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a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u v x z

Morrer uma só vez, vindo depois o juízo

Como entender Hebreus 9:27 quando afirma que “ao homem está ordenado morrer uma só vez?”

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hebreus 9:28).

A menção ao fato de Cristo morrer uma vez sugere, sem dúvida, que também as pessoas morrem uma só vez nesta terra. Por causa do pecado de Adão, a morte passou a todos os homens (Romanos 5:12). Está ordenado que as pessoas morram uma só vez antes do julgamento; mas isto não contradiz a ideia de que se o julgamento os condenar, tenham que morrer outra vez (Apocalipse 20:15). O termo “ordenado” empregado no texto grego é “apokeimai” e significa “ser guardado”, “colocado à parte”, “ser reservado”, “estar à espera de” (comparar com Lucas 19:20; Colossenses 1:5; 2 Timóteo 4:8). Nesse sentido a morte é um período de espera, na qual não há consciência de coisa alguma (Eclesiastes 9:5), mas ainda não é o fim. Haverá duas ressurreições: a primeira ocorrerá por ocasião da segunda vinda de Cristo e está reservada para os salvos que receberão a vida eterna; a segunda será para os ímpios, para o juízo de condenação, que ocorrerá depois do milênio (João 5:28, 29; cf. 1 Tessalonicenses 4:16; Apocalipse 20:5).

A Bíblia ensina que um dia todos teremos que comparecer ante o tribunal de Cristo (2 Coríntios 5: 10).  Este fato se menciona aqui aparentemente para mostrar um paralelo com a obra de Cristo, cuja primeira vinda não seria Sua última, pois virá “pela segunda vez” (verso 28).

O texto ensina de maneira muito clara que não existe reencarnação e que a recompensa não ocorre imediatamente após a morte (ver Lucas 14:14). Todos terão de comparecer diante do tribunal divino. Somente na volta de Jesus os salvos serão ressuscitados para receber a recompensa da vida eterna. Nesta ocasião a Terra sofrerá violentos impactos catastróficos (2 Pedro 3:10), todos os ímpios morrerão pela manifestação da vinda gloriosa de Cristo (2 Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 6:16, 17) e estarão reservados para o juízo de condenação final que ocorrerá depois dos mil anos conforme descrito em Apocalipse 20 (ver versos 5, 6, 12-15; cf. João 5:28, 29). O presente é o tempo que possuímos para nos prepar para o evento que há de ser o mais feliz de toda a nossa vida – a volta de Jesus. Prepare-se, pois Cristo prometeu: “Certamente, venho sem demora!” (Apocalipse 22:20).

Equipe Biblia.com.br

  • Afonso disse:

    gostaria de saber como os judeus que viverem no milênio irão fazer parte da nova Jerusalém ou seja Cristo vira e vai livra os judeus do anticristo onde os judeus reconhecera que Cristo é o Messias, após Cristo estabelecerá o milênio quando terminar o período do milênio os judeus que participaram do milênio irão morrer para viverem eternamente na nova Jerusalém? sendo que cabe ao homem viver e morrer por favor gostaria da resposta obr.

    • Moderador disse:

      Olá, Afonso!
      No Milênio os salvos de todos os povos estarão no Céu, (Leia Apocalipse 20 e 21). Para Deus não há diferença de nacionalidade.
      “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam.” Romanos 10:12
      A salvação está disponível a todos os que a aceitarem. Os salvos vivos serão transformados na volta de Jesus para junto com os salvos mortos ressuscitados e transformados subirem para o Céu (1 Coríntios 15:51-58 e 1 Tessalonicenses 4:13-18) onde irão passar o milênio.
      Faça um estudo sobre o Apocalipse para se aprofundar nesse assunto. Acesse http://biblia.com.br e comece já!

  • MIRIAN BLEZINS disse:

    Parabéns amigo. Estudo muito esclarecedor. Eu já acreditava desta maneira, mas precisava anotar passagens bíblicas para tirar dúvidas de um parente. Seu artigo foi muito útil. Deus te abençoe muito para que possa continuar a dividir seus conhecimentos.

  • juliana disse:

    e alma que vai para o inferno você não leu apocalipse 20 e versículo 11 e 15.

