Dicionário Bíblico

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gaa

hebraico: flamífero

gaal

repugnância

gaão

flamejante

gaar

esconderijo

gaas

terremoto

gaba

testa

gaba ou gabaa

hebraico: outeiro

gabael

gabelo

gabai

extrator de trigo

gabar-se

Elogiar, enaltecer, louvar. 2. Pron. Jactar-se, vangloriar-se

gabarola

Fanfarrão; pessoa que gosta de gabar-se

gábata

Palavra hebraica ou aramaica que parece significar uma plataforma elevada, ou um estrado, da parte de fora do pretório de Jerusalém, onde estava a cadeira do juiz, sendo daí que Pilatos entregou Jesus para morrer (Jo 19.13). Chama-se em grego Litóstrotos, provavelmente pelo fato de estar esse sítio calçado com pedras, em obra de mosaico, o que era comum em palácios e repartições públicas. o pavimento mosaico estava em moda entre os romanos.

gabea

hebraico: outeiro

gabel

hebraico: Deus das alturas

gabelo

Deus é elevado

gabriel

Homem de Deus. Nome de um anjoque foi mandado ao profeta Daniel para lhe explicar as suas visões – e igualmente foi Zacarias visitado por esse mesmo anjo, que lhe anunciou o futuro nascimento de João Batista. Seis meses mais tarde foi enviado à Virgem Maria, de Nazaré, com a sua mensagem sobre o nascimento de Jesus (Dn 8.16 – 9.21 – Lc 1.19,26). (*veja Anjo.)

gabriela

Força de Deus

gabriele

Força de Deus

gádara

É hoje Um-Keis. Era uma grande cidade fortificada da Peréia, na extremidade noroeste das montanhas de Gileade, à distância de oito quilômetros ao oriente do Jordão e quase dez quilômetros a sudeste do mar da Galiléia: uma das cidades que formavam a Decápolis. No tempo de Jesus Cristo, era Gádara na sua maior parte uma cidade grega, embora se notasse também um forte elemento judaico na população, e possivelmente houvesse ali muitos aramaicos judaizados. As ruínas compreendem dois teatros, uma basílica, um templo, e uma bela estrada com uma colunata de cada lado. Ao longo das bordas do mar da Galiléia, perto de Gádara, ainda se podem ver os restos de antigos sepulcros, cavados nas rochas, estando voltados para o mar. Nos dias do nosso Salvador eram esses lugares o ponto de reunião de homens miseráveis, atormentados por doenças, os párias da sociedade. Na descrição da cura que Jesus efetuou num possesso, no país dos gadarenos, há uma especial referência a esse túmulos: ‘Veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros’ (Me 5.2,3 – Lc 8.27). (*veja Gadarenos.)

gadarenos, gerasenos, gergesen

Eram os habitantes de Gádara e do território circunvizinho. Segundo S. Mateus (8.28), foi na ‘terra dos gadarenos’ que Jesus curou o homem, possuído de espirito imundo, permitindo que os demônios entrassem numa manada de porcos. A exata situação do milagre era provavelmente uma cidade, chamada Kersa, cujas ruínas ainda existem na embocadura de Wady Semack. Está perto da praia, nas faldas de um alto monte, sendo na encosta deste que estão aqueles túmulos, donde parece terem saído os dois endemoninhados para encontrarem Jesus. o lago está tão perto da base do monte que os porcos, a correr desordenadamente, não puderam parar, precipitando-se deste modo na água, e morrendo afogados. A cidade de Kersa (ou Gerasa) pode, segundo sugere Mateus, ter sido incluída no território de Gádara. Nas três narrações do fato há a variante ‘gerasenos’.

