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Ganhou a guerra e perdeu a glória

Textos

3 de abril de 2013

Baraque foi intimado para a guerra por uma mulher. Na verdade, era uma profetiza. Chamava-se Débora. O desafio era vencer Jabim, rei dos cananeus (Juízes, capítulo quatro). A história bíblica deixa claro que Baraque não acreditava muito na vitória, apesar de ter reunido um bom número de soldados voluntários.

O curioso é que só foi para a luta mesmo quando conseguiu convencer a profetiza para ir junto. Ela concordou, afirmando, porém, que a glória pela vitória na batalha seria de uma mulher e não de Baraque. Débora, não estava falando dela mesma. Referia-se a Jael, uma camponesa que tirou a vida do comandante das tropas inimigas.

Depois da guerra, Baraque e Débora entoaram um cântico, chamado de o “cântico de Débora” onde atribuem a vitória ao Senhor Deus. Está em Juízes, capítulo cinco.

Baraque virou referência de um vencedor para o profeta Samuel, anos depois (Primeiro livro de Samuel, capítulo doze, versículo onze). E mais: na famosa galeria dos heróis da fé, de Hebreus, capítulo onze, lá está o nome de Baraque. É citado como exemplo de um homem de fé.

A dupla Baraque e Débora ou Débora e Baraque obteve sucesso e Israel ficou em paz por quarenta anos. Estavam unidos num mesmo propósito: força e fé. Coragem e submissão.

Que o exemplo de Baraque, um homem que só foi para a guerra sabendo que o Senhor Deus estaria com ele através da palavra e presença profética, nos inspire nas atividades e lutas do dia de hoje. Conseguiremos a vitória na guerra contra o eu, contra o pecado e suas armadilhas, se levarmos na mente e no coração a certeza de que o Deus dos exércitos está ao nosso lado em cada passo, em cada decisão que precisaremos tomar.

(Da série “personagens quase desconhecidos” da Bíblia, que estou escrevendo)

Fonte de esperança nos dias maus
Parecia mentira, mas era verdade!