    • debora disse:

      Juliana,

      Isso é no final, depois do julgamento e depois do milênio.
      Essa será a destruição final do mal, do pecado e daqueles que abrigaram o pecado no coração.
      É o momento onde todos os ímpios serão lançados no “lago de fogo e enxofre”, para a “segunda morte.” (versos 10, 14 e 15).
      Mas não existe um inferno eterno.

      A doutrina que ensina a existência de um “inferno de fogo” tem preocupado muitas pessoas de todas as eras. Pensadores têm rejeitado o cristianismo por causa de tal crença; jovens têm abandonado a religião, pois pensam: “não posso crer em um Deus que, para demonstrar Sua justiça, tenha de atormentar eternamente a alma de alguém no fogo; Ele não pode existir…”. Tudo isso poderia ser evitado, caso fosse feito um estudo correto, sincero e fiel da Bíblia e se fossem usadas devidamente a regras de interpretação do verso bíblico antes de tirar uma conclusão definitiva – uma dessas regras de estudo da Bíblia é: levar em conta todos os textos das Escrituras que tratam do mesmo assunto (Is 28:10).
      Este estudo irá analisar, entre outras coisas:

      • O que é o “inferno” de acordo com o ensino bíblico;
      • Qual o correto significado de alguns dos textos que mencionam a palavra “inferno”;
      • O “inferno” de fogo existe hoje ou existirá em um futuro e por quanto tempo;
      Antes disso, é importante destacar o que a Bíblia ensina sobre o estado do homem na morte.

      Quando a Bíblia usa a palavra “inferno” no sentido de fogo, o faz referindo-se ao lago de fogo no fim; e este lago, não será eterno na duração do castigo, mas, nas consequências.
      Deve-se destacar que esse texto diz que a morte e o inferno serão lançados no lago de fogo. Se tomarmos o verso como sendo literal, teremos de admitir que a morte é alguém ou que Deus irá lançar fogo dentro do fogo (pois diz que o inferno será lançado no lago de fogo). Isso não teria sentido algum!

      “Ao mesmo tempo em que é evidente que os ímpios sofrerão uma terrível sorte, com punição e tormento correspondentes a sua culpa, também é certo que haverá um fim do pecado e pecadores. Um inferno ardendo eternamente cheio de criaturas histéricas, que blasfemam, incessantemente atormentadas, seria uma perpetuação e não um fim ao pecado e ao sofrimento. Em vez de pôr fim à tragédia humana, seria uma terrível perpetuação e aumento dela, sem finalidade e sem propósito” .

      O sofrimento de alguns pecadores ao queimarem, sem dúvida, durará um período de vários dias e noites (Ap 20:10), porque cada pessoa ímpia será recompensada “conforme as suas obras” (Mt 16:27).

      Paz!

  • LauroRM disse:

    O assunto da morte é bastante conturbado e para muitos é temido. Isso acontece porque as religiões insistem em ensinar aquilo que não é a verdade ou ainda devido a não saber interpretar o que Jesus disse. A morte do corpo só existe uma vez, depois vem a vida espiritual, essa vive para sempre. Mas se aqui nessa vida ficamos devendo algo, se fizemos coisas erradas, ou ainda deixamos de fazer o que deveríamos fazer, Jesus nos dá a chance de uma nova vida, o reencarne em outro corpo. Temos essa oportunidade, que nos foi dado pelo criador ´para nos purificarmos, aprendermos as leis da vida e para melhorar nossa existência, para quem sabe um dia, chegarmos perto de Jesus. Essa história que disseram que Jesus vai nos salvar e que virá julgar os vivos e os mortos, é pura inverdade. Para chegarmos perto de Jesus, serão necessários muitas vidas… afinal o homem está anos luz da purificação que tem Jesus, imagina se nós apenas morrendo iremos encontrá-lo… caiam na real! Outra coisa: é bom que se diga que a morte não existe, existe sim é o reencarne, sai o corpo fica o espírito que vive para sempre. Outras coisa que muitas pessoas confundem, Deus é uma coisa, Jesus é outra. Deus não é um ser humano e sim uma grande energia e nós somos energia, afinal somos criação de Deus. Jesus sim foi um homem que esteve na Terra com a missão de ensinar o amor ao próximo, para que nós vivêssemos em harmonia. Ele esteve aqui na Terra com dois objetivos: ensinar que devemos amar o próximo como amamos a nós mesmos e praticar a caridade moral. O que é caridade moral? é vc se doar em favor do seu irmão,(somos todos irmãos)exemplo: ir visitar um doente no hospital, um idoso abandonado num asilo ou uma criança abandonada num orfanato são atitudes bem claras de caridade moral, é isso que Jesus quer de nós.Isso é amar o próximo! Quer ficar em dia com as leis de Deus? faça isso e Jesus te recompensará, o que adianta ficar estudando a bíblia se não pratica as duas principais coisas que Jesus quer de nós? Porque o Mundo vive em desordem com tanta violência urbana? porque as pessoas só se preocupam com elas mesmas e se puderem passam em cima dos outros para conseguir o que querem. Nunca é demais lembrar que religião nenhuma salva ninguém, o que nos salva são nossas atitudes aqui nessa vida, porque essa é só uma passagem, ela serve de aprendizado para vc levar para a vida espiritual, tudo que nessa vida passará e tudo aqui ficará, vc só levará as suas atitudes, as boas e as ruins. Uma pergunta, porque as pessoas falam tanto Deus, em Jesus, ai meu Deus, ai meu Deus, se nem para perdoar um irmão vc serve!

