. Quanto tempo de graça Deus concedeu aos antediluvianos? Por que não se salvaram? Lembre-se que o Senhor diz: “não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva” (Ezequiel 33:11). A maldade era tão grande que comprometeria o plano da salvação! Com muito pesar Deus destruiu o mundo antediluviano.
      (2) A destruição de Sodoma e Gomorra. Abraão intercedeu pela cidade, mas entendo que não havia nenhum justo ali, pois se houvesse, Deus daria um jeito de salvá-lo assim como salvou Ló e suas filhas. Sodoma e Gomorra foram além dos limites concedidos por Deus, assim Deus interveio! Lembre-se, Deus não tem prazer na morte do ímpio, antes quer que ele se converta e viva!
      (3) Vale lembrar a história de Nínive. Deus enviou o profeta Jonas para advertir aquela impiedosa nação que Deus a destruiria totalmente por suas injustiças, brutalidades e maldades. A arqueologia revela toda essa impiedade. Ainda assim, todos os habitantes se converteram a Deus e foram poupados. Que revelação maravilhosa da misericórdia e graça divinas!
      (4) A história de Israel deve ser vista sob a luz da aliança de Deus com a nação. Esta está descrita no Pentateuco e suas regulamentações bem claras em Deuteronômio 28 que fala sobre as bênçãos decorrentes da obediência e as maldições decorrentes da desobediência. Israel fora escolhido para ser representante de Deus. Isso não significa que o Altíssimo rejeitara as demais nações. Pelo contrário. A teocracia tinha a finalidade de atrair todas as nações para o único e verdadeiro Deus. Contudo Israel falhou de diversas maneiras. Institui para si um rei como as demais nações, foi influenciado pelo paganismo, idolatria e cultos orgíacos, levando-o para longe do Senhor. Isso aconteceu porque os israelitas não expulsaram todas as nações pagãs de Canaã quando saíram do Egito! Essa desobediência custou muito caro.
      Deus prometeu que entregaria nas mãos de Israel todas as nações e que as destruiria completamente (Deuteronômio 7:1 e 2; 9:4 e 5). Contudo, isso dependeria da lealdade de Israel para com Jeová. Eram nações que viviam em total impiedade. Assim que Israel saiu do Egito, todas as vitórias que o Senhor lhes proporcionava geravam uma reação de louvor através de cânticos que exprimiam o conceito de Jeová como “guerreiro” (Êxodo 15:3). Enquanto Israel viveu em sincero relacionamento de aliança com o Senhor, sempre que os israelitas erguiam a arca de Deus, significava que Jeová Se levantava para pelejar por Israel (Números 10:35 e 36). Jeová poderia travar uma batalha contra o Seu próprio povo por descumprimento da aliança (veja Josué 6, 7 e 8). A razão para o apoio condicional de Deus a Israel aparece no concerto mosaico. As bênçãos e maldições divinas baseavam-se na resposta de Israel às obrigações sagradas do concerto. Em Deuteronômio 32, vitória ou derrota na guerra é o resultado da decisão do tribunal divino, no qual Deus apresentava as razões para Suas ações legais: “Faço morrer e faço viver, feri e curarei” (verso 39).
      Deus usou fenômenos da natureza para trazer juízo a certas nações e vitória para Israel como o escurecimento do Sol, o súbito secamento das águas e seu pronto fluir, chuva repentina e pesada, precipitação de granizo, trovões e terremotos (Êxodo 14:19-21; Josué 3:13; 4:23; 5:1; Juízes 5:20 e 21; 1 Samuel 7:10; 14:15 e 20). Esse elemento cósmico acrescentava às guerras de Israel o aspecto de uma teofania (aparecimento divino) salvadora e destruidora. Isso levava os inimigos a reconhecerem que Deus estava lutando ao lado de Israel (Êxodo 14:14; Josué 2:9-11).
      Outro episódio muito importante foi a batalha de grande intensidade espiritual no Monte Carmelo, o confronto do verdadeiro e único profeta de Jeová com os muitos de Baal, a colisão entre o culto verdadeiro e o culto falso, atinge seu clímax num súbito lampejo da glória divina e na subsequente execução de todos os impenitentes e falsos profetas. O confronto no Monte Carmelo surge como um tipo do Armagedom. É a partir dessa batalha que devemos esboçar o simbolismo sobre o qual se apoia a guerra do Armagedom no Apocalipse.
      Todos os principais elementos da última encontram paralelo em 1 Reis 18, de uma forma historicamente concreta. Os profetas deram a Deus o nome de Yahweh Sabaoth, “o Senhor dos Exércitos”, por 279 vezes.
      Deus está conduzindo a história desse mundo para um desfecho em que se cumpra Seu plano de amor. Como Onisciente, Onipotente, Onipresente, Amoroso, Justo e Perfeito, Ele é muito sábio para errar. Deus não elimina a possibilidade da dúvida, pois sem a possibilidade de duvidar não pode existir a verdadeira fé. Chegará um dia no qual todos prestarão contas a Deus (Daniel 7:10; Eclesiastes 12:9, Hebreus 9:27). Os juízos divinos são manifestações do amor e justiça de Deus. Só podemos compreender melhor isso quando contemplamos Cristo crucificado. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gálatas 3:13). Na cruz “o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:6). Deus eliminará todo mal, toda mancha de pecado, condenará os impenitentes e salvará aqueles que O aceitaram.
      A mensagem de Elias para os nossos dias aparece em Apocalipse 14:6-20. O cenário, como predito em Malaquias 4, é o juízo. João vê uma “nuvem branca” e assentado sobre ela um “semelhante a filho de homem, com uma coroa de ouro … na cabeça e uma foice afiada na mão”. Um anjo diz àquele que está sobre a nuvem: Toma a Sua foice e faça a colheita , pois a safra da Terra está madura, chegou a hora de colhê-la. Assim aquele que estava assentado sobre a nuvem passou Sua foice pela Terra, e a Terra foi ceifada” (versos 14-16).
      Temos aqui uma descrição simbólica do segundo advento de Cristo. Ele retorna com uma coroa (como Rei dos reis) e com uma foice (como Juiz). Contudo Cristo não retornará sem antes expedir um chamado ao arrependimento, um chamado ao preparo para Sua segunda vinda. E tal convite divino aparece em Apocalipse 14, onde os três anjos fazem soar a mensagem apocalíptica de preparo.
      Que Deus lhe abençoe e que você cresça na graça de Cristo e em sua experiência cristã, atendendo prontamente ao convite de Cristo que em breve voltará!
      Aguardamos seu retorno e opinião, conte sempre conosco, um grande abraço.

