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Eternidade à prova de falhas

7 de junho de 2019

Enquanto Jesus for eterno, eterna será a Paz. E Jesus é eterno. Seremos eternamente à prova de falhas!

Diego Barreto

“Failproof” é uma palavra difícil de ser traduzida ao pé da letra, mas vamos tentar. É um termo utilizado para coisas ou situações que contem mecanismos que impedem o acontecimento de falhas. Define normalmente alguma coisa que está preparada para suportar qualquer adversidade que possa existir, sem fazer concessões a qualquer falha ou possibilidade de erro. Poucas coisas nesse mundo são realmente “Failproof”, por isso, é até difícil citar exemplos. Seria algo em português como “à prova de falhas”.

Algo que sempre me intrigou é: como Deus pretende manter a liberdade por toda a eternidade e, ainda assim, o pecado não retornar à nossa realidade? Como Deus fará para impedir seres livres de escolherem errado mais uma vez?

Mastigue esses questionamentos, pois é normalmente fugimos deles. E, na maioria das vezes, respondemos com “mágica”. Ou seja, Deus vai fazer alguma mágica para que as coisas funcionem assim. No entanto, é um paradoxo intransponível até pela “mágica” pueril de nossos pensamentos. Se há liberdade não há travas. Mas se não há travas, como o mal não se levantará novamente?

Duas respostas e duas motivações podem se apresentar. A primeira é bem lógica: quando pecamos pela primeira vez, o mal não passava de um conceito abstrato, do qual não conhecíamos as consequências. Hoje, ainda podemos conceituá-lo, mas o conhecemos bem de perto, de maneira tangível. Sentimos os seus efeitos em nossa vida diária e social. O pecado hoje é um conhecimento concreto. Vemos seus efeitos fatais. E, muitas vezes, irreversíveis. E esse conhecimento terrível permitirá que os seres humanos, devolvidos ao total controle de suas liberdades (perdemos esse controle no Éden após a queda), decidam-se livremente por jamais retornar ao pecado e ao distanciamento de Deus.

A segunda motivação, de se manter a pureza na liberdade depois do pecado, não tem a ver conosco. Está na percepção de Deus em Si. Perceberemos que uma das mais terríveis consequências de nosso pecado foi perpetrado sobre o próprio Deus. Quando Jesus morre na cruz para nos salvar da nossa condenação, somos tomados de assalto por um duplo espanto:

  1. O que fizemos com Deus!
  2. O que Deus fez por nós!

Acredito que esse seja o real motivo pelo qual o “mal nunca mais se levantará” (Naum 1:9). E é, também, o melhor motivo, visto que o primeiro repara apenas no que o mal causou a mim e o segundo repara no que o mal causou a Deus.

O primeiro espanto é egoísta, o segundo é altruísta. Somos conduzidos pela reflexão da cruz do nosso pensamento no EU para o pensamento em DEUS. Por isso, quando reparamos no que o mal causou em Deus, o que fica realmente como palavra final é o que Deus foi capaz de fazer por nós. O amor rouba a cena que o pecado dirigiu.

Com isso eu concluo que Jesus Cristo é a trava de segurança da eternidade, o “mecanismo” que garante que o céu será à prova de falhas. E é por isso que a mais importante das transformações é sermos transformados em pessoas que “negam-se a si mesmos” (Lucas 9:23) e “amam a Deus de todo o seu coração”. Por isso, o que realmente importa é desenvolver uma profunda fidelidade com Deus a ponto de negar a si mesmo, a ponto de amar como Ele amou. A mais importante decisão da vida é essa. Quem vive assim, está pronto para o céu. Quem vive assim, tem o direito de receber de volta sua liberdade perfeita. Quem vive assim, ama. Somente pessoas assim podem construir a sociedade eterna. A sociedade do céu.

O que garante, de verdade, que a eternidade será perfeita e sem falhas são os seres livres que amam a Deus de todo o seu coração e não colocam seus próprios interesses no caminho. A presença d’Aquele que é amado por todos é o último e único argumento necessário para o completo bloqueio da “re-entrada” do pecado.

Enquanto Jesus for eterno, eterna será a Paz. E Jesus é eterno. O “Failproof” é eterno. Esse conhecimento afeta minha vida agora. Hoje não podemos ser perfeitos, mas quanto mais amarmos a Jesus de verdade e de coração, quanto maior for a nossa fidelidade e dedicação a Ele, e quanto menos priorizarmos o nosso eu, mais iremos estar seguros no Eterno. Mais paz já iremos sentir. Menos mal causaremos, pois Jesus é a nossa motivação absoluta.

Toda vez que eu me nego e o amo mais, preparo meu caráter para uma vida eterna. Jesus é a nossa segurança! Ele é a nossa cura.

Equipe Biblia.com.br

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* Diego Barreto é teólogo, é co-autor do BibleCast, um podcast sobre teologia para jovens, e produtor de aplicativos cristãos para dispositivos móveis. Também dirige os departamentos de Comunicação e Liberdade Religiosa na região sul de São Paulo.

 

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