Ali quebrou ele as flechas do arco, o escudo, a espada, e a guerra. - SALMOS 76:3

Por que Deus permite atentados?

Publicado em: 16/11/2015  |   17:15
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ReutersSobreviventes em Paris

“Eu vi a morte várias vezes… É como se fosse uma corrida da morte… Pior que o barulho de bombas, explosões… é você ver 80 mil pessoas correndo, passando umas por cima das outras, após sair do estádio… É como se fosse uma corrida da morte… Quando eu caí, outra pessoa caiu em cima de mim…
Pra quem tá lá dentro, cada segundo é muita coisa. Cada segundo você vive e morre. Você morre e vive, porque você pensa: Eu vou morrer, eu vou morrer, porque você vê a multidão correndo, barulho de bomba e você não sabe o que está acontecendo, e você pensa: já era. É horrível psicologicamente.”  Tiago Luna, 19 anos – sobrevivente a série de explosões próximo ao Estade de France em Paris, 13/11/15.

 le petit cambodge “Vez em quando eu tremia, suplicava por socorro médico, olhava para um lado e para outro e encontrava aqueles olhares serenos das outras vítimas, talvez as únicas pessoas que meio em choque, meio na modéstia ou resistência das pessoas vulneráveis, olhavam aquele movimento como anjos, esperando. processando. Olhando o mundo do alto, talvez, mais do que nós, estarrecidos com esse mundo cada dia mais terrível, mais intolerante, mais cheio de ódio, de ressentimento, de pavor, de desespero.
Não conseguia me mexer pra ajudar os outros, as outras, corpos tão frágeis, mais e menos feridos, com seu olhar atento a tudo o que se passava. Estávamos magnetizados pelo objetivo único de salvar nosso amigos (…)

(…) só quero lhes dizer que o que me preocupa mesmo, e cada vez mais na vida, é o sentimento no singular, a dor no singular, de gente no singular. Algo tão difícil de transmitir, de co-sentir como sabemos, e também (e não apenas) por isso tão negligenciada pelas análises, pelas notícias, pelos dirigentes, pelos agressores, pelas pessoas e grupos, acostumados a falar de dezenas, de centenas, de milhares.
Não falo de suas personalidades, se são inteligentes ou não, legais ou caretas, felizes ou nem tanto, bem sucedidas ou frustradas. Mas de seus corpos, sua dor, seu olhar, sua fragilidade, sua ínfima condição, de nossa pele que se rasga facilmente. de nossos ossos que se partem. mesmo. de nossos órgãos que às vezes falham. de nossa respiração, entrecortada às vezes. De nossa voz que murmura, que suspira, que geme, que fala, pede ajuda se precisa, quando pode, de nossos corpos que se chocam, travam, podem apoiar outros corpos, acalenta-los, proteger outros em risco, fugir quando ameaçado, de nossas reações meio automáticas que dizem o tempo todo, “eu quero a vida”, quero preservar a vida, essa potência de sentir, de agir, de pensar. Tão brutalizada hoje.”
José Lira, sobrevivente ao atentado em Paris quando jantava no restaurante Le Petit Cambodge.

Deus seja louvado pela atitude dos sobreviventes: viver para salvar.

Isso nos lembra de que nosso planeta de fato é o cenário do Grande Conflito Cósmico onde estamos inseridos… E a cada dia temos a oportunidade de viver a salvação e ajudar outros a encontra-la. Você já parou pra pensar quem é você nesse cenário? Um ferido, um morto ou um sobrevivente?
Os sobreviventes tem uma única preocupação: salvar o maior número de pessoas ao redor….

Mas diante de tragédias como essas, muita gente questiona a existência de Deus ou o porquê de sua permissão…
Na Bíblia em Lucas 13:1-3 lemos sobre quando levaram a notícia de uma catástrofe com alguns galileus a Jesus…
“Os homens de então estavam tão prontos, porém, como hoje estão, para concluir que são os favoritos do Céu, e que a mensagem de advertência destina-se para os outros. Os ouvintes contaram a Jesus de um acontecimento que acabava de causar grande sensação. Algumas medidas de Pôncio Pilatos, o governador da Judéia, escandalizaram o povo. Houvera um levante em Jerusalém, e Pilatos tentara sufocá-lo pela violência. Numa ocasião seus soldados invadiram o átrio do templo, e degolaram alguns peregrinos galileus, no ato de oferecer seus sacrifícios. Os judeus consideravam a calamidade um castigo motivado pelos pecados das vítimas; e aqueles que narravam esse ato de violência, faziam-no com satisfação íntima. Segundo seu modo de ver, sua felicidade era prova de serem muito melhores, e por isso mais favorecidos de Deus do que aqueles galileus. Esperavam ouvir de Jesus palavras de condenação sobre esses homens que, sem dúvida, haveriam merecido a pena. (…)

Voltando-se para a multidão, o Salvador disse: “Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” Lucas 13:2, 3¹
Jesus não deu uma explicação naquele dia… E até que Ele volte segunda vez não teremos todas as respostas aos nossos “por quês”…

Mas cremos que uma das razões pelas quais Ele voltará é para dizer olhando em seus olhos, o propósito por trás da dor e sofrimento causado pelas tragédias…

Vale lembrar que Jesus prometeu estar todos os dias com você (Mateus 28:20), comigo, com todos os brasileiros de Mariana, franceses, africanos, sírios enfim, com todo ser humano independente de nacionalidade ou religião, até que Ele volte para por um ponto final nessa história de dor, violência e morte.

Há uma esperança para todos os que choram, o consolo do Senhor!

A volta de Jesus de fato é a maior de todas as esperanças, pois com ela acontece a ressurreição onde as famílias, os amigos e queridos que morreram no Senhor irão se reencontrar para nunca mais separar. Não mais dor, morte ou saudade…
“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”. Apocalipse 21:4

Débora Bergère
biblia.com.br

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¹ Parábolas de Jesus, pgs. 109-110

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