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Deus não predestina para a perdição

salvação

12 de janeiro de 2018

Pedro acrescenta que o Senhor não quer 'que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento' (2 Pedro 3:9).

Pr. Alberto R. Timm

Alguns textos falam realmente que “o Senhor endureceu o coração de Faraó” (Êxodo 4:21, 7:3, 9:12, 10:1, 20, 27, 11:10, 14:4 e 8). Outros afirmam que o próprio Faraó “endureceu o seu coração” (Êxodo 8:32, 9:34 e 35, 13:15). E há um terceiro grupo de textos que declaram simplesmente que “o coração de Faraó se endureceu” (Êxodo 7:13, 22, 8:19, 9:7).

Ezequiel 33:11 afirma que o Senhor não tem “prazer na morte do perverso, mas que o perverso se converta do seu caminho e viva”. Pedro acrescenta que o Senhor não quer “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Sendo assim, só podemos concluir que o endurecimento do coração de Faraó não derivou de um arbitrário decreto divino de predestinação para a perdição, e sim de uma atitude de obstinada rebeldia por parte do próprio Faraó.

No mundo natural, “o mesmo sol que derrete a cera endurece o barro”. O problema não está no sol, mas na forma diferente com que a cera e o barro reagem ao calor. De modo semelhante, o problema de Faraó não estava em Deus, mas na forma como o próprio Faraó reagia às mensagens divinas de admoestação e arrependimento. Em vez de se humilhar e arrepender, Faraó se fechava cada vez mais aos apelos divinos. Cada novo apelo para abrandar o coração acabava gerando o efeito contrário, de endurecimento.

É nesse sentido que Deus é descrito como causando a Faraó o que Ele apenas permitiu que ocorresse. É preciso reconhecer também que chegou um ponto na vida de Faraó em que ele acabou extrapolando os limites da misericórdia divina. A partir desse ponto, os apelos ao arrependimento cessaram e os juízos divinos tomaram lugar (Êxodo 7 a 12), culminando na destruição final de Faraó e do seu exército (Êxodo 14). Em tudo isso, Faraó simplesmente colheu o fruto de sua própria obstinação (ver Gálatas 6:7).

Equipe Biblia.com.br

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Alberto R. Timm é Ph.D. em Religião pela Andrews University.

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Comentários

Dulcinea Gonçalves Menezes

Eu tenho pouco tempo de batizada só queria entender melhor as coisas de Deus queria que vocês me enviasse revista que me esclareça melhor as coisas de Deus obrigado que Jesus abençoe

Marcelo Alves

Se Deus predestinasse as pessoas ao inferno ,Ele seria pior do que o diabo .Porque o diabo tenta as pessoas para leva-las para o inferno ,e Deus as mandaria direto pro inferno . Deus não é assim Ele é justo e misericordioso .

Franciene viana

Gosto muito de estudos bíblicos

Maxuel Vasconcelos

Não podemos chegar a conclusões precipitadas por conta de versículos fora de contexto. Se lermos Salmos 139 entederemos que Deus tem o Governo sobre exatamente tudo. Outra coisa, Deus é o Criador e Ele jamais ficaria sujeito a escolha de suas criaturas. Jamais o Soberano Pai ficara sujeito a escolha do homem, ou seja, Deus faz tudo como lhe apraz e a ninguém deve satisfação ou argumento. Não tente o homem tomar o lugar de Deus. Ele governa todas as coisas.

Valfrido Furtado

Gostei quero participar

Levi de Freitas da Silva

Na realidade Deus não predestinou ninguém a perdição, prova disso é a mensagem descrita no Evangelho de João 3:16 – Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê, não PEREÇA mas tenha a vida eterna. A Salvação esta aí e é de graça, aceita quem quiser, é como água quem tem sede é só beber, não precisa morrer de sede.

Bruno

Um bom argumento.