  • Rafael disse:

    A ideia mais importante que a bíblia nos ensina eque Deus no ama e enviou o seu filho a terra pra salvar a nós.

  • Você deu um estudo muito bom,continue assim,sei que sempre irão surgir duvidas de alguém,mas pra mim foi bastante verdadeiro,que a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo seja com você meu irmão!!!!

  • JOSE SILVA ALVES disse:

    Que maravilha conhecer mais os ensinamentos Bíblico. Quando eu tenho a oportunidade de ler e me aprofundar no conhecimento espiritual, biblicamente falando, eu me sinto até que parece que estou flutuando e chega até parecer que estou vivendo no momento, a mesma situação e começo a lembrar das outras pessoas que não levam a sério essa passagens bíblica. Eu penso em meus familiares, nas pessoas que viva uma vida distante dessas realidades e sinto muita dó. Mas vivo intercedendo por todos.
    Eu agradeço o meu Senhor e Salvador Jesus Cristo por esta oportunidade e peço ainda que ELE nunca me deixe distanciar D’Ele.

  • Noelia disse:

    Aprendi muito com a explicação.

  • AMANDA STIFANY disse:

    Então Em Lucas 16 Jesus estava mentindo quando proferiu a parabola de Lazaro e o rico? A intenção era enganar os discipulos ? Porque Ele diria algo que não acontecia no reino espiritual ?
    o que você me diz sobre o seio de Abrãao e o Ades ? Eles também não existem ?

    • Instrutor disse:

      Veja querida irmã, Jesus em nenhum momento mentiu, porque sabemos que o pai da mentira é satanás. Alguns pensam que a história contada por Cristo, do rico e de Lázaro, prova a imortalidade da alma. (Veja-se S. Lucas 16:19-31).
      Esta história nada diz sobre almas imortais partindo do corpo dos mortos. Ao contrário, o rico após a morte tinha “olhos” e “língua”, isto é, partes muito reais do corpo. Ele pedira que Lázaro “molhasse na água a ponta do seu dedo”. Se a narrativa deve ser tomada literalmente, então os bons e maus, após a morte, não se transformam em espíritos intangíveis, mas vão para lugares da sua recompensa como seres reais, na posse de seus membros. No entanto, como poderiam eles ir para lá em corpo, uma vez que este havia sido inumado na sepultura?
      Ainda, se isto é um relato literal, então o céu e o inferno se encontram bastante próximo para permitir uma conversação entre os habitantes de ambos os lugares – situação um tanto indesejável, pelos menos.
      Se os que crêem na imortalidade inerente pretendem que esse seja um quadro literal da geografia do Céu e do Inferno, devem então aceitar também literalmente o texto referente às “almas debaixo do altar” clamando por vingança contra seus perseguidores. (Veja-se Apocalipse 6:9-11). Se os justos podem ver os ímpios em tortura, que necessidade têm de clamar por vingança?
      Quando o rico pediu que a Lázaro se mandasse voltar à Terra a fim de avisar a outros quanto ao inferno, Abraão respondeu: “Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos”. E: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite”. (Vs. 29 e 31). A narrativa, portanto, em parte nenhuma fala de espíritos desincorporados, nem que voltem para avisar os homens. Ao contrário, quando fala nessa volta usa o termo “ressuscitar”.
      A fim de evitar a crença de que os espíritos têm corpos e que o Céu e o inferno estão realmente bastante próximos para permitir uma conversação, porventura deseja o arguente considerar agora essa narrativa uma mera parábola? Neste caso lembrá-lo-íamos de que os teólogos unanimente concordam em que não se podem alicerçar doutrinas sobre parábolas ou alegorias. Uma parábola, como outras ilustrações, é geralmente usada para tornar claro um determinado assunto. Procurar formar doutrinas de qualquer porção da narrativa resultaria em absurdo, ou mesmo perfeita contradição. É fora de dúvida que procurar na ilustração a prova para uma crença que seja o extremo oposto da que defende o próprio autor da ilustração, seria violar os mais rudimentares princípios que regem o assunto.
      Nós afirmamos que o argüente, ao usar esta parábola para provar que os homens recebem sua recompensa ao morrer, coloca Cristo em situação de contradizer-se a Si próprio.
      Em outra parte Cristo declara explicitamente qual o tempo em que os justos receberão sua recompensa e os ímpios serão lançados no fogo consumidor: ” E quando o Filho do homem vier em Sua glória … todas as nações serão reunidas diante Dele;… então dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino… Então dirá também aos que estiverem à Sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”. S. Mateus 25:31-41.

