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As provações e dedicação a Deus

27 de janeiro de 2017

Esta porção das Escrituras enfatiza que Deus ordena experiências em nossa vida para que sejamos disciplinados por elas e cresçamos em maturidade.

“Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado. Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais, pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado. Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo! Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel. Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte, aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam. Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor, porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hebreus 12:12-29).

Esta porção das Escrituras[1] enfatiza que Deus ordena experiências em nossa vida para que sejamos disciplinados por elas e cresçamos em maturidade. O cristão não deve se desanimar por estas experiências probantes. A seguir o escritor inspirado incentiva o Cristão a buscar saudáveis relacionamentos com seus semelhantes. Deve procurar (tanto quanto esteja ao seu alcance) seguir a paz com todos. Ninguém deve estar faltoso diante do Senhor, como Esaú que não se arrependeu.

Agora o escritor volta-se para a experiência do antigo Israel em comparação com os cristãos vivos. Fala-se figurativamente dos Cristãos vivos como se reunindo ao redor do trono de Deus no céu, numa grande reunião da igreja invisível. É somente no sentido figurado que os Cristãos vivos podem se reunir perante o trono de Deus conforme descrito nos versos 22-24. Neste mesmo sentido figurado eles encontram os “espíritos” de outros cristãos aperfeiçoados reunidos lá “em espírito” – não em um estado imaginário sem corpo. Se o escritor de Hebreus estivesse se referindo a espíritos sem corpo estaria em desacordo com claras declarações das Escrituras a respeito do estado do homem na morte (Eclesiastes 3:21; 12:7, João 11:11, Gênesis 2:7).

Assim como o Israel chegou até o monte Sinai e percebeu a grandeza de Deus. Os Cristãos podem se achegar (pela fé) a Deus e a Cristo – o mediador que nos salvou pelos méritos de seu sangue derramado. A grandeza que o Cristão percebe não é tanto o poder de Deus, mas sua imensa bondade. Entretanto no verso 25 é dada a advertência de que os cristãos não devem por isso deixar de obedecer às instruções recebidas de Deus. Para o pecado nosso Deus é um fogo destruidor.

“Portanto alegremo-nos por termos recebido o reino, a salvação em Cristo de um reino que não pode ser abalado. Os comentários finais desta seção são esclarecedores: “Sejamos agradecidos e adoremos a Deus de um modo que o agrade” ou “sirvamos a Deus de modo agradável” (verso 28). Ou seja, o cristão deve ser obediente a todas as instruções do Senhor. O Cristão obedece a Deus porque isto é justo, mas a motivação é o amor e não o temor (João 14:15).

Equipe Biblia.com.br

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[1] Considerações tomando como base o Comentário Bíblico Adventista, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, vl. 7) p. 486-488.

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