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Veneração, adoração ou idolatria de nossa senhora?

12 de outubro de 2012

A veneração também é idolatria, pois outra pessoa está ocupando um lugar que pertence única e exclusivamente a Deus.

Adoração e veneração católica

Num material sobre o catolicismo em relação ao culto aos santos, verificamos na argumentação do autor, que há contradição com o que ele mesmo afirma e que não condiz com a verdade. Primeiramente ele diz que “… os santos não recebem culto de adoração, mas sim culto de veneração…” que “… ao utilizar a palavra ‘veneração’ para descrever o culto aos santos, exclui absolutamente o sentido de adoração…” e que “a imagem esculpida de um santo, serve para que nos lembremos dele, e não nos prostrarmos em atitude de adoração…”.

Digamos que ele estivesse certo ao afirmar que “adoração” é diferente de “veneração”. Mesmo assim, a Palavra de Deus condenaria seu posicionamento: “… Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mateus 4:10, grifo meu). Ora, se as Escrituras dizem que “só a Ele devemos dar culto”, mesmo uma criança percebe que isto envolve qualquer tipo de culto, inclusive “cultos de veneração”. Por aí se vê a fragilidade da argumentação do autor.

Entretanto, não há diferença entre adorar e venerar, desde que muitos católicos ajoelham-se diante destas imagens. A veneração também é idolatria, pois outra pessoa está ocupando um lugar que pertence única e exclusivamente a Deus. Gostaria que o escritor católico provasse-me na Bíblia que Deus apóia a “veneração aos santos” ou que um dia Jesus ou os apóstolos tenham ensinado uma barbaridade dessas. Nossos irmãos devem ser alvo de nosso amor (Romanos 12:12) e não veneração. Prova disto é que encontramos no fato de o apóstolo Pedro, considerado pela igreja Católica como sendo o “primeiro papa”, não ter aceitado que Cornélio ficasse de joelhos perante ele: “Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem” (Atos 10:25-26). Nem mesmo um anjo permitiu que o apóstolo João ficasse de joelhos em sua presença:

Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus (Apocalipse 22:8-9).

Será que Pedro e o anjo não sabiam que “era permitido por Deus venerar santos”? Por que eles não disseram: “ao invés de adorar-me, venere-me…”? Se de acordo com o apóstolo Pedro e aquele anjo que apareceu a João não se deve ajoelhar-se perante qualquer criatura, imagine fazê-lo perante uma imagem! Já que o escritor não aceita a definição de que venerar é também adorar, terá de pelo menos acatar com a idéia de que venerar significa reverenciar. Sendo que no Novo Testamento as palavras “adorou” e “adorá-lo” (Atos 10:26 e também em Apocalipse 22:8 e 9) provêm da palavra grega proskunew (proskuneo) que significa “ajoelhar-se ou prostrar-se, prestar homenagem ou reverência a alguém, seja para expressar respeito ou para suplicar” (Léxico Grego de Strong), a tese católica de que se pode “reverenciar” um santo cai por terra. Daqui não há como fugir: ou aceitamos o que a Bíblia diz de acordo com o original ou rejeitamos a doutrina católica. Prefiro ficar com a Palavra de Deus, pois Jesus disse que “… em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:9).

Textos distorcidos

Vejamos o verdadeiro significado de alguns dos textos mal utilizados pelo catolicismo:

Mateus 10:40: “Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe aquele que me enviou” (Mateus 10:40). Usar este texto a fim de dizer que Cristo estava apoiando o culto prestado aos santos é fazer uso de um processo desonesto conhecido como “eisegese” (o contrário de exegese), caracterizado por colocar-se idéias alheias num texto.

Jesus está falando aos discípulos, pessoas reais e não imagens, pregadores do evangelho, que qualquer pessoa que os recebesse bem estaria recepcionando-o também. Os versos 41 e 42 não deixam dúvidas quanto isto. A idéia de que outros seriam beneficiados se “recebessem imagens” dos santos nem passa pela cabeça do Salvador.

