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Os 144 mil são os únicos que irão para o céu?

11 de abril de 2012

Há muita especulação em torno da definição dos 144.000. Este tema permite uma gama de diferentes interpretações onde muitos torcem o sentido bíblico segundo suas carências ou conveniências.

“Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.” Apocalipse 7:4.
“Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.
São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro;” Apocalipse 14:1 e 4
A sua pergunta tem sido causa de muita controvérsia pois há muita especulação em torno da definição dos 144.000. Este tema permite uma gama de diferentes interpretações onde muitos torcem o sentido bíblico segundo suas carências ou conveniências.
Contudo, há dois pontos que podemos desde o início deixar bem claros:
1º – O 144.000 é um número simbólico;
2º – este é um grupo especial entre a inumerável multidão dos salvos que estarão vivos quando Jesus voltar.
144.000 é um número múltiplo de 4 e de 12, que em profecia é um símbolo de amplitude da origem dos que serão selados, ou seja, de todas as nações gentílicas da Terra. Na Bíblia nós temos 12 patriarcas, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos, 12 fundamentos, 12 portais etc.. Temos também os 4 anjos segurando os 4 ventos dos 4 cantos da Terra, reforçando assim a ideia de plenitude.
Uma profecia não pode ser interpretada como sendo parcialmente literal e parcialmente simbólica. Ou é uma ou outra. Caso alguém queira dar um sentido totalmente literal, terá que assumir então que os salvos serão apenas os filhos de Israel, os judeus, e que o número de salvos de cada tribo é exatamente idêntico. Isto logicamente é inadmissível, inclusive pelo fato que a maioria das tribos de Israel desapareceram completamente, perdendo assim suas distinções tribais.
Essa interpretação, portanto, carece de base bíblica e de fundamentação histórica, pois (1) as tribos mencionadas em Apocalipse 7:1-8 não são exatamente as mesmas que aparecem na promessa de Ezequiel 48:1-8, 23-29 (ver também Gênesis 49:1-28); (2) seria praticamente impossível reunir ainda hoje “doze mil pessoas de cada tribo de Israel, uma vez que tais distinções tribais desapareceram quase que em sua totalidade, devido à deportação compulsória e miscigenação das tribos do norte (ver 2 Reis 17); e (3) no Novo Testamento a salvação “em Cristo” desfaz toda e qualquer distinção étnica (ver Gálatas 3:26-29). Diante disso, somos levados à conclusão de que os 144 mil serão formados pela última geração do povo remanescente de Deus, também chamado de Israel espiritual (ver Romanos 9:6-8; 1 Pedro 2:9 e 10).
No capítulo 7 de Apocalipse, temos a descrição da grande multidão dos salvos, a qual ninguém pode enumerá-la e dentre eles estão os 144.000.
Eles (144.000) são apresentados como sendo as primícias dos salvos. Os antigos israelitas ofereciam a Deus a primeira amostra dos frutos da terra, como uma oferta de gratidão a Deus pela colheita que seguiria. Assim, os 144.000 são uma pequena amostra da “inumerável” multidão que será salva.
Os 144 mil aparecem como a última geração dos verdadeiros adoradores de Deus (verso 7), que “guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (verso 12), em contraste com aqueles que adoram “a besta e a sua imagem” e recebem “a sua marca na fronte ou sobre a mão” (versos 9-11).
A Bíblia diz que eles não se contaminaram com “mulheres”. No final dos tempos quando a união dos elementos religiosos simbolizados por “mulheres” se realizar, eles exercerão uma pressão indescritível sobre os santos para que renunciem sua fidelidade a Deus e a Seus mandamentos e se unam a igreja apóstata. Qualquer concessão a este poder seria uma contaminação doutrinária, uma traição a Deus, mas de acordo com a profecia os santos não cederam e estão em pé vitoriosamente sobre o monte Sião.
A outra característica de caráter é que eles são imaculados, e em sua boca não se achou nenhum engano. Agora, em Romanos Paulo nos diz que não há um justo sequer. Sendo assim, como então poderá alguém ter um caráter imaculado e estar em pé diante do Cordeiro? O que podemos entender com esta declaração, é que eles são cristãos autênticos e que conseguiram este caráter pelo poder transformador do evangelho. Ou seja, são pessoas que compreendem o que é justificação pela fé e se apoderam deste benefício oferecido por Cristo, e são cobertos com o manto de Sua justiça.
Eles são santos não porque possuem uma vida isenta de pecados, mas porque foram justificados pela graça de Cristo através de um relacionamento diário com Ele. É em função desta convivência que os 144.000 conseguem refletir o caráter de Cristo. “Pela contemplação somos transformados”, e se contemplamos a Cristo diariamente, refletiremos o Seu caráter. Note que eles não possuem um caráter igual ao de Cristo, mas que refletem este caráter por estarem em sintonia com Jesus.
Cremos que estes aspectos são realmente merecedores da nossa atenção.
Nossa preocupação contudo não deve ser se faremos ou não parte deste grupo, mas sim em centralizar em nossa ligação com Cristo, pois apenas através desta comunhão, como um galho ligado ao tronco, que poderemos produzir frutos de justiça. Esta é nossa única fonte de segurança e a única maneira de assegurar nossa vitória.
Esperamos ter respondido satisfatoriamente sua dúvida. Caso ainda tenha alguma sinta-se livre para nos procurar. Que o seu interesse pela verdade seja sempre crescente e que o amor de Jesus seja a grande motivação da sua vida.
[Equipe Bíblia.com]

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