O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. - SALMOS 51:17

Basta obedecer?

Publicado em: 09/12/2012  |   23:00
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A história da desobediência de Saul é para ser analisada com muito cuidado. Deus requeria sacrifício de Seu povo. E mais, requeria o melhor. Saul tinha poupado o melhor do gado inimigo (I Samuel 15:22). Qual era então o seu delito? Não era o ato em si, era o que havia por dentro desse ato.

Que se requeria animais para o sacrifício e que o sacrifício em si se realizasse depois da vitória, estava correto. O que não estava  certo era que se escolhesse um método diferente daquele indicado por Deus para a realização do sacrifício. Nesse caso particular, Deus tinha ordenado que tudo que fosse do inimigo, fosse destruído, e Saul pensou que o que realmente valia era oferecer o sacrifício.

Hoje, Deus não requer mais sacrifício de ovelhas de Seu povo, certamente porque o “Cordeiro de Deus” já foi sacrificado na cruz do Calvário. O que hoje Deus espera é que apresentemos nosso corpo em sacrifício santo e agradável ao Senhor. Hoje Ele espera a nossa obediência.

O grande perigo que o povo de Deus corre hoje é de confundir as coisas como as confundiu Saul.

Podemos pensar que o que realmente importa é obedecer, mas para que a nossa obediência seja aceita, devemos primeiro seguir o plano que Deus tem para levar-nos à obediência.

Obediência por obediência em si, o jovem rico também obedecia, mas estava perdido da mesma forma que qualquer pecador. Obediência por obediência em si, Nicodemos era um exemplo, mas nunca tinha experimentado em sua vida o milagre da conversão.

Existem duas maneiras de obedecer: por nossos próprios esforços, nossa força de vontade, nosso domínio próprio ou por nossa comunhão diária com Cristo, que fará com que o Espírito Santo santifique a nossa vontade pecaminosa e nos leve à obediência autêntica.

Como saber qual é o tipo de obediência que estamos apresentando a Deus? Na verdade, ninguém o pode saber. Só Deus e a pessoa. Porque só ambos conhecem se a pessoa vive uma vida de comunhão permanente com Deus.

As pessoas mais próximas de nós podem ouvir o “balido das ovelhas e o mugido dos bois”; os que nos veem só na igreja, enxergarão apenas a obediência que pode ser fruto de nosso moralismo e força de vontade, mas isso tudo é para Deus como “trapo de imundícia”. Só Ele pode nos dar a obediência autêntica.

Podemos sair hoje para as atividades diárias confiando no braço forte do Senhor e permitindo que viva em nós através de Seu Santo Espírito, transformando nossa pobre vontade pecaminosa na poderosa vontade santificada?  (Alejandro Bullon)

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