      Não há necessidade que volte alguém para dar aviso sobre o destino depois da morte, porque os vivos “têm Moisés e os profetas; ouçam-nos”.
      Nós, os vivos, somos portanto certamente justificados em compreender a parábola em harmonia com o que os profetas têm dito. Malaquias, por exemplo, declara que “aquele dia vem” (é um acontecimento futuro) em que os ímpios sofrerão os tormentos do fogo abrasador. (Veja-se malaquias 4:1-3.) Os escritos do Velho Testamento são muito explícitos em afirmar que os mortos, justos ou ímpios, descansam em silêncio e inconsciência na sepultura até o dia da ressurreição (Vejam-se Jó 14:1, 12-5, 20 e 21; 17:13, 19:25-27; Eclesiastes 9:3-6 e 10).
      Portanto, se o argüente passa a declarar ser a história uma parábola ou alegoria, isso não vem mais em seu auxílio do que se a tomasse como sendo literal, a não ser que queira manter a pretensão insustentável de que uma determinada porção de um relato figurado deva ser tomada literalmente, embora represente isso uma contradição direta às afirmações literais de “Moisés e os profetas” e Cristo (em S. Mateus 25).
      A história é uma parábola, tendo sido este o método usualmente empregado por Cristo nos Seus ensinos, muito embora aqui como em vários outros exemplos, Ele não afirme isso especificamente. Por isso procuramos saber justamente qual a lição que Cristo pretendia ensinar, e não tentamos fazer com que a parábola prove qualquer coisa além disso. Evidentemente, Cristo estava desejoso de repreender os fariseus, “que eram avarentos”. S.Lucas 16:14. Eles, em verdade bem como muitos dos judeus, mantinham a crença de que as riquezas eram um sinal do favor de Deus, e a pobreza um indício do Seu desagrado. Cristo ministrou-lhes a importante lição de que a recompensa que aguarda os ricos avarentos – os quais nada mais reservam para os pobres do que migalhas de pão – é justamente o oposto ao que os judeus acreditavam.
      Isto é o que a parábola pretende ensinar. Seria tão incoerente pretendermos que Cristo ensinasse por ela que os justos fossem literalmente para o “seio de Abraão”, e que o Céu e o inferno estivessem a uma distância ao alcance da voz, como deduzirmos que Ele ensinasse ser a recompensa concedida imediatamente após a morte. Cristo protegeu esta lição que estava ministrando aos judeus, contra a dedução de conclusões errôneas, apresentando-a em forma de uma história.
      Ao empregar a linguagem alegórica bem podia Ele apresentar os inconscientes mortos mantendo uma conversação, sem forçar a conclusão de que os mortos estivessem conscientes. Em outra parte da Bíblia encontramos a vívida parábola das árvores que “foram uma vez a ungir para si um rei” e mantiveram entre si uma conversação. (Vejam-se Juízes 9:7-15; II Reis 14:9). Por que não tentar provar por essa parábola que as árvores falam e que elas têm reis? Não, isso seria querer fazê-la provar mais do que era a intenção do autor. Concordamos. A mesma regra aplica-se à parábola do rico e Lázaro.
      A vida eterna é uma realidade unicamente em Cristo Jesus. Qualquer tipo de vida ou fagulha de imortalidade sem Cristo é pretensiosa, pois só Deus é imortal (I Tim. 6:16).
      Hades, o além, o mundo subterrâneo dos mortos é traduzido também por inferno.

