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Como Deus trata uma pessoa estéril?

11 de abril de 2012

O dom de se multiplicar e encher a terra (Gênesis 1:28) é algo que Deus desejou para todos os Seus filhos humanos. O privilégio de abençoar o mundo através de filhos que são gerados e criados para servirem a Deus não pode se igualar a nenhum outro tesouro nessa Terra.

“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Salmo 127:3). O dom de se multiplicar e encher a terra (Gênesis 1:28) é algo que Deus desejou para todos os Seus filhos humanos. O privilégio de abençoar o mundo através de filhos que são gerados e criados para servirem a Deus não pode se igualar a nenhum outro tesouro nessa Terra.

Porém, há pessoas que possuem algum impedimento de se reproduzirem. A esterilidade abrange homens e mulheres. Vários mitos já caíram sobre a esterilidade natural, porém, o assunto continua um tabu doloroso tanto para as mulheres quanto para os homens, que, mais comumente, escondem a sua dor. Como Deus pode ajudar quem enfrenta essa realidade?

Infelizmente, vivemos num mundo caído em pecado, cujas consequências são devastadoras. O pecado não afetou somente nossos atos, palavras e intensões, mas afetou nossa mente e nosso corpo, assim como o nosso DNA. Dentre os muitos efeitos da carga de pecado que carregamos, há pessoas que carregam o fator da infertilidade. Para essas pessoas também existe graça.

A Bíblia cita alguns casos de mulheres estéreis. Foi o caso de Sara, esposa de Abraão (Gênesis 18;1-15; 21:1-7), de Ana, mulher de Elcana (1 Samuel 1:9-2:10), a mulher de Suném, que não tinha um filho, possivelmente por causa da esterilidade dela ou do seu marido, que já era de idade avançada (2 Reis 4:8-17), e Isabel esposa do sacerdote Zacarias, prima de Maria (Lucas 1:5-25). Deus olhou com carinho para essas mulheres e seus esposos, concedendo-lhes filhos que fizeram a diferença em suas vidas e na vida do povo de Deus.

Há duas realidades importantes que são exemplificadas pela Bíblia:

A primeira é que Deus se importa com os conflitos e desalentos dos Seus filhos. Embora uma pessoa estéril enfrentasse vergonha diante do seu povo, Deus olhava para essa pessoa com amor. Da mesma forma, mesmo que para a sociedade secular a infertilidade seja um motivo de vergonha, para Deus um estéril é tão digno de receber amor quanto uma pessoa fértil. Isso quebra o paradigma de que Deus castigou essa pessoa por algum pecado cometido no passado.

A segunda é que milagres são possíveis. Deus pode realizar um milagre ao reverter a infertilidade em alguém estéril. Milagres atuais existem, mas com um propósito específico. Uma pessoa que recebe esse milagre deve entender que sua vida, bem como a do seu filho deve ser dedicada a Deus, em reconhecimento a essa demonstração de amor. Não estamos falando de uma vida monástica aqui. O que queremos dizer é que gratidão deve ser traduzida em entrega e submissão à vontade de Deus.

Porém, milagres dependem da vontade de Deus. Deus pode realizá-los ou não, de acordo com Sua vontade. O que uma pessoa que sofre de infertilidade deve fazer é se entregar à graça de Deus que pode realizar mais do que ela imagina, “pois, o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9). Então, se o milagre não ocorrer, glorie-se em Deus, para que em você habite o Seu poder.

Além disso, entendemos que parte dos milagres de Deus se traduzem no enorme conhecimento e tecnologia que temos hoje na área da medicina. Uma pessoa estéril pode buscar exames e tratamentos para a infertilidade. Se você sofre desse distúrbio, procure um especialista (ginecologista para mulheres e urologista para os homens), e converse com ele sobre exames e tratamentos. Existem diferentes causas para a esterilidade, que vão das mais simples como obstruções nos tubos das trompas ou do canal seminal até fatores mais graves como os endócrinos (produção de espermas e óvulos com capacidade reprodutora) ou distúrbios uterinos. Também podem ser relacionados ao próprio coito, envolvendo a posição, relaxamento da mulher, etc.

De qualquer forma, diferente dos tempos bíblicos, hoje temos muita técnica, conhecimento e tecnologia disponível para se tratar grande parte dos casos de infertilidade. O que se deve fazer é buscar um especialista e clarificar tudo sobre o assunto.

Porém, para os problemas sem solução, o crente deve se submeter a Deus, pedir o Seu conforto e entender que Deus pode possuir um grande plano que vai além dessas condições.

Vale lembrar ao leitor que há muitas crianças que podem ser um “galardão” (Salmo 127:3) sob o cuidado de outros pais. Há muitas crianças que são abandonadas por pais e mães que não se importam, ou estão tão desesperados que não se veem em condição de criá-las. Essas crianças precisam de amor tanto quanto os filhos do próprio ventre. É santo dar amor a um filho do próprio ventre; mas também é santo escolher dar amor a um filho adotado*. Escolher alguém para amar como seu próprio filho, sem restrições nem reservas é algo fantástico! Deus mesmo, embora tenhamos sido criados por Ele, nos adotou quando nos tornamos filhos do pecado, concebidos na iniquidade (Salmo 51:5).

Então, leitor, se você é estéril, e sofre com tantos questionamentos, acalme-se. Busque a Deus em oração, confesse abertamente a Ele a dor do seu coração. Peça pelo milagre em nome de Jesus. Se o milagre da fertilidade não ocorrer, peça pelo milagre da confiança. Esse segundo milagre vai abrir os seus olhos para que você possa dar amor para quem não vem de você, seja pela adoção em si mesma, ou pela dedicação a crianças em uma escola, projeto educativo ou filantrópico. Saiba que Deus pode realizar muito mais por você do que você mesmo imagina.

*Se você optar pela adoção, faça isso de forma legal, recorrendo ao Juizado da Criança e do Adolescente. Vá à Vara da Criança de sua cidade e inscreva-se como candidato a adoção. Busque consultoria psicológica e legal para que esse processo seja feito de forma consciente. Afinal, tornar-se um pai ou mãe, mesmo de uma criança adotada, é uma tremenda responsabilidade.

Equipe Biblia.com.br

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