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Um monstro dentro de nós

deus

5 de junho de 2018

Observando a si mesmo e adotando hábitos simples de calma e tranquilidade, cada um pode, com a ajuda divina, dominar os impulsos de ira e agressividade.

A ira e o ódio podem se manifestar ocasionalmente e, como sentimentos humanos, podem se tornar inevitáveis. Porém, quando ultrapassam o nível esporádico, são reações que causam devastação nos relacionamentos familiares, sociais e de trabalho. A agressividade física é inaceitável em qualquer grupo humano e deve ser prevenida.

Como evitar a ira e a agressividade

Observando a si mesmo e adotando hábitos simples de calma e tranquilidade, cada um pode, com a ajuda divina, dominar os impulsos de ira e agressividade. Veja algumas sugestões:

Considere a verdadeira importância da situação – Se você observar friamente, quase sempre os motivos da raiva são insignificantes. Pergunte a si mesmo:
É realmente importante o motivo da minha ira? O que acontecerá se as coisas não saírem do meu jeito? Vale a pena esbanjar tanta adrenalina? Terei que me arrepender se perder a compostura?

Respire fundo e acalme-se – A respiração relaxa. Use-a pausadamente e de modo profundo quando sentir que a ira se aproxima. Dê instruções a você mesmo: “Calma, não vai acontecer nada! Controle-se, pois isso já vai passar.”
Foi Thomas Jefferson quem disse a famosa frase: “Quando está zangado, conte até 10 antes de falar. Se estiver muito irritado, vá até o 100.” Uma dica: nunca envie um e-mail quando estiver com raiva. Se quiser, até escreva, mas salve-o como rascunho e leia a mensagem, de novo, horas depois.

Procure se distrair – Pensar no que lhe causa ira é jogar lenha na fogueira. Ore a Deus, pedindo que o ajude a superar o sentimento negativo, e faça alguma atividade que ocupe sua mente com outras coisas, até a raiva diminuir.

Escolha a solução certa – Evite dizer aos outros frases como estas: “Você é egoísta.” “Sua atitude é sempre a mesma comigo.” “Você não se importa com o que penso.” Procure se expressar com frases positivas: “Eu gostaria que você tentasse fazer de outra forma”, “Fico muito triste com essa atitude”, “Talvez devêssemos fazer isso ou outra coisa; eu posso ajudar de alguma forma.”

Não considere o oponente um inimigo – Quando alguém o irritar com sua conduta ou palavras, não pense que o está provocando. Pense em outros motivos e circunstâncias que expliquem esse comportamento. Se ele ou ela realmente tem más intenções, você admitirá que é uma pessoa infeliz e merece compaixão pela sua conduta inconveniente.

Pratique o perdão – Perdoar não significa perder a batalha. Um antigo provérbio diz: “Perdoe o ofensor, e sairá vencedor.” Perdoar não somente produz calma e paz em você, mas também na outra pessoa, que, além disso, acabará respeitando você por sua nobreza e generosidade.

Seja grato – A Bíblia diz: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1 Tessalonicenses 5:18).
Pesquisas confirmam que o simples fato de se mostrar grato por algo torna alguém mais feliz. Pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmam que praticar constantemente a gratidão pode até melhorar a saúde.

Ore – A Bíblia também diz: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mateus 5:44). Pesquisadores mostraram que, se a pessoa orar pelo indivíduo que a deixou com raiva, isso ameniza o sentimento ruim, dissipando os pensamentos negativos.

Efeitos da ira

Embora, no passado, fosse considerado vantajoso destampar a “panela de pressão” quando se estava irado, hoje está claro que os riscos ultrapassam qualquer pequena vantagem que se possa alcançar com essas más atitudes. Comparados com as pessoas de hábitos pacíficos, os que ficam irados, em geral, enfrentam as seguintes situações:

• Têm quatro vezes mais propensão a sofrer de doença coronariana.
• Correm maior risco de morrer jovens.
• Experimentam sentimentos de culpa após suas atitudes explosivas.
• Seus familiares e amigos os evitam por causa de seu mau gênio.
• Mantêm uma relação matrimonial mais conflituosa.
• São mais propensos ao uso de substâncias nocivas (fumo, álcool, drogas, etc.).
• Correm maior risco de comer em excesso e sofrer aumento de peso.

Antes de ficar enraivecido, pense duas vezes, pois é possível deter essa conduta e evitar mais prejuízos.

Profetas irritados

A Bíblia traz alguns exemplos interessantes de pessoas que se deixaram vencer pela ira. Aliás, este é outro detalhe especial das Sagradas Escrituras: seus autores não “douram a pílula” nem posam de heróis infalíveis. Seus defeitos estão todos ali registrados. Sabe por quê? Sempre há esperança para quem se submete à vontade e ao poder divinos. Vamos falar de dois profetas: um, do Antigo Testamento; outro, do Novo Testamento.

Jonas recebeu de Deus uma missão tremendamente difícil: pregar aos moradores da cidade de Nínive. Para você ter uma ideia do que isso implicava, basta saber que, na época, essa cidade com mais de 100 mil habitantes era a capital do terrível Império Assírio. Esse povo era tão mau que não se contentava em matar seus oponentes; eles os torturavam de forma requintada. Eram inimigos de Israel, e Deus queria que Seu profeta fosse até a capital deles levar uma mensagem. Aí já era demais!

Jonas fugiu da missão. Tomou um navio para o lado oposto. E o desenrolar da história é mais conhecido que seu desfecho. Quase todo mundo sabe que o profeta foi engolido por um “grande peixe”, sendo, depois de três dias, regurgitado na praia. Na barriga do “peixe”, Jonas orou e se arrependeu. Foi à cidade dos assírios, disse que ela seria destruída, caso seus moradores não se arrependessem, deu meia-volta e sentou-se para ver o que aconteceria. Mas não aconteceu nada.
Melhor dizendo, aconteceu: os ninivitas se arrependeram e mudaram de atitude.

Toda a cidade! Isso deixou o profeta irritado. Afinal, ele não havia anunciado destruição? Irritou-se com a misericórdia de Deus e se queixou ao Criador.

Deus apenas perguntou: “Você tem alguma razão para essa fúria?” (Jonas 4:4), e ficou em silêncio, deixando Seu filho refletir.

Algum tempo depois, Deus voltou a falar, revelando um pouco mais do Seu caráter de amor: “Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos rebanhos. Não deveria Eu ter pena dessa grande cidade?” (Jonas 4:11). Deus é assim: compassivo, perdoador, paciente. Ama a todos, inclusive os animais! No livro de Jonas, vemos o Criador trabalhando pela salvação dos ninivitas e de Seu profeta irritado.

No Novo Testamento, quando se fala em transformação, uma das pessoas que chamam a atenção é João, mais conhecido como “filho do trovão”. Ai daquele que atravessasse o caminho dele num dia ruim! Certa vez, até pediu permissão a Jesus para fazer descer fogo do céu contra alguns desafetos! Mas o tempo de convivência com o Mestre foi moldando o caráter do discípulo. Em poucos anos, ele deixou de ser o “filho do trovão” para ficar conhecido como “o discípulo do amor”. Qual foi o segredo? Simples: proximidade com Jesus. Quem vive assim, pode dizer como Paulo: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

Não precisamos lutar sozinhos. Deus é o maior interessado em que desfrutemos paz interior.

 

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Infográfico Um monstro dentro de nós

Equipe Biblia.com.br

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Fonte: O Poder da Esperança, pgs. 72-75.

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