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Copa do Mundo e o jogo da vida

deus

27 de maio de 2018

Dizem os estrategistas que para vencer é necessário conhecer os seus pontos fracos...

Muitos comentaristas e jornalistas esportivos usam a analogia da “vida” ou “morte” para descrever a situação de uma seleção durante a Copa do Mundo. Na revista Exame, por exemplo, foi noticiado um resultado da primeira fase da competição: “Nigéria vence Islândia por 2X0 e mantém Argentina viva na Copa”. No jogo seguinte a seleção argentina precisaria de uma vitória e dependia do resultado de outra partida para permanecer “viva” na Copa. Com Messi em campo, certamente sobrou um pouco de esperança, afinal de contas, como é ter em seu time aquele que é considerado por muitos o melhor (ou um dos melhores) do mundo? Os termos empregados no futebol como “vitória”, “derrota”, “esperança”, “vida” ou “morte”, entre muitos outros, podem servir de metáforas para a vida cristã.

Dizem os estrategistas que para vencer é necessário conhecer os seus pontos fracos e, assim, reconhecer a força do adversário, mas também implica em conhecer seus pontos fortes, treinar, fortalecer-se e ter uma perspectiva mental real e vencedora. A derrota em qualquer área da vida pode ser amedrontadora. Não foi isso que o torcedor sentiu quando o Brasil perdeu de 7X1 da Alemanha na Copa de 2014? Uma potência pentacampeã também pode perder. No jogo da vida não é muito diferente. Passamos por experiências críticas.

Em medicina o termo “crise” foi empregado para descrever o ponto decisivo de melhora ou agravo da condição de um paciente acometido por uma enfermidade aguda. Sobreviver à uma crise pode ser um recomeço, implicando mudanças no estilo de vida que vai do sedentarismo à atividade física, da indisciplina alimentar para a prática de hábitos mais saudáveis. Certamente a crise pode ser o ponto da virada, um momento decisivo na vida.

Ter a percepção correta de si mesmo, de sua condição física, mental, e espiritual é fundamental. Sócrates usava o pensamento “conhece-te a ti mesmo” como base de sua filosofia. O problema é que temos uma dificuldade natural de autoconhecimento, de ler os nossos sentimentos e emoções. O profeta Jeremias escreveu: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9).  Se o coração é enganoso, não é possível estar enganado sobre si mesmo? Quem é que pode conhecer os motivos mais profundos da alma? Outra versão mais contemporânea diz: “Quem é que pode entender o coração humano? Não há nada que engane tanto como ele; está doente demais para ser curado” (Jeremias 17:9 – NTLH). Não conhecer a si mesmo é um estado crítico de existência: “está doente demais para ser curado”. Mas Deus responde a pergunta e diz: “Eu, o Senhor, examino os pensamentos e ponho à prova os corações” (Jeremias 17:10 – NTLH). 

Não sei como você está se sentindo neste momento. Pode ser que esteja passando por uma crise e deseja recomeçar, fazendo mudanças significativas no modo de viver. Talvez você não consiga descrever  os seus sentimentos e emoções. Mas Deus conhece e deseja lhe revelar os Seus caminhos e propósitos. Mudanças positivas e duradouras começam a partir do reconhecimento da condição pessoal e do conhecimento daquilo que pode verdadeiramente nutrir a alma, o corpo e a mente. Podemos clamar como fez Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23, 24). 

No jogo da vida a Palavra de Deus é indispensável, pois ela ilumina a nossa caminhada (Salmo 119:105) e nos ajuda a não tropeçarmos (Salmo 119:11).  Dedique tempo para se relacionar com Deus!

Equipe Biblia.com.br

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