gade

Afortunado. 1. Filho de Jacó e deZilpa, serva de Lia (Gn 30.9, 10, 11). Teve Gade sete filhos (Gn 46.16), saindo mais tarde do Egito a tribo de Gade em número de 45.650 pessoas. Depois de terem sido derrotados os reis ogue e Siom, desejaram Gade e Rúben que a sua porção territorial fosse ao oriente do Jordão, como sendo mais conveniente do que a região ocidental para as suas grandes manadas. Moisés cedeu ao seu pedido, com a condição de que eles haviam de acompanhar os seus irmãos e ajudá-los a conquistar a terra ao ocidente do rio Jordão. A herança de Gade era limitada ao norte pela tribo de Manassés, ao ocidente pelo Jordão, ao sul pela tribo de Rúben, tendo ao oriente as montanhas de Gileade, mas estes limites, a não ser os da parte ocidental, eram muito incertos. o território de Gade era uma combinação de ricas terras de lavoura e de pastagens, com belas florestas. É, também, terra de rios e nascentes, e os desfiladeiros por onde correm as abundantes águas desde os montes até ao vale do Jordão, são de grande beleza. Mas, sendo a gente de Gade impetuosa e guerreira, não tardou muito que os limites da tribo se estendessem além dos primitivos, e compreendessem toda a região de Gileade. Foram onze os heróis de Gade, que se juntaram a Davi no tempo da sua maior angústia (1 Cr 12.8). Freqüentes vezes os homens de Gade entraram em guerra com os amonitas, os agarenos, e os midianitas, e outras tribos errantes dos ismaelitas a quem tinham desapossado dos seus territórios (1 Cr 5.19 a 22). Jefté, que foi juiz de israel e era natural de Mispa, pertencia à tribo de Gade (Jz 11) – e também Barzilai (2 Sm 19.32 a 39), e provavelmente o profeta Elias. Foi campo de muitas batalhas o território de Gade durante as longas e terríveis lutas entre a Síria e israel, e em conseqüência disso sofreu muito aquela região (2 Rs 10.33 – Am 1.3). o povo de Gade foi levado para o cativeiro por Tiglate-Pileser (1 Cr 5.26) – e no tempo de Jeremias foram as cidades daquela tribo habitadas pelos amonitas (Jr 49.1). 2. o vidente: Profeta e particular amigo de Davi (1 Sm 22.5). Por mais uma vez foi mensageiro de Deus em relação a Davi (1 Sm 22.5 – 2 Sm 24.13 a 19 – 1 Cr 21.9 a 11) – foi, também, um dos biógrafos do mesmo rei Davi (1 Cr 29.29).

gade (o deus)

A palavra hebraica traduzida em isaías (65.11) por ‘Fortuna’, devia ser assim vertida – ‘o deus Gade’, deus ou talvez deusa da Fortuna, uma divindade pagã, mencionada em várias passagens da Escritura: Baal-Gade (Js 11.17), a torre de Gade (Js 15.37). ‘os que preparais mesa para a deusa Fortuna…também vos destinarei à espada’ (is 65.11,12) – pode ser isto uma referência ao costume de reservar um esplêndido leito na casa para Gade, não podendo este leito ser usado de qualquer outro modo. Semelhantemente punham os babilônios a mesa para o seu deus Bel, e os etíopes para o Sol.

gader

hebraico: tapume, muro

gadi

a quem pertence a fortuna

gadiel

Deus afortunou

gadis

hebraico: afortunado

gado

A riqueza dos patriarcas constavaprincipalmente de gado e de escravos, ou servos, que se empregavam em guardar os seus rebanhos e manadas (Gn 13. 7). Tinham Abraão e Ló tantos e tão grandes rebanhos e manadas, que foram obrigados a separar-se a fim de encontrarem as necessárias pastagens. Abraão e os patriarcas mais ricos tinham consideráveis manadas de gado, sendo uma grande parte destinada aos sacrifícios – e também serviam os animais para as ocasiões de pública hospitalidade, ou de festas especiais ou para quando era necessário obsequiar amigos. Vagueavam numa condição de meia domesticidade por grandes áreas de terreno, e muitas vezes estes animais se tornavam bravos, principalmente quando naqueles tempos estavam expostos aos ataques de feras, como o leão e o urso, o lobo e o leopardo, adquirindo desta maneira hábitos de ferocidade para se defenderem. A raça do gado, na Palestina Central, é presentemente de pequeno corpo e peludo, e pouco empregada para fins de agricultura. Todavia, nas terras ao sul do mar Morto, os árabes agricultores fazem uso desses animais, quase exclusivamente. (*veja Boi, Cabra.)

gaer

hebraico: esconderijo

gaetã

seu toque

gafanhoto

inseto pertencente à mesma ordem dos grilos, locustas, baratas, fura-orelhas, formigas brancas, e moscardos. os gafanhotos alimentam-se exclusivamente de vegetais, e quando eles se reúnem em grande quantidade, são muito destruidores. Nuvens destes insetos chegam a eclipsar o sol ao meio-dia, e, caindo sobre os campos, pode-se abandonar a esperança de salvar as plantações. As folhas são tiradas das árvores, aparecendo a terra, como se tivesse sido queimada (Jl 1.4 – 2.4 a 9). E deste modo são eles a causa de horríveis fomes – felizmente não são freqüentes estas visitas de gafanhotos. Era permitido aos hebreus alimentarem-se destes insetos – e mesmo hoje, em certos lugares, como por exemplo no vale do Jordão, Gileade, Arábia e Marrocos, são considerados uma comida delicada. João Batista, no deserto, alimentava-se deles. A linguagem hebraica é rica de nomes para os designar, mas não é certo se eles se referem a diferentes fases do seu desenvolvimento. Vários desses nomes ocorrem em Jl 1.4.