      Na LXX, Hades ocorre mais de 100 vezes, na maioria das vezes para traduzir o hebraico Sheol, o mundo subterrâneo que recebe todos os mortos. É uma terra de trevas, onde não há lembrança de Deus (Jo 10:21-22, 26:5, Sl 6:5, 30:9 [LXX 29:9], 15:17 [LXX 13:25], Pv 1:12, 27:20, Isa 5:14).

      Portanto, para compreendermos o significado real de Hades é necessário estudarmos o significado de Sheol no AntigoTestamento.

      Sheol: Sepultura, inferno, cova.3 O vocábulo não ocorre fora do A.T, à exceção de uma única vez é nos papiros judaicos de Elefantina, em que é usado com o sentido de Sepultura.4A palavra obviamente se refere de alguma maneira ao lugar dos mortos.

      Há grande divergência de opinião acerca do significado do termo, o que é em parte causado por diferentes maneiras de entender o ensino do Antigo Testamento sobre a questão da morte e ressurreição.

      Um dos problemas de Sheol é que homens tantos bons (Jacó, Gn 37:35) quantos maus (Core, Data, etc., Nm 16:30) vão para lá. Mas a melhor tradução para Sheol parece ser “sepultura”. De acordo com o seu uso na Bíblia.

      No judaísmo rabínico, sob influência persa e helênica apareceu a doutrina da imortalidade da alma, alterando-se, assim, o conceito de Hades. A atestação mais antiga desta doutrina é em Enoque 22.

      Um fator contribuinte neste ponto é a substituição da doutrina neotestamentária da ressurreição dos mortos (1Co 15) pela doutrina grega da imortalidade da alma. Assim acontece no cristianismo irrefletido, que fracassa por não perguntar se a crença se fundamenta no N.T ou no pensamento grego pagão.

      Ao chamar Abraão de Pai Abraão (16:24, 27 e 30), o rico está apelando para a afinidade sangüínea com o Pai desta Nação. Entretanto, essa atividade genética, física, especialmente na teologia de Lucas (3:8), nada significa. Segundo uma lenda judaica, Abraão estará sentado à entrada do inferno a fim de certificar-se de que nenhum israelita circuncidado seja atirado ali. Entretanto, até mesmo para os israelitas sentenciados a passar algum tempo no inferno, Abraão detém a autoridade de retirá-los de lá e recepcioná-los, encaminhando-os ao céu. Provavelmente essas tradições deram ao rico da parábola a esperança de que Abraão pudesse confortá-lo.

      Seio (de Abraão), kolpon, em Lucas 16:22, aparece no caso acusativo, singular masculino. Como região, enseada, o mesmo sentido usado em Jo 1:18.

      Três expressões eram comumente usadas entre os Judeus para expressar o futuro estado da bem-aventurança, a saber: 1 – o Jardim do Éden (ou paraíso), 2 – o trono da glória, e 3 – o seio de Abraão. Na parábola do Rico e Lázaro (Lc 16:20), é usada a terceira dessas expressões, a qual também era a mais comumente usada entre as três.

      Para os judeus, a comunidade do AntigoTestamento o termo:Hêq, sulco, dobra, colo, regaço, seio. Possuía uma variedade de idéias abstratas e figurativas.

      É usado para enfatizar a intimidade familiar (Dt 28:54). O cuidado atencioso e o desvelo podem ser por ele expresso, como no caso do desvelo da viúva para com seu filho enfermo (I Rs 17:19) e da promessa divina de carregar seu povo junto ao seio (Isa 40:11). Colocar as esposas do rei morto ou deposto no regaço do novo rei representava a autoridade desse monarca (II Sm 12:8, cf. também II Sm 16:20-23), Noemi colocou formalmente o filho de Rute no seu regaço como símbolo de que o menino era seu legítimo herdeiro (e também herdeiro de seu falecido marido) Rt 4:16.1Portanto este termo poderia significar: hospede favorecido do céu.