  • Robson Melo disse:

    Continuo achando que o deus no VT é extremamente violento, ciumento, melindroso, carente, e bairrista.
    Jamais posso conceber ou acreditar num deus com estas características.
    Nós todos, ou pelo menos a maioria de nós, tem suficiente inteligencia e dicernimento para não acreditar nas estórias da biblia como sendo a palavra do CRIADOR, (não vou usar a palavra deus, pois está muito depreciada).
    Quem acredita, ou tem medo da verdade, ou tem uma crença muito fragil ou ainda não se deu ao trabalho de buscar a VERDADE.
    a biblia pode ser o livro mais vendido, mas certamente é o livro menos lido.
    Imagine por um momento, se as pessoas acreditassem realmente que a biblia era a palavra do CRIADOR. Não iria existir ninguem que não a tivesse lido pelo menos uma vez por mes.
    Bem, busque a Verdade, e será liberto.

    • Instrutor disse:

      Pois é querido irmão, respeitamos muito a sua opinião, você disse algo muito importante que é o fato de todos lerem a Bíblia, saiba que este é o motivo por Jesus não ter voltado ainda a este mundo , pois Ele deseja que todos conheçam a Sua Palavra aí sim, Ele retornará a este mundo, o que você pensa sobre isso?
      Conte sempre conosco, que Deus abençoe muito a sua vida, um grande abraço.

  • Pâmela disse:

    Eu andei por 3 livrarias essa semana procurando algum livro que me ajudasse a compreender melhor o AT. Algumas coisas escritas nessa parte da Bíblia me são muito obscuras e difíceis de “digerir”. Muito me esclareceu as explicações aqui escritas. Você teria algum livro de estudo para me indicar? Grata!

    • Instrutor disse:

      Teríamos sim querida irmã, ficamos muto felizes em saber que deseja se aprofundar no conhecimento bíblico. Entre no site http://www.cpb.com.br, encontra-se ali uns livros chamados Comentário Bíblico Adventista, onde se comenta versículo por versículo de cada capítulo, o que acha?
      Também gostaríamos de te convidar a estudar a Bíblia conosco por e-mail, você aceitaria?
      Conte sempre conosco, que Deus ilumine muito a sua vida, um grande abraço.

  • Hilton disse:

    Na Bíblia tem mutas parábolas , que são para determinadas instruções morais ao homem , e são todas criações de homens de boa vontade os quais assim procederam para orientar seus pares de acordo com o seu próprio entendimento do bem e do mal, assim como outros povos tem seus livros sagrado , escritos pelos ancestrais de boa vontade entre os seus.Certamente que Deus , na concepção do povo hebreu é diferente do Deus na concepção de outros povo , segundo seus livros sagrados. O Deus bíblico se comporta de acordo como pensa o homem hebreu sobre o que deve e o que não deve ser. Nos livros sagrados de outros povos , Deus não tem nada contra trabalhar no sábado. Se isso fosse mesmo algo de Deus , então no livro sagrado dos outros povos também se teria a mesma ordem de Deus , de não trabalhar no sábado , o que não acontece. Isso só comprova que Deus é uma intuição humana e na verdade Deus nunca se revelou a ninguém.Tudo isso é invenção do homem , não digo que com intenções más, pelo contrário , até para guiar o povo segundo princípios que se entendia como os mais certos.Se Deus mesmo tivesse aparecido e se revelado para esses povos todos , segundo a sua vontade , em todos os livros sagrados teriam essa mesma vontade de Deus , de não trabalhar aos sábados.Isso tudo só confirma que Deus nunca se deu a conhecer a ninguém. Que é tudo coisa do homem. ” O homem é a medida de todas as coisas ” Já dizia um antigo filósofo , e é a mais pura verdade. Por que Deus para um povo iria se revelar de uma forma e para outros povos , se revelar de outra forma ? Deus não teria várias caras… Isso tudo até põe em dúvida se existe de fato Deus…

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