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A Lei de Deus aos Gálatas

Lei de Deus

11 de abril de 2012

O livro de Gálatas foi escrito por Paulo e, em geral, aceita-se a data de sua escrita entre 48 e 52 AD. Gálatas pode ser dividido em três partes principais: a) O aspecto histórico do problema (Gálatas 1:1-2:14); b) a solução: salvação pela fé em Cristo (2:15-4:31); c) os resultados na vida do cristão (capítulos 5 e 6). Se examinarmos com mais abrangência o aspecto histórico veremos que tudo começa em Atos 15, no concílio de Jerusalém.

O problema imediato ou superficial no concílio de Jerusalém dizia respeito a se era necessário que os gentios observassem os ritos cerimoniais prescritos pela lei de Moisés (Atos 15:1-5). Isso envolvia a circuncisão e outras leis dessa natureza. A decisão dos apóstolos (Atos 15:20,24,28 e 29) não significa que os cristãos gentios podiam viver em pecado transgredindo qualquer mandamento, exceto os preceitos contra a idolatria e imoralidade. Não, não!

Paulo viu que o debate acerca da circuncisão suscitava a questão mais fundamental: como os pecadores são salvos? Pelas obras da lei (como criam os judeus) ou pela graça de Cristo?

Assim, a salvação pela graça não nos livra da obediência à lei de Deus, mas essa obediência não se constitui em meio de salvação, e sim o resultado da obra de Cristo em nós.

Em síntese o problema em Gálatas surge porque os judeus querriam impor a circuncisão como instrumento para a salvação (Gálatas 5:1-3). Até Pedro vacilou na ocasião mencionada por Paulo. Mas o que Paulo deixa claro é que nenhuma lei, quer seja ela cerimonial, civil, moral ou outra qualquer, ela não pode salvar o homem. Esse é o assunto em Gálatas.

O raciocínio é simples. Para o judeu era assim: – Você deseja ser salvo? Então siga o primeiro passo, creia em Jesus – e agora o que devo fazer? Bem, dizia Paulo, “ande pelo Espírito” (Gálatas 5:26).

Agora leia Gálatas 5:1-4 e você verá claramente:

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes” (Gálatas 5:1-4).

Ao estudarmos este livro devemos cuidar para não sermos afetados por três grandes erros que nos ameaçam:

(1) O primeiro deles é de que podemos adquirir os favores e o perdão do céu mediante dádivas, boas ações, penitências e demais equivalentes modernos do antigo rito da circuncisão.

(2) Em segundo lugar está a tendência, muito difundida entre os cristãos de que a graça de Cristo, por ser um dom gratuito, pode ser recebida sem que esse fato implique na menor responsabilidade por parte do crente de submeter sua vontade à direção amorosa do Espírito Santo, para que o caráter de Cristo se manifeste em sua experiência como fruto da salvação. Interpretam mal a declaração: “Se sois guiados pelo Espírito, não estais sob o domínio da lei”, e a empregam como licença para pecar, pisoteando desse modo a graça do Senhor. Eles se sentem firmes na teoria “firmes na liberdade com que Cristo nos libertou”, sem entender a experiência de: ” Andai no Espírito e não satisfaçam os desejos da carne” (Gálatas 5:16).

(3) Um terceiro erro está representado pela posição intransigente de um grande número de adoradores aparentemente sinceros que, apesar de considerarem-se justificados pela fé na graça de Cristo, sustêm com veemência que as obras do cristão também desempenham um papel importante no plano da salvação.

A posição bíblica é clara: a salvação é unicamente um presente gratuito de Deus. Nossas obras são apenas uma confirmação e uma consequência da salvação oferecida por Cristo (Efésios 2:8).

Damos graças a Deus porque a salvação não depende de nada do que temos, somos, fazemos ou pensamos! Tanto no passado como no presente e futuro, na história desse planeta, a salvação dever-se-á unicamente a Jesus (Romanos 8:31 – 39)!

Equipe Biblia.com.br