      A idéia de filiação era um importante conceito judaico sobre a salvação.3 Um homem justo ou justificado é um filho de Abraão, que está sendo transformado à imagem do Filho (Rm 8:29, II Co 3:18), alguém que terminará por participar de toda a plenitude de Deus(Ef 3:19) e de sua natureza divina (II Pe 2:4).

      Na passagem de João 18:23 nota-se que jazer no seio era o lugar dos convivas mais favorecidos. A expressão “seio de Abraão” do N.T transmite a idéia de consolo, paz e segurança, visto que Abraão, como progenitor da nação judaica, naturalmente preocupava-se com o bem estar de todos os seus descendentes.
      O que pensa sobre isso? Nos diga a sua opinião que é muito importante para nós, que Deus abençoe muito a sua vida, um grande abraço.

  • jaime sales nascimento disse:

    quando morremos (conforme vimos no início deste texto) perdemos totalmente a consciência} E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.
    E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.
    E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
    Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
    E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
    E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai
    Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.
    Lucas 16:22-28 entao existe inferno depois da morte e conciencia do que vc fez

  • celso disse:

    DEscupe nao concordo vc esta errado se morre uma unica vez sim mais se tem uma vida espiritual sim cristo esteve no mundo espiritual e pregou aos espiritos em prissao curisto no monte da transficuraçao recebeu visita de moises que todos sabem ja a via morrido em apocalipse mosytra os santos no mundo espiritual pedindo por justiça.
    O mal de hoje em dia e o fato de todos olharem para as escritural de forma religiosa pois cada um e condicionado por suas igrejas a seguir uma linha de ideias erradas e sobre lazaro nao ter falado nada nao podemos esquecer que muito da biblia se perdeu ao longo dos segulos e ainda teve o tratado de niceia que manipulou o que ia ter ou nao na biblia

    • Instrutor disse:

      Respeitamos sua opinião querido irmão, gostaríamos que desse uma olhada neste site, que nos mostra algumas coisas interessantes sobre I Pedro 3:19, onde nos mostra sobre esta parte que foi pregada aos espíritos, acesse http://setimodia.wordpress.com/2011/08/29/pregar-aos-espiritos-em-prisao-1-pedro-319/
      Deuteronômio 34:5-7 afirma explicitamente que Moisés morreu com “a idade de cento e vinte anos” (a.C. 1405), e que o Senhor “o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor”. Lucas 9:30 e 31, por sua vez, declara que o diálogo da transfiguração foi sobre a futura morte de Cristo em Jerusalém (ver Lc 10:31-33), e não a respeito de outra morte de Moisés.
      O aparecimento de Elias e Moisés no evento da transfiguração foi genuíno e possível pelos fatos (1) de Elias haver sido trasladado vivo ao Céu, sem provar a morte (II Rs 2:9-12), e (2) de Moisés haver sido previamente ressuscitado dos mortos e levado para o Céu, como sugere a declaração de que certa ocasião o arcanjo Miguel disputou com o diabo a posse “do corpo de Moisés” (Jd 9).
      Qualquer tentativa de justificar a teoria espírita da reencarnação, com base no relato da transfiguração, está em direta oposição ao claro ensinamento bíblico de que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez vindo depois disso o juízo” (Hb 9:27). As Escrituras não reconhecem como autênticas quaisquer comunicações com mortos que não foram previamente ressuscitados de forma corpórea e literal. Manifestações espirituais de mortos nãoressuscitados são identificadas como enganosas contrafações satânicas (ver I Sm 28:1-25; Is
      8:19 e 20; Ap 21:8).
      NOs diga a sua opinião a respeito, que Deus abençoe muito a sua vida, um grande abraço.

  • mariana disse:

    adorei. obrigada.

    • Instrutor disse:

      Conte sempre conosco querida irmã, a Palavra de Deus é maravilhosa e sempre nos orienta em todos sentidos, que Deus abençoe muito você, um grande abraço.

  • Camila disse:

    Olá abençodo! Continue pedindo com muita humildade, e discernimento para entender Lindíssima e Explendorosa VONTDE DE DEUS, em noss vida!
    O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer, e com o meu cântico o louvarei.
    Salmos 28:7

  • Ótima explicação do estudo sobre morrer e viver somente uma vez.Muito bom Deus continue te abrilhantando com as explicações.Obrigado;Tony um abraço.

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