Dicionário Bíblico

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eanes

Filho de João

ebal

1. Um horeu (Gn 36.23 – 1 Cr 1.40) 2. Um filho de Joctã, descendente de Sem (1 Cr 1.22). É chamado obal em Gn 10.28.

ebal (monte)

Descoberto. Um monte célebre com 900 m de altura, ao norte do vale de Siquém. Ebal e Gerizim são montes gêmeos, próximos um do outro, estando apenas separados por um profundo vale, em que ficava situada a cidade de Siquém, a moderna Nablus (Jz 9.7). os dois montes são muito semelhantes em altura e forma. Mas o monte Ebal é desprovido de vegetação, ao passo que o monte Gerizim se acha coberto de bela verdura. Moisés ordenou que, quando os israelitas tivessem passado o rio Jordão, se dirigissem logo a Siquém, e se dividisse ali toda a multidão em dois corpos, cada um deles composto de seis tribos, sendo uma das partes colocada no monte Ebal e a outra no monte Gerizim. As seis tribos que estavam no monte Gerizim deviam proferir bênçãos sobre os que observassem fielmente a lei do Senhor, enquanto as outras seis anunciavam maldições contra os que a violassem (Dt 11.29 – 27.11 a 13 – Js 8.30,31). o primeiro ‘grande’ altar ao Senhor foi levantado em Ebal (Dt 27.2 a 8), tendo sido também ali colocadas pedras memoriais, com o fim de recordar a entrada dos israelitas na Terra da Promissão depois da queda de Jericó. os samaritanos, contudo, sustentavam que o altar fora elevado no monte Gerizim – e mais tarde edificaram aqui um templo, cujas ruínas ainda hoje se podem ver. A observação da mulher samaritana em Siquém diz respeito a este fato (Jo 4.20).

ébano

Escuridão

ebede

servo

ebede – meleque

escravo do rei

ebede-meleque

hebraico: servo do rei

ebenézer

Pedra de auxílio. Uma pedra memorial erigida por Samuel, depois de libertados dos filisteus os israelitas (1 Sm 4.1, 5.1 e 7.12). isto foi feito em certo lugar que ficava entre Mispa, a ‘torre de vigia’, à distância de oito quilômetros ao norte de Jerusalém, e Sem – mas, na verdade, a sua exata situação não é conhecida.

eber

hebraico: região alem

éber (heber)

1. Bisneto de Sem, e filho de Salá. Foi um dos antepassados de Abraão, na sétima geração (Gn 10.21 – e 11.14 a 26). 2. o chefe de uma fami1ia de Gade (1 Cr 5.13). 3. Um filho de Elpaal, da tribo de Benjamim (1 Cr 8.12). 4. Um filho de Sasaque, também da tribo de Benjamim (1 Cr 8.22). 5. Um sacerdote da família de Amoque (Ne 12.20). (*veja Hebreus.)

ebes

hebraico: brancura

ebiasafe

pai do ajuntamento

ébrio

Bêbado

ebrom

Uma cidade de Aser (Js 19.28)

ebrona

hebraico: passagem do mar

ebsa

hebraico: ativo Jz 12.8

ecbatama

hebraico: imenso

ecetam

hebraico: pequenez

eclesiaste

aquele que fala a uma assembléia

eclesiastes

hebraico: pregador, aquele que fala a assembléia

eclesiastes (livro do)

