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A Lei de Deus aos Gálatas. CD

Texto do Pr. Dermival dos Reis – acervo da Escola Biblica.

Para que sua dúvida fique bem esclarecida, estamos lhe enviando um estudo completo sobre o livro de Gálatas.

O livro de Gálatas foi escrito por Paulo mais ou menos no ano 57 AD, quando estava na cidade de Corinto. Nessa mesma ocasião deve ter escrito o livro de Romanos.

Gálatas pode ser dividido em três partes principais: a) O aspecto histórico do problema (Gal 1:1-2:14); b) a solução: salvação pela fé em Cristo (2:15-4:31); c) os resultados na vida do cristão (cap. 5 e 6).

Se examinarmos com mais abrangência o aspecto histórico veremos que tudo começa em Atos 15, no concílio de Jerusalém.

O problema imediato ou superficial no concílio de Jerusalém dizia respeito a se era necessário que os gentios observassem os ritos cerimoniais prescritos pela lei de Moisés (Atos 15:1-5). Isso envolvia a circuncisão e outras leis dessa natureza. A decisão dos apóstolos (Atos 15:20,24,28 e 29) não significa que os cristãos gentios podiam viver em pecado transgredindo qualquer mandamento, exceto os preceitos contra a idolatria e imoralidade. Não, não!

Paulo viu que o debate acerca da circuncisão suscitava a questão mais fundamental: como os pecadores são salvos? Pelas obras da lei (como criam os judeus) ou pela graça de Cristo?

Assim, a salvação pela graça não nos livra da obediência à lei de Deus, mas essa obediência não se constitui em meio de salvação, e sim o resultado da obra de Cristo em nós.

Em síntese o problema em Gálatas surge porque os judeus querem impor a circuncisão como instrumento para a salvação (Gálatas 5:1-3). Até Pedro vacilou na ocasião mencionada por Paulo. Mas o que Paulo deixa claro é que nenhuma lei quer seja ela cerimonial, civil, moral ou outra qualquer pode salvar o homem. Esse é o assunto em Gálatas.

O raciocínio é simples. Para o judeu era assim: – Você deseja ser salvo? Então siga o primeiro passo, creia em Jesus – e agora o que devo fazer? Bem, dizia Paulo, “ande pelo Espírito”. (Gal 5:26).

Para que serve então a lei?
a) Para mostrar o pecado (Rom. 7:7)
b) Mostrar que somos perdidos e dessa forma levar-nos a Cristo (Rom.10:4; Gal. 3:24);
c) É um padrão de conduta moral (Gal. 5:13 e 14).

Agora leia Gal. 5:1-4 e você verá claramente:

Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes.
(Gálatas 5:1-4 RA)

Ao estudarmos este livro devemos cuidar para não sermos afetados por três grandes erros que nos ameaçam.

O primeiro deles é de que podemos adquirir os favores e o perdão do céu mediante dádivas, boas ações, penitências e demais equivalentes modernos do antigo rito da circuncisão.

Em segundo lugar está a tendência, muito difundida entre os cristãos de que a graça de Cristo, por ser um dom gratuito, pode ser recebida sem que esse fato implique na menor responsabilidade por parte do crente de submeter sua vontade à direção amorosa do Espírito Santo, para que o caráter de Cristo se manifeste em sua experiência como fruto da salvação. Interpretam mal a declaração: “Se sois guiados pelo Espírito, não estais sob o domínio da lei”, e a empregam como licença para pecar, pisoteando desse modo a graça do Senhor. Eles se sentem firmes na teoria “firmes na liberdade com que Cristo nos libertou”, sem entender a experiência de: ” Andai no Espírito e não satisfaçam os desejos da carne” Gálatas 5:16.

Um terceiro erro está representado pela posição intransigente de um grande número de adoradores aparentemente sinceros que, apesar de considerarem-se justificados pela fé na graça de Cristo, sustêm com veemência que as obras do cristão também desempenham um papel importante no plano da salvação.

A posição bíblica é clara: a salvação é unicamente um presente gratuito de Deus. Nossas obras são apenas uma confirmação e uma conseqüência da salvação oferecida por Cristo.

Damos graças a Deus porque a salvação não depende de nada do que temos, somos, fazemos ou pensamos! Tanto no passado como no presente e futuro na história desse planeta a salvação dever-se-á unicamente a Jesus (Rom. 8:31 – 39)!

Equipe Biblia Online

Comentarios

Este artigo teve "3 Comentários"

  • paulo disse:

    Guardar os mandamentos não significa salvação.Aguarda deles nos mostra como somos pecadores, seria como se fosse um espelho, que reflete nossos defeitos.E assim apelamos para misericórdia de Deus, por remissão de nossos pecados, mostrando o quanto somos pequenos e frágil.Sendo justificados pela Fé verdadeira em Jesus Cristo.

  • Nazareno Alves de Monção disse:

    Olá! irmãos,
    Muita gente pensa que a lei salva, ela apenas nos conduz a Cristo, pois
    a lei nos mostra o pecado, se não aceitamos a Lei de Deus,Dez Mandamentos, dizemos que não somos pecador, se não somos pecador não precisamos de Deus, pois somos Santos; se somos santos porquê existem Igrejas?.
    Somos salvos pela graça, que é o amor de Cristo,Pois ele disse:Se me amais, guardareis os meus mandamentos (João 14:15).Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu pai e no seu amor permaneço (João 15:10)
    Está bastante claro de Jesus nos ama, se não guardarmos os seus mandamentos estamos fora de seu Amor; pois não reconhecemos o pecado, que é a transgressão da Lei de Deus; não nos arrependemos dos nossos pecados, Sem esse amor não seremos salvos.Amém.

  • marcilene disse:

    muito bom sempre que preciso venho ate vcs obrigado
    JESUS OS abenõe

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