Êxodo 25:18-20 e Números 21: 8 e 9:

Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório, estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. Disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá. Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava.

Estes versos (entre outros) não estão nos incentivando a transgredir o segundo mandamento da lei de Deus, que é imutável (Mateus 5:17, 18; Isaías 40:8; Romanos 3:31; Hebreus 13:8 diz que Jesus não muda.). Deus orientou que fossem feitas imagens de anjos para ensinar ao povo verdades a respeito de Seu plano de salvação através do ritual do santuário. Estas imagens, contendo os anjos com o rosto voltado para a arca, simbolizavam a “reverência dos anjos para com Deus e Sua lei”; já sua presença (das imagens) no santuário representava a “ação e interesse dos anjos no plano de salvação” (Hebreus 1:14). Não esquecer que em Hebreus 1:8-14 Deus manda-nos adorar a Jesus, e não aos anjos. Eles são criaturas e não devem ser cultuados. Só Deus (Mateus 4:10). Portanto, estas imagens não eram para ser adoradas, mas para ensinar ao povo verdades espirituais. Apesar de Deus não ser contra a arte, onde na Bíblia é orientado que devemos adorar ou reverenciar estas esculturas?

A serpente de bronze também não foi feita para ser adorada ou reverenciada. A própria Escritura explica o significado daquele acontecimento: “E do modo porque Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (João 3:14 e 15). Percebemos que não foi intuito de Deus que os israelitas adorassem a imagem, mas sim que olhassem para ela para serem curados do veneno das serpentes que os atacaram. (Nisto está implícito o exercer fé no que Deus diz). Olhar era uma evidência de fé no Deus que havia ordenado ela ser erguida no deserto para a cura do seu povo. Por quê? Pelo motivo de que “olhar” para a serpente de bronze simbolizava “olhar para Cristo”. Da mesma forma que povo de Israel foi salvo por ter olhado para a serpente de bronze levantada no deserto, nós seremos salvos se olharmos para Jesus cristo erguido na cruz do Calvário. A Bíblia proíbe que adoremos (ou veneremos) qualquer tipo de imagem “humana” ou “divina”:

Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo, para que não vos corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher, semelhança de algum animal que há na terra, semelhança de algum volátil que voa pelos céus, semelhança de algum animal que rasteja sobre a terra, semelhança de algum peixe que há nas águas debaixo da terra (Deuteronômio 4:15-18).

Mais claro impossível: não devemos fazer imagens para adorar ou venerar que tenham semelhança de homens, animais ou de Deus. Para quê? De acordo com o verso 16, para que não nos corrompamos. Diz o Senhor: “Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, ás imagens de escultura” (Isaías 42:8). Ele não admite ser comparado a uma imagem de escultura, pois Sua glória é infinita. É uma blasfêmia comparar a Deus com uma estátua, que não fala nem vê: “Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com Ele?” (Isaías 40:18). Continua: “Envergonhar-se-ão e serão confundidos todos eles, cairão, a uma, em ignomínia, os que fabricam ídolos” (Isaías 45:16). Por que serão envergonhados? Paulo responde:

… porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança de imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si, pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito para todo sempre. Amém.

 Que objetividade! Paulo condena a idolatria e os homens que “mudam a glória incorruptível de Deus pela glória corruptível dos homens”! Certamente este ensino de Paulo não se aplica apenas aos Romanos, pois ainda hoje muitos estão “adorando e servindo a criatura em lugar do Criador”.

Na Volta de Jesus os ídolos serão destruídos (Isaías 2:18) e os idólatras meterão seus ídolos nas fendas das montanhas pelo pavor da glória do Senhor (Isaías 2:17-21) porque irão reconhecer que foi vã a adoração deles (Isaías 44:18-20; Salmo 115; 135:15-18; Jeremias 10:6-16). Aconselho aos amigos católicos que não menosprezem a advertência de Apocalipse 22:15, pois Deus os ama muito: “Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Apocalipse 22:15).

Equipe Biblia.com.br

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