o Eclesiastes acha-se agora classificado entre os sagrados escritos, que fazem parte dos ‘Livros da Sabedoria’. Estas obras distinguem-se na sua substância e na sua natureza das dos Profetas. Elas são mais refletivas e éticas do que a expressão de uma direta mensagem de Deus, não se vendo no livro as explicativas palavras ‘assim diz o Senhor’. E, na verdade, o nome do Senhor não se acha no Eclesiastes. Título e Autor. o nome português deste livro, tirado da versão grega, significa o ‘pregador’, aquele que fala a uma assembléia. Provavelmente é este o sentido do titulo hebraico Qoheleth. Esta pessoa deve ser a de Salomão, mas idealmente, como se o seu espírito falasse assim: eu fui rei. Tem sido geral a crença de que Salomão foi realmente o seu autor, afirmando-se que o livro encerra as reminiscências das horas de arrependimento e as sábias conclusões da sua avançada idade. Segundo esta maneira de ver, aquele sábio monarca, que foi tão ricamente dotado de sabedoria, afastou-se de Deus, procurando a felicidade nas coisas do mundo e na prática da idolatria (1 Rs 11.1 a 13) – mas nos seus últimos anos, reconhecendo bem a sua loucura, deixa registrada no Eclesiastes a sua experiência, depois de haver proclamado em tempos áureos as grandes verdades da vida perante todos aqueles que de todas as partes vinham à sua corte, para serem instruídos com a sua famosa sabedoria. Conteúdo. Enquanto as grandiosas lições deste livro estão sendo claramente expostas, não se pode de forma alguma traçar o curso do pensamento. Depois de uma introdução geral, apresentando ao leitor o assunto e o desígnio (1.1 a 11), o Pregador recorda a sua experiência pessoal na sua procura da felicidade, mostrando que nem os prazeres da vida, nem mesmo as obras da inteligência lhe puderam dar (1.12 a 2.23) – e conclui dizendo que a melhor coisa é a gente regular a sua maneira de viver segundo as inalteráveis disposições da Divina providência (2.24 e 3.15). o autor faz então as suas observações sobre a vida doe homens, especialmente nas suas relações sociais, achando nisto vaidade (3.16 e 4.16), e algumas admiráveis considerações ele apresenta sobre isso (5.1 a 9). Renova as suas observações, considerando os homens como indivíduos, e expõe a decepção que sofrem os egoístas e avarentos (5.10 e 6.12). Então ele apresenta algumas máximas de sabedoria prática para suavizar estes males, mas admitindo que nem sempre dão resultado (7.1 e 9.10) – e acrescenta algumas das mais impressionantes e preciosas instruções, tendo em vista a aplicação da sabedoria às várias circunstâncias da vida, com o fim de se conseguir a maior felicidade possível (9.11 e 11.6). isto conduz à exposição dos mais altos pensamentos da sabedoria, produzindo uma serena esperança nos homens, e preparando-os para a velhice, morte e juízo (11.7 e 12.7). E da exibição da sua doutrina chega o Pregador a esta conclusão: (1) que as coisas do mundo não podem fazer verdadeiramente felizes os homens (12.8) – (2) que somente a sabedoria divina pode ensiná-los a alcançar a melhor vida com a sua imperfeita natureza humana (12.9 a 12) – e que essa sabedoria celestial prescreve que se cultive uma piedade humilde e respeitosa (12.13), na expectativa de um futuro de perfeita harmonia e retribuição, como sendo a melhor coisa para o homem na terra (12.14).

eclesiástica

Pertencente ou relativo à Igreja; eclesial.

eclesiástico

Relativo à igreja.

eclesiástico (livro do)

Este é o titulo latino de um livro, que está compreendido entre os Apócrifos, e que na Versão dos Setenta se chama ‘Sabedoria de Jesus, filho de Siraque’. Jesus ben Siraque, a quem se atribui a obra, parece ter sido um judeu da Palestina, ardente estudioso das Escrituras hebraicas, bem como grande patriota que sentia orgulho pelos grandes homens da sua nação, e que era ao mesmo tempo um viajante, minucioso observador das coisas. o prólogo do livro é obra do neto do autor, que cerca do ano 130 a.C. traduziu em grego a obra hebraica, que devia ter sido escrita pouco depois do ano 200 a.C. Até há pouco tempo o Eclesiástico somente era conhecido pelas versões, tendo sido a grega e a siríaca feitas do original hebraico, e a latina da tradução grega. Mas ultimamente foram descobertos e examinados vários fragmentos do original hebraico. Foi pela primeira vez intitulado Eclesiasticus por Cipriano, no terceiro século, d.C. Considerando a vida sob os três aspectos social, doméstico e civil, o livro reconhece a paternidade de Deus, trata da Sabedoria, e refere-se à Lei de Moisés. Algumas partes da obra são escritas com elevação, como o Louvor da Criação (42.15 a 43.33) e o Elogio dos homens famosos (44 a 50). É este livro o mais belo monumento que possuímos da literatura judaica não-canônica.

ecoar

Ressoar, repercutir.

ecram

desarraigada

ecrom

hebraico: extirpação

ecumênico

Movimento que prega a unificação das igrejas protestante e católica.

edar

hebraico: rebanho

ede

testemunho