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Por que Deus perdoou Jacó se Ele abomina a mentira?

Mentira

11 de abril de 2012

Lembremos rapidamente do ocorrido. Esaú, ao voltar da caça, descobriu a mentira que seu irmão tinha feito, e, pior: viu que perdera o direito à primogenitura (Gênesis 27:34-36). A mentira foi revelada e demonstrou ter mesmo “pernas curtas”. Como resultado de sua escolha, Jacó viveu errante por muito tempo. Pagou o preço da mentira ao levar consigo uma angústia insaciável, até que teve um encontro com Cristo numa luta de madrugada no Vale de Jaboque (Gênesis 32:22-32). Ali, seu coração estava desnudado, reconhecia seu erro cometido no passado e sabia que isso poderia lhe custar a vida. Ele desejava ter a certeza do perdão divino, e naquele encontro noturno disse à Pessoa com quem lutava: “Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes” (Gênesis 32:26). A resposta veio em seguida: “Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu” (Gênesis 32:28). Jacó descobriu que, sempre quando “lutamos” com Deus (e não contra Deus), saímos vencedores. Seu caráter foi transformado a ponto de ser chamado “Israel”.

A história de Jacó revela que existe graça para os pecadores e que o plano de Deus continua o mesmo para a nossa vida. Jacó foi perdoado pela graça divina, porque Deus teve misericórdia dele, mediante arrependimento e confissão. Que bênção maravilhosa! Podemos ter a certeza de que “se confessarmos os nossos pecados, Ele (o Senhor) é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

Sabe, a história de Jacó revela muito sobre a natureza humana e quão perversa ela pode ser. A Bíblia diz em Jeremias 17:9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” A palavra “enganoso”, empregada neste versículo, possui a mesma raiz do nome “Jacó”. Assim, de certa forma, podemos dizer que todos já tivemos alguma semelhança com Jacó. O nosso maior inimigo tem nome: “eu”. Por natureza o ser humano tem a tendência de mentir e enganar. Ao contrário do que pensamos, não somos naturalmente bons, verdadeiros e sinceros. Mas afinal, quem realmente somos? A resposta é trazida à tona somente quando olhamos para Cristo e para a Sua santa lei. Ali, nossa verdadeira identidade é revelada e nossas máscaras caem no chão. Somos tão necessitados da graça de Cristo, assim como Jacó! A boa notícia é que se aceitamos o Senhorio de Cristo em nossa vida, em arrependimento e confissão, somos perdoados e purificados de todos os pecados. Isso é graça. Não merecemos, mas Deus a oferece, por Seu amor e misericórdia.

Equipe